<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>:: Parabólica</title>
	<atom:link href="http://parabolica2010.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://parabolica2010.wordpress.com</link>
	<description>Nós vibramos em outras frequências</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Jan 2012 00:31:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='parabolica2010.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>:: Parabólica</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://parabolica2010.wordpress.com/osd.xml" title=":: Parabólica" />
	<atom:link rel='hub' href='http://parabolica2010.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>CARTA DE DESPEDIDA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/07/carta-de-despedida/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/07/carta-de-despedida/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2629</guid>
		<description><![CDATA[Estimados amigos da Parabólica, Estamos encerrando a experiência do Pré-Noviciado, e estamos nos partindo para uns dias de convivências com nossos familiares e nos arrumando para próxima etapa: a experiência do Noviciado. Neste ano de 2011, nosso grupo do pré-noviciado começou com sete colegas, mas depois da caminhada e discernimento, dois dos nossos decidiram fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2629&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/php8gaq2j_mini1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2631" title="php8GaQ2J_mini" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/php8gaq2j_mini1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size:small;"><strong>Estimados amigos da Parabólica,</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Estamos encerrando a experiência do Pré-Noviciado, e estamos nos partindo para uns dias de convivências com nossos familiares e nos arrumando para próxima etapa: a experiência do Noviciado. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Neste ano de 2011, nosso grupo do pré-noviciado começou com sete colegas, mas depois da caminhada e discernimento, dois dos nossos decidiram fazer outra opção. Agora somos cinco (três de Rondônia e dois do Rio Negro), mais estamos bem animados para a próxima etapa.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Tivemos uma experiência maravilhosa no CDB &#8211; Leste e no Oratório do CESAF, onde tivemos verdadeiras aulas praticas de salesianidade. E nos afeiçoamos aos meninos e meninas, adolescentes e jovens e a muitas famílias. Criamos um grupo de treze jovens animadores do Oratório. E organizamos um grupo de famílias que se tornaram nossos colaboradores. Gostamos muito e sentiremos muita falta. Não esqueceremos a ótima experiência de comunicação que foi publicar material abundante para o site inspetorial e ainda continuar a experiência do blog, iniciado em 2010 pela turma que logo estará voltando depois de sua primeira profissão. Acreditamos que a próxima turma, com o apoio do Pe. Bené, vai continuar a Parabólica.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Nós agradecemos pelas orações e pela atenção, pelas visitas, pelo apoio de brindes e material ao nosso Oratório e à nossa casa; sempre fomos muito bem recebidos por salesianos, pelas salesianas e por muitos cooperadores salesianos. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Um obrigado especial aos nossos formadores: o Pe. João, o Pe. Daniel, o Sr. Gulli, Dom Walter e aqueles que conviveram mais perto, diariamente: Pe. Bené e o Marcelo. Obrigado ao Pe. Benjamim pela muitas visitas que nos fez.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>No mês de Janeiro, iniciaremos a experiência do Noviciado, contamos com a oração de todos vocês. </strong></span><span style="font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Se um dia passarem pelo Mato Grosso do Sul.,</strong></span></span><span style="font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>nos visitem; ficaremos mais fortalecidos em nossa pertença inspetorial, ficaremos gratos e felizes com a vossa presença.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Agrademos a Deus por sermos os futuros noviços da Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia!</strong></span></p>
<p>abraços e até o outro ano&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2629/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2629&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/07/carta-de-despedida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/php8gaq2j_mini1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">php8GaQ2J_mini</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA ANDA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-13/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-13/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2622</guid>
		<description><![CDATA[FILHOS DO ZUMBI EM TOTAL DESCONTRAÇÃO Síntese: para concluir o esforço de animação de animação do Oratório do CESAF, os Pré-Noviços organizaram um passeio de premiação aos oratorianos de melhor participação. No dia 15 de Novembro, a comunidade do Pré- Noviciado organizou um passeio com os oratorianos do CESAF para ter um dia diferente e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2622&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2379" title="a vida anda" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size:medium;"><strong>FILHOS DO ZUMBI EM TOTAL DESCONTRAÇÃO</strong></span></p>
<p align="CENTER">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Síntese:</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> para concluir o esforço de animação de animação do Oratório do CESAF, os Pré-Noviços organizaram um passeio de premiação aos oratorianos de melhor participação.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No dia 15 de Novembro, a comunidade do Pré- Noviciado organizou um passeio com os oratorianos do CESAF para ter um dia diferente e conhecer um pouco mais do carisma salesiano. O passeio realizou-se no sitio Dom Bosco, do CDB- Centro. Foram 73 pessoas, entre oratorianos, os jovens animadores, a comunidade do Pré-Noviciado e os cooperadores salesianos dona Ocy e sr. Djalma para cuidarem da cozinha.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Desde o mês de Agosto, os Pré Noviços organizaram um acompanhamento de freqüências dos oratorianos, incentivando os oratorianos a terem melhor participação nos momento do bom dia e boa tarde, e um bom comportamento durante os encontros aos sábados e domingos. Quem tivesse melhor participação seria premiado com um passeio. Foram meses de ansiedade e preocupação dos oratorianos para conseguirem a vaga. Para o passeio não foram incluídos os oratorianos maiores de 18 anos; sua participação no Oratório, seria premiada de outra forma. Os jovens animadores deram total apoio para a seleção dos premiados.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O passeio foi muito animado, com vários momentos de descontração e esportes. Dona Ocy e Sr. Djalma, com a ajuda do Sr. Paulo, caseiro responsável pelo sitio, deram a qualidade aos alimentos do dia. Cada oratoriano colaborou com o lanche comunitário que foi partilhado. Parte da alimentação e os custos com condução foram cobertos com doações de famílias da comunidade, de alguns salesianos e do Pe. João, Diretor do CESAF.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03104.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2625" title="DSC03104" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03104.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Com essa experiência, os pré-noviços tiveram uma gostosa aula de salesianidade pratica, dando aos jovens do Zumbi uma oportunidade de vivenciarem os valores da educação salesiana mais de perto. Foi um Oratório diferente do clima costumeiro do Zumbi. Também aprenderam que quando se quer realizar alguma coisa, tem que arregaçar as mangas e fazer todo esforço possível para conseguir, tal como aprenderam que Dom Bosco fazia.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong> A próxima experiência será o JOSAL, no dia 4 de Dezembro; os oratorianos delegados, que irão representar o CESAF, estão animados e com grandes expectativas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><em><strong>Wellington Batista, Pré-Noviço, oriundo de Presidente-Médice-RO.</strong></em></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2622/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2622/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2622&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-13/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida anda</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03104.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">DSC03104</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>a vida anda</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-12/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-12/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2623</guid>
		<description><![CDATA[CAPOEIRA REGIONAL NO ORATÓRIO DO CESAF Síntese: Alargando o leque de propostas educativas grupais, o Oratório noturno no CESAF, animado pelos Pré-Noviços, acolhe um grupo de capoeira, que já é parceiro de outras presenças salesianas. O grupo Quilombo de capoeira, atuante em diversos pontos em Manaus, como na comunidade São Mateus (Área missionária ‘Santos Mártires’), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2623&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2379" title="a vida anda" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size:medium;"><strong>CAPOEIRA REGIONAL NO ORATÓRIO DO CESAF</strong></span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Síntese</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>: </strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Alargando o leque de propostas educativas grupais, o Oratório noturno no CESAF, animado pelos Pré-Noviços, acolhe um grupo de capoeira, que já é parceiro de outras presenças salesianas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>O grupo Quilombo de capoeira, atuante em diversos pontos em Manaus, como na comunidade São Mateus (Área missionária ‘Santos Mártires’), marcou presença no oratório noturno que acontece no CESAF, com a a nimação da comunidade do Pré-Noviciado.. Este grupo tem laços em outros núcleos do Estado, inclusive São Gabriel da Cachoeira, assessorando o grupo de capoeira do Centro do Menor.Apresentou seqüências de alongamentos e uma roda de Regional encerrada com samba, com as instruções dadas pelo professor ‘Camaleão’ (Wellisson). O intuito é proporcionar aos jovens oratorianos mais um meio de entretenimento, além do habitual futebol; </strong></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;"><strong>&#8220;Aprender a capoeira não é aprender a brigar. É aprender a luta de um povo que conseguiu se impor pelo amor à liberdade expressa em movimentos físicos. Aprender capoeira é acima de tudo lutar pela liberdade do corpo, mente e espírito&#8230;&#8221;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>A Capoeira Regional é uma manifestação da cultura baiana, que foi criada em 1928, por Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba). Bimba utilizou os seus conhecimentos da Capoeira Angola e do Batuque (espécie de luta &#8211; livre comum na Bahia do século XIX) para criar este novo estilo. Para fugir de qualquer pista que lembrasse a origem marginalizada da capoeira, mudou alguns movimentos, eliminou a malícia da postura do capoeirista, colocando-o em pé, criou um código de ética rígido, que exigia até higiene, estabeleceu um uniforme branco e se meteu até na vida dos alunos. &#8220;Para treinar com meu pai era preciso provar que estava trabalhando ou mostrar o boletim do colégio&#8221;, conta Demerval dos Santos Machado, conhecido como &#8220;Formiga&#8221; nas rodas de capoeira, e organizador da Fundação Mestre Bimba, ao lado do irmão, Mestre Nenéu.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03038.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2624" title="DSC03038" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03038.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong> A capoeira Regional de Bimba não é uma substituta da capoeira Angola (capoeira origem), mas sim a sua evolução, seu aprimoramento. A idéia primaria de Bimba era socializar a capoeira em diversas culturas, sem que esta perdesse suas raízes. Fazer da capoeira um jogo e uma dança para todos os que quisessem aderi-la para si. Certamente este é mais um meio de bem ocupar a mente e o corpo dos oratorianos, com disciplina, respeito, historia, saúde, tradição, valores que a capoeira proporciona.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><strong>Em 2012, o Oratório pretende criar um grupo de capoeira como mais uma oferta de educação de tempo livre aos adolescentes e jovens do Zumbi.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:small;"><em><strong>Jealisson Raul, Pré Noviço oriundo de Ariquemes</strong></em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2623/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2623&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-anda-12/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida anda</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/dsc03038.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">DSC03038</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA PENSA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-15/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-15/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 13:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2618</guid>
		<description><![CDATA[ONU lança estudo sobre realidade de jovens afrodescendentes da América Latina   Políticas afirmativas são o caminho apontado para eliminar as desigualdades   Os jovens afrodescendentes da América Latina e do Caribe são um dos grupos populacionais que enfrentam as maiores desvantagens, exclusão e discriminação, segundo o relatório “Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2618&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2360" title="a vida pensa" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>ONU lança estudo sobre realidade de </strong></span></span></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>jovens afrodescendentes da América Latina</strong></span></span></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;"><em>Políticas afirmativas são o caminho apontado para eliminar as desigualdades </em></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Os jovens afrodescendentes da América Latina e do Caribe são um dos grupos populacionais que enfrentam as maiores desvantagens, exclusão e discriminação, segundo o relatório “Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas e direitos (des)cumpridos”, que o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) lançou em Salvador (Bahia) nesta sexta-feira (18), em evento paralelo ao Afro XXI &#8211; Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes. </span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Estima-se que na América Latina, segundo a informação disponível nos nove países pesquisados, vivam ao redor de 24 milhões de jovens afrodescendentes, de um total de 81 milhões de pessoas de ascendência africana. Com mais de 22 milhões, o Brasil é o país que reúne a maior quantidade de jovens afrodescendentes, tanto em termos relativos como absolutos. Vêm a seguir Colômbia, Equador e Panamá, que, juntos, registram cerca de 1,4 milhão de jovens afrodescendentes.  </span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">“<span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">Um dos desafios em matéria de políticas para afrodescendentes – como sublinhado pelo relatório – é a falta de informação estatística desagregada, sistemática e confiável sobre este grupo de população”, disse Marcela Suazo, diretora para a América Latina e o Caribe do Unfpa. “A disponibilidade desses dados permitiria evidenciar as iniquidades enfrentadas por este grupo populacional e, portanto, contribuir para a formulação de políticas afirmativas para os afrodescendentes”.</span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Tripla exclusão –</strong></span></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;"> A desigualdade que caracteriza a América Latina – a região de maior desigualdade do mundo – se reflete também na juventude afrodescendente, que sofre uma tripla exclusão: étnica/racial (por ser afrodescendente), de classe (por ser pobre) e geracional (por ser jovem). Além disso, as mulheres afrodescendentes sofrem processos de exclusão e discriminação de gênero.</span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">O relatório, fruto de um esforço conjunto do Unfpa e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal/Celade), é o primeiro a apresentar um panorama regional das dinâmicas populacionais das e dos jovens afrodescendentes, tanto em termos demográficos como de distribuição territorial, além de proporcionar informações sobre sua situação em matéria de acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação e emprego, áreas-chave para sua inserção social e sua participação plena nos processos de desenvolvimento de seus países.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/jovens-negros.jpg"><img class="alignright  wp-image-2619" title="jovens-negros" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/jovens-negros.jpg?w=385&#038;h=270" alt="" width="385" height="270" /></a></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">O estudo evidencia as brechas significativas existentes nos países entre os jovens afrodescendentes e os demais jovens. Os dados sugerem a existência de diferenças na implementação dos direitos de saúde reprodutiva entre as jovens afrodescendentes, já que a maternidade em idade precoce é tanto ou mais elevada entre elas do que para as demais jovens. Além disso, a maternidade precoce está sistematicamente associada a menores níveis de educação, ainda mais evidentes neste grupo populacional. </span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">As porcentagens de jovens que não estudam nem trabalham na região são muito altas e, na maioria dos países, os jovens afrodescendentes se encontram entre os mais excluídos destes sistemas. A situação dos afrodescendentes na região tem cobrado maior visibilidade nos últimos anos, graças, por um lado, ao aumento das organizações e articulações afrodescendentes que defendem seus direitos em níveis regional e nacional e, por outro, à criação de instituições governamentais encarregadas dos assuntos concernentes aos povos afrodescendentes em mais de uma dezena de países. Contudo, isso não tem sido suficiente. </span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">O estudo propõe o investimento e o fortalecimento das políticas afirmativas para a juventude afrodescendente em um marco de direitos, como caminho para superar as iniquidades, a discriminação e a exclusão. O Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes é uma realização do governo brasileiro, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Governo do Estado da Bahia, através das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Cultura (Secult), e das Relações Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), associados a Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).</span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:'Times New Roman', serif;"><span style="font-size:small;">A parceria para a realização do Encontro inclui também a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), e a ONU, através de suas agências: Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP).</span></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em><strong>Mais informações e marcação de entrevistas</strong></em></span></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em>Assessoria de imprensa:</em></span></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em>Rogério Paiva </em></span></span></span><a href="http://www.isma.org.br/webmail/images/blank.png"><span style="color:#0000cc;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;">71 8202 6551</span></em></span></span></span></a></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em>Kau Rocha: </em></span></span></span><a href="http://www.isma.org.br/webmail/images/blank.png"><span style="color:#0000cc;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;">71 8787 4401</span></em></span></span></span></a></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em>Fernanda Lopes Correia </em></span></span></span><a href="http://www.isma.org.br/webmail/images/blank.png"><span style="color:#0000cc;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:small;"><em><span style="text-decoration:underline;">61 8406 3280</span></em></span></span></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2618/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2618&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-15/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida pensa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/jovens-negros.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">jovens-negros</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA PENSA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-14/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-14/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 13:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2610</guid>
		<description><![CDATA[Massacre de índios em acampamento em Amambaí Ontem pela amanhã, ao abrir meu e-mail, recebi mais uma triste notícia de uma situação de violência contra um grupo indígena acampado em uma área em litígio e a espera da continuidade do processo de regularização fundiária da terra indígena. O acampamento se localiza em Amambaí, sul de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2610&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2354" title="a vida pensa" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa2.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a></strong></p>
<p align="CENTER"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;"><strong>Massacre de índios em acampamento em Amambaí</strong></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Ontem pela amanhã, ao abrir meu e-mail, recebi mais uma triste notícia de uma situação de violência contra um grupo indígena acampado em uma área em litígio e a espera da continuidade do processo de regularização fundiária da terra indígena. O acampamento se localiza em Amambaí, sul de Mato Grosso do Sul, a menos de cem quilômetros da fronteira com o Paraguai. O acampamento está localizado em uma pequena parte da área de ocupação tradicional chamada Guaiviry. A área esta inserida no conjunto de terras indígenas que deverão ser demarcadas no Mato Grosso do Sul. O processo de identificação destas áreas começou em 2007 e desde então vem sido repetidamente interrompido pelos conflitos políticos que o envolve. Enquanto isso, repetidos atos de assassinatos contra grupos indígenas que aguardam pela identificação e demarcação destas áreas vem ocorrendo. A situação de insegurança e medo vivido pelas populações indígenas é<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2614" title="01" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/01.jpg?w=500&#038;h=340" alt="" width="500" height="340" /></a></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">insustentável.  No ano passado a Survival Internacional publicou um importante relatório denunciando a situação das populações guarani no estado de Mato Grosso do Sul. Fiquei chocada com o que aconteceu e sabia que não tinha como ficar quieta, não falar nada ou fingir que estava tudo bem. Sou professora na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul na unidade de Amambaí, no curso de ciências sociais. Fique pensando como daria aula para os estudantes indígenas naquele dia. Então, fui conversando com os alunos, um a um, e marcamos de nos reunirmos todos para conversamos, até que eles decidiram por escrever uma carta. A carta foi escrita por eles ficando como minha responsabilidade a divulgação dela.Na carta, como vocês poderão ver, um aluno da história e morador da aldeia de Amambaí fala algo muito parecido com o que Marcos Homero Ferreira Lima, antropólogo do MPF de Dourados diz para a Survival sobre um acampamento de beira de</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">estrada localizado as margens da BR 163 no município de Dourados. Homero diz: Não se trata de hipérbole quando se fala em genocídio, pois, a série de eventos e ações perpetradas contra o grupo, como se objetivou demonstrar, desde o final da década de 1990, tem contribuído para submeter seus membros a condições tolhedoras da existência física, cultural e espiritual. Crianças, jovens, adultos e velhos se encontram submetidos a experiências degradantes que ferem diretamente a dignidade da pessoa humana. O modo de vida imposto àqueles Kaiowá é revelador de como os brancos vêem os índios. O preconceito, o descaso, o descuido, a não consideração dos direitos à terra, à vida, à dignidade são patentes. A situação por eles vivenciada é análoga àquela de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país. É como se os &#8216;brancos&#8217; estivessem em guerra com os índios e a estes últimos só restasse a fina</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">faixa de terra que separa a cerca de uma fazenda e a beira de uma rodovia.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">A crueldade do caso envolvendo o acampamento e a truculência dos assassinos não pode ser tratada como mais um caso de violência. Estamos vivendo uma guerra de fato, mas é uma guerra que só morrem pessoas de um lado. </span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Segue a carta dos estudantes Guarani e Kaiowa dos cursos de ciências sociais e história. As informações contidas na carta foram recebidas por pessoas que estavam no acampamento na hora do massacre. Peço, por gentileza, que ajudem na divulgação para que possamos agregar mais gente na luta contra a violência contra os povos indígenas. </span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento. </span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira?</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas? </span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei?</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de deus vai funcionar.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"> <span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de ciências sociais e história e moradores da aldeia de Amambaí.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Messias BasquesEnd of digest for list ant-bra &#8211; Sat, 19 Nov 2011</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">Barbara ArisiPrograma de Pós-graduação em Antropologia SocialUniversidade Federal de Santa Catarina, Brasilres </span></span></span><span style="color:#0000cc;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.isma.org.br/webmail/images/blank.png"><span style="color:#0000cc;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">+ 55 48 3232 9531</span></span></span></a></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">      cel </span></span></span><span style="color:#0000cc;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.isma.org.br/webmail/images/blank.png"><span style="color:#0000cc;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;">+ 55 48 9961 3722</span></span></span></a></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana, serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></span><span style="color:#006600;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:x-small;"><strong> </strong></span></span></span><span style="color:#006600;"><span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><strong> O pior cego é aquele que não quer verde! </strong></em></span></span></span></p>
<p><span style="color:#006600;">          <span style="font-family:Arial, serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><strong>Viva em paz com a Natureza!</strong></em></span></span></span></p>
<p align="CENTER"><strong><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2610/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2610&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-14/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida pensa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/01.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">01</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA PENSA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-13/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-13/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 13:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2611</guid>
		<description><![CDATA[CREIO NA VIDA RESSUSCITADA! Anos atrás, pensava eu que a Ressurreição fosse uma condição exclusiva de Jesus e que acontecesse depois da morte, algo próprio da eternidade. Depois comecei a entender que a Vida plena de Deus em Jesus acontece na vida dos outros filhos de Deus quando procuram viver o amor na mesma plenitude [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2611&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2360" title="a vida pensa" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a></p>
<p align="CENTER"><strong>CREIO NA VIDA RESSUSCITADA!</strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Anos atrás, pensava eu que a Ressurreição fosse uma condição exclusiva de Jesus e que acontecesse depois da morte, algo próprio da eternidade. Depois comecei a entender que a Vida plena de Deus em Jesus acontece na vida dos outros filhos de Deus quando procuram viver o amor na mesma plenitude e trabalham para que a vida sempre seja plena em toda dimensão existencial humana, em qualquer lugar, em qualquer cultura. A Ressurreição tem várias faces atuais, vigentes entre nós, como um caledoscópio do processo salvífico de Deus:: saúde, esperança, educação de qualidade, participação, cidadania, dignidade humana, </strong><span style="font-size:small;"><strong>carinho, fidelidade, dedicação, ética, presença, esperança, caminhos, buscas, pureza, compromisso social, comunicação, alegria, partilha, festa, comunidade, juventude. Algo como as manifestações surpreendentemente infinitas e novidadeiras da bondade e do amor de Deus.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>No dia 4 de Novembro, pareceu-me encontrar uma face da força da Ressurreição aqui na Amazônia: a chegada da índia Ketamyna Atroari. Em algum lugar entre o Amazonas e Roraima. </strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>E porque de minha alegria? O povo Waimiri-Atroari vivia feliz em suas terras até que o progresso resolveu infernizar sua cultura. O governo militar planejou uma estrada, a BR-174, para unir Manaus a Boa Vista. O tracado passava pelo meio das terras indígenas. Além da estrada, os militares geradores da Lei de Segurança Nacional, pensaram em algo mais: a usina de Balbina e a exploração das minas da bauxita e cassiterita de Pitinga. Os indígenas reagiram e se opuseram violentamente à construção da estrada e aos projetos invasivos Visando controlar a revolta indígena foi organizada uma expedição da FUNAI para conversar com as lideranças. A resposta foi<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/funai2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2612" title="funai2" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/funai2.jpg?w=500" alt=""   /></a> negativa. Algo precipitou a gravidade da situação: foi enviada aos índios uma delegação pacificadora de 10 indigenistas entre eles o Padre Caleri; todos foram massacrados, e o massacre foi atribuído aos indígenas, mas investigações posteriores afirmaram o contrário. O nome Waimiri-Atroari passou a significar sinônimo de selvageria, de ferocidade, de entrava ao progresso do Brasil. Os militares consideraram os projetos como uma missão de guerra. Contra o Waimiri-Atroari foram lançadas bombas de napalm, daquele tipo que os gringos usaram nos Vietnam. Balbina inundou mais de 30 mil hectares de terras indígenas. Em 1088, o grupo estava reduzido a 374 indígenas e com alta taxa de mortalidade. Os antropólogos previram que no início da década de 90, a tribo estaria extinta. A censura oficial reinante nada publicou, mas o crime vazou para o estrangeiro, causando horror. Os militares arrefeceram o furor e em 1986 foi criada Fundação PWA, um convênio com a Eletrobrás, que conseguiu uma indenização do governo para as terras inundadas: o dinheiro foi destinado à saúde e educação dos Waimiti-Atroari. Foi o passo da esperança. Aos poucos os índios assumiram o controle dos postos de saúde. E o povo renasceu. Ressuscitou: </strong><em><strong>”Digam ao mundo que vivemos!”. </strong></em><strong>Entre eles, há 19 escolas tocadas por 54 professores Waimiri-Atroari e outros tantos postos de saúdeT. Este povo vive sem a presença de organizações não-governamentais ou missões religiosas. Os que quase foram dizimados hoje são 1500. Mas o convênio não é eterno, como não foi o governo militar ditatorial. Como a vida vai continuar resistindo quando ocorrer o final do convênio?</strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Esperamos que a festa do ‘Maryba’( que acontece por ocasião de algum nascimento indígena) se repita muitas e muitas vezes. Afinal, a morte já não tem poder sobre Ele.</strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Pe. Bené</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2611/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2611/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2611&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-pensa-13/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-pensa3.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida pensa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/funai2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">funai2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA ENCONTRA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-13/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-13/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 03:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2607</guid>
		<description><![CDATA[Adeus Europa – Frei Betto, Escritor e assessor de movimentos sociais Lembram-se da Europa resplandecente dos últimos 20 anos, do luxo das avenidas do Champs-Élysées, em Paris, ou da Knightsbridge, em Londres? Lembram-se do consumismo exagerado, dos eventos da moda em Milão, das feiras de Barcelona e da sofisticação dos carros alemães? Tudo isso continua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2607&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;" align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2357" title="a vida encontra" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg?w=300&#038;h=143" alt="" width="300" height="143" /></a></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Adeus Europa</strong></span></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong> –</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Frei Betto, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Escritor e assessor de movimentos sociais</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Lembram-se da Europa resplandecente dos últimos 20 anos, do luxo das avenidas do Champs-Élysées, em Paris, ou da Knightsbridge, em Londres? Lembram-se do consumismo exagerado, dos eventos da moda em Milão, das feiras de Barcelona e da sofisticação dos carros alemães?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Tudo isso continua lá, mas já não é a mesma coisa. As cidades europeias são, hoje, caldeirões de etnias. A miséria empurrou milhões de africanos para o velho continente em busca de sobrevivência; o Muro de Berlim, ao cair, abriu caminho para os jovens do Leste europeu buscarem, no Oeste, melhores oportunidades de trabalho; as crises no Oriente Médio favorecem hordas de novos imigrantes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>A crise do capitalismo, iniciada em 2008, atinge fundo a Europa Ocidental. Irlanda, Portugal e Grécia, países desenvolvidos em plena fase de subdesenvolvimento, estendem seus pires aos bancos estrangeiros e se abrigam sob o implacável guarda-chuva do FMI.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O trem descarrilou. A locomotiva – os EUA – emperrou, não consegue retomar sua produtividade e atola-se no crescimento do desemprego. Os vagões europeus, como a Itália, tombam sob o peso de dívidas astronômicas. A festa acabou.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Previa-se que a economia global cresceria, nos próximos dois anos, de 4,3% a 4,5%. Agora o FMI adverte: preparem-se, apertem os cintos, pois não passará de 4%. Saudades de 2010, quando cresceu 5,1%.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O mundo virou de cabeça pra baixo. Europa e EUA, juntos, não haverão de crescer, em 2012, mais de 1,9%. Já os países emergentes deverão avançar de 6,1% a 6,4%. Mas não será um crescimento homogêneo. A China, para inveja do resto do mundo, deverá avançar 9,5%. O Brasil, 3,8%.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Embora o FMI evite falar em recessão, já não teme admitir estagnação. O que significa proliferação do desemprego e de todos os efeitos nefastos que ele gera. Há hoje, nos 27 países da União Europeia, 22,7 milhões de desempregados. Os EUA deverão crescer apenas 1% e, em 2012, 0,9%. Muitos brasileiros, que foram para lá em busca de vida melhor, estão de volta.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Frente à crise de um sistema econômico que aprendeu a acumular dinheiro mas não a produzir justiça, o FMI, que padece de crônica falta de imaginação, tira da cartola a receita de sempre: ajuste fiscal, o que significa cortar gastos do governo, aumentar impostos, reduzir o crédito etc. Nada de subsídios, de aumentos de salários, de investimentos que não sejam estritamente necessários.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Resultado: o capital volátil, a montanha de dinheiro que circula pelo planeta em busca de multiplicação especulativa, deverá vir de armas e bagagens para os países emergentes. Portanto, estes que se cuidem para evitar o superaquecimento de suas economias. E, por favor, clama o FMI, não reduzam muito os juros, para não prejudicar o sistema financeiro e os rendimentos do cassino da especulação.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O fato é que a zona do euro entrou em pânico. A ponto de os governos, sem risco de serem acusados de comunismo, se prepararem para taxar as grandes fortunas. Muitos países se perguntam se não cometeram uma monumental burrada ao abrir mão de suas moedas nacionais para aderir ao euro. Olham com inveja para o Reino Unido e a Suíça, que preservam suas moedas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>A Grécia, endividada até o pescoço, o que fará? Tudo indica que a sua melhor saída será decretar moratória (afetando diretamente bancos alemães e franceses) e pular fora do euro.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quem cair fora do euro terá de abandonar a União Europeia. E, portanto, ficar à margem do atual mercado unificado. Ora, quando os primeiros sintomas dessa deserção aparecerem, vai ser um deus nos acuda: corrida aos saques bancários, quebra de empresas, desemprego crônico, turbas de emigrantes em busca de, sabe Deus onde, um lugar ao sol.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nos anos 80, a Europa decretou a morte do Estado de bem-estar social. Cada um por si e Deus por ninguém. O consumismo desenfreado criou a ilusão de prosperidade perene. Agora a bancarrota obriga governos e bancos a pôr as barbas de molho e repensar o atual modelo econômico mundial, baseado na ingênua e perversa crença da acumulação infinita.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Luta pela terra é luta contra a morte</strong></span></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong> – </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>CIMI, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Conselho Indigenista Missionário</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Luta pela terra é luta contra a morte Quantos cadáveres Guarani-Kaiowá a presidenta precisa?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Por Renato Santanade Brasília</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>As atividades da manhã desta quinta-feira (29) eram distintas. Ocorreriam em plenários diferentes da Câmara dos Deputados, na Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF). </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os quilombolas se reuniram com a Comissão de Seguridade Social e Família para debater a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3239 – impetrada pela bancada do Democratas (DEM) sobre decreto que regulamenta a demarcação de terras, além da desapropriação de terras para as comunidades. Um grupo de ciganos aguardava. Já os Pataxó Hã-Hã-Hãe estavam com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Indígenas nas discussões sobre o plano de trabalho dos deputados envolvidos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Percebeu-se, no entanto, que se tratava de um único grande problema e a manhã terminou com uma reunião unificada entre índios, quilombolas e ciganos. Representantes de uma chamada ‘minoria’ &#8211; no Brasil fazem parte, em verdade, de uma maioria seguidamente esmagada pelo capital eclipsado ao projeto desenvolvimentistas do Palácio do Planalto. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Durante esta semana, os grupos estiveram na Capital Federal em luta por seus direitos e terras tradicionais. Encontraram seus anseios unificados na audiência pública sobre o Projeto de Lei (PL) 7447/2010, de autoria do deputado federal Luiz Alberto (PT/BA), onde se estabelecem diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>A vice-procuradora da República, Dra. Deborah Duprat, durante as reuniões, frisou a proximidade dos processos que envolvem a nulidade dos títulos dos latifundiários na terra indígena Caramuru – Paraguassu, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, e da comunidade quilombola de Brejos dos Crioulos. Para ela, mais do que ações pela terra as questões, do ponto de vista judicial, tratam de vidas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Vidas perdidas a cada dia, a cada semana, a cada mês. Vidas que se perdem na luta pela terra, invadida e vilipendiada pelos invasores e seus grupos de pistoleiros. Mato Grosso do Sul (MS) é, sem dúvida, exemplo macabro do que acontece hoje com os povos de um Brasil profundo, alijados de suas terras tradicionais: conforme levantamento parcial do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dos 38 assassinatos de indígenas ocorridos durante este ano, 27 foram no MS. Ou seja, 71%. Em 2010, 53% dos assassinatos de indígenas ocorreram no Estado. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardi, 25 anos, espancado até a morte </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardi, 25 anos, Guarani-Kaiowá, foi atacado e espancado até a morte na última terça-feira (27), às 19 horas, ao retornar da cidade de Paranhos, Mato Grosso do Sul (MS), para a comunidade de Y’poi. Encontrado pelos familiares, Teodoro foi levado para sua casa no acampamento Y’poi, onde mora com sua esposa e cinco filhos. Faleceu horas depois em decorrência dos ferimentos. Os familiares afirmam que chegaram a tempo de ver os agressores e os reconheceram nos pistoleiros que diariamente fazem cerco a comunidade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardi era primo de Genilvado Vera e Rolindo Vera, professores assassinados em agosto de 2009. O corpo de Genilvado foi encontrado 10 dias depois no riacho Y’poi, com marcas da tortura que sofreu antes ser morto. Já o corpo do professor Rolindo Vera até hoje não foi encontrado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O processo de demarcação das terras Guarani-Kaiowá no MS está parado numa das mesas da Fundação Nacional do Índio (Funai). Enquanto isso, o presidente do órgão, Márcio Meira, segue apenas se mexendo para atender os planos etnocidas elaborados pelo Palácio do Planalto, tal como assinar pela instalação de usinas hidrelétricas mesmo com laudos técnicos contrários emitidos pela própria Funai.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Luta Pataxó Hã-Hã-Hãe </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Saiu da pauta desta semana do Supremo Tribunal Federal (STF), mas poderá voltar nas próximas sessões da Corte. Justamente por isso, os Pataxó Hã-Hã-Hãe seguem mobilizados. O povo pede aos ministros que acompanhem o voto do relator Eros Grau pela nulidade dos títulos imobiliários dos invasores da terra indígena Caramuru – Paraguassu, no sul da Bahia.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Com latifundiários dentro da terra, os indígenas sofrem violências e expulsões seguidas das aldeias. Nestes quase 30 anos de processo, 27 lideranças do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe foram assassinadas e o país assistiu a morte de Galdino, em Brasília (DF), quando foi incendiado por cinco jovens de classe média alta em 20 de abril de 1997.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Meu irmão morreu assim como muitos outros líderes. Pedimos aos ministros apenas nossas terras para criarmos nossos filhos e netos”, diz Yaranwy Pataxó Hã-Hã-Hãe. A atividade foi ritualística, na base do Toré, ao redor do monumento, e de lá os indígenas seguiram para vigília na porta do STF.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para o cacique Nailton Pataxó Hã-Hã-Hãe, os ministros precisam se basear no relatório de Eros Grau e &#8220;ver que até recentes descobertas arqueológicas de cemitérios indígenas atestam que habitamos aquelas terras tradicionalmente”, afirma. &#8220;Saímos com o compromisso do presidente da Funai (Márcio Meira). Mas sabemos que precisamos nos manter mobilizados”, destaca Nilza Pataxó Hã-Hã-Hãe.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Outros povos, caso dos Tupinambá da Serra do Padeiro e os Pataxó, ambos da Bahia, também estiveram presentes nos rituais, articulações e manifestos. &#8220;Não se trata de apenas um povo, mas de uma luta que unifica todos os indígenas. Nós também lá do extremo sul baiano estamos em luta pela demarcação do nosso território”, destaca o cacique Aruã Pataxó, da Federação Indígena dos Povos Pataxó e Tupinambá. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Arasary Pataxó, cacique da aldeia Jitaú, de Porto Seguro (BA), acredita que apenas a unidade pode fazer frente ao poderio financeiro e político dos invasores dos territórios indígenas.</p>
<p>***********</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quantos cadáveres Guarani-Kaiowá a presidenta precisa?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Por Renato Santana &#8211; Editor do Jornal Porantim</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardo ainda não foi enterrado e outro Guarani-Kaiowá é vítima de emboscada</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O corpo de Teodoro Ricardi, 25 anos, Guarani-Kaiowá espancado até a morte na última terça-feira (27) no acampamento Y&#8217;poi, Mato Grosso do Sul (MS), ainda não foi enterrado e mais um ataque covarde de pistoleiros foi denunciado pela comunidade nesta sexta-feira (30). </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>As informações transmitidas pelos indígenas &#8211; que vivem no acampamento &#8211; dão conta de que nesta quinta-feira (29), por volta das 16 horas, o jovem Isabelino Gonçalves sofreu tentativa de assassinato durante emboscada de pistoleiros. Escapou dos tiros ao se atirar numa vala. Sofreu apenas escoriações.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Conforme levantamento parcial do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dos 38 assassinatos de indígenas ocorridos durante este ano, 27 foram no MS. Ou seja, 71%. Em 2010, 53% dos assassinatos de indígenas ocorreram no Estado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quantos cadáveres Guarani-Kaiowá a presidenta Dilma Roussef precisa para fazer seu governo tomar uma atitude enérgica contra esse verdadeiro genocídio? A comunidade faz parte do Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e mesmo assim segue sendo atacada e tendo seus membros assassinados.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O desdém dos órgãos governamentais para este massacre segue e parece ser endêmico.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>A Fundação Nacional do Índio (Funai) poderia cumprir seu papel de órgão indigenista estatal e agilizar o processo de demarcação das terras já identificadas, principal razão de tantas mortes Guarani-Kaiowá, mas a inoperância, a incompetência e a omissão fortalecem os invasores no projeto de genocídio baseado em formação de milícia – conforme denunciou o Ministério Público Federal (MPF) do MS.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Enquanto os pistoleiros ceifam a vida dos indígenas, o presidente da Funai, Márcio Meira, segue apenas se mexendo para atender aos planos de desenvolvimento etnocidas elaborados pelo Palácio do Planalto e que tanto mal têm feito aos povos originários – caso da instalação de usinas hidrelétricas mesmo com laudos técnicos contrários emitidos pela própria Funai. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os relatos que chegam do MS são de completo desespero – tanto dos indígenas quanto de seus apoiadores. Torna-se lamentável tal realidade: são décadas de genocídio aos olhos do Estado que nada faz para garantir a vida e o território tradicional da grande nação Guarani-Kaiowá. As vozes saem em socos, um grito se verte em lágrimas, o silêncio nervoso reflete a revolta. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, segue em reuniões com as elites agrária e política – quando não representadas numa só figura – para conversas sobre revisão de Terra Indígena. Nas duas últimas semanas, o ministro recebeu em seu gabinete comitivas de Mato Grosso (MT) e Maranhão (MA).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mesmo que este governo não tenha apreço pelos povos originários e suas formas de vida &#8211; o que é perceptível, é de sua obrigação garantir a vida dos indígenas e para isso deve agilizar a demarcação das terras, garantir com aparato policial a integridade física dos integrantes da comunidade acampados e investigar quem são os assassinos e os mandantes das mortes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Infelizmente cada indivíduo dentro do governo federal que se omite em tomar atitudes concretas para acabar com a dor e o sofrimento dos Guarani-Kaiowá é cúmplice dos pistoleiros e dos invasores de terras – principais interessados no sangue indígena derramado. Os Kaiowá &#8211; povo de profunda beleza, força e espiritualidade &#8211; seguem na resistência, apesar dos assassinos, apesar da omissão dos lacaios encastelados em seus escritórios na Capital Federal, apesar de tantas mortes, insuficientes para sensibilizar a presidenta que viu de perto o sofrimento nos porões da ditadura militar.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em tempo: a Assessoria Jurídica do Cimi provocou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) a atuar com urgência nos episódios de MS &#8211; posto que a comunidade de Y&#8217;poi está sob proteção do Estado brasileiro, além do garantido pela Constituição. Outras duas comunidades Guarani-Kaiowá &#8211; Kurussu Ambá e Nhanderu Laranjeira &#8211; também estão sob proteção. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardi</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ao retornar da cidade de Paranhos, Mato Grosso do Sul (MS), para a comunidade de Y&#8217;poi, Teodoro foi abordado por um grupo de pistoleiros, em tocaia, e espancado. Encontrado pelos familiares, o indígena foi levado para sua casa no acampamento Y&#8217;poi, onde mora com sua esposa e cinco filhos. Faleceu horas depois em decorrência dos ferimentos. Os familiares afirmam que chegaram a tempo de ver os agressores e os reconheceram nos pistoleiros que diariamente fazem cerco a comunidade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Teodoro Ricardi era primo de Genilvado Vera e Rolindo Vera, professores assassinados em agosto de 2009. O corpo de Genilvado foi encontrado 10 dias depois no riacho Y&#8217;poi, com marcas da tortura que sofreu antes ser morto. Já o corpo do professor Rolindo Vera até hoje não foi encontrado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>* Com informações do Cimi Regional Mato Grosso do Sul</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Homenagem aos 90 anos de Paulo Freire &#8211; </strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>Várias organizações</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Por Angélica Ramacciotti Instituto Paulo Freire</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há exatamente 90 anos nascia em Recife (PE) o homem que iria se tornar um dos pensadores mais importantes da história da pedagogia em todo o mundo: Paulo Freire (1921-1997). Ele disse que gostaria de ser lembrado como &#8220;alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida&#8221;. Foi reconhecido internacionalmente pela autoria de uma pedagogia crítica, dialógica e transformadora que assume compromisso com a libertação dos oprimidos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Embora seja mais conhecido pela criação de um método de alfabetização de adultos, Paulo Freire construiu uma teoria do conhecimento que continua inspirando pesquisadores dedicados aos estudos de filosofia, comunicação, arte, física, matemática, biologia, geografia, história, literatura, economia, medicina, entre outros campos de atuação. Segundo a diretora de Gestão do Conhecimento do Instituto Paulo Freire, Ângela Antunes, o reconhecimento dele, fora do campo da pedagogia, demonstra que o seu pensamento também é transdisciplinar e transversal. &#8220;A pedagogia é essencialmente uma ciência transversal. Desde seus primeiros escritos, Paulo Freire considerou a escola muito mais do que as quatro paredes da sala de aula. Ele criou o círculo de cultura como expressão dessa nova pedagogia que não se reduzia à noção simplista de aula&#8221;, observa.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O presidente do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, enfatiza que não se pode entender o pensamento de Paulo Freire descolado de um projeto social e político. &#8220;A força da obra de Paulo Freire também reside na ideia de que é possível, urgente e necessário mudar a ordem das coisas&#8221;. Segundo Gadotti, as teorias e práticas de Paulo Freire também encantavam pessoas de várias partes do mundo porque &#8220;despertavam a capacidade de sonhar com uma realidade &#8216;mais humana, menos feia e mais justa&#8217;, como o próprio Paulo costumava dizer&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ditadura militar</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Considerado subversivo, Paulo Freire foi preso em 1964 e passou 75 dias em uma cadeia do quartel de Olinda (PE). Ao saber que ele era professor, um dos oficiais responsáveis pelo quartel, solicitou que alfabetizasse alguns recrutas. &#8220;Paulo explicou que havia sido preso justamente porque queria alfabetizar!&#8221;, lembra Gadotti.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em 1980, depois de 16 anos de exílio, Paulo retornou ao Brasil para &#8220;reaprender&#8221; seu país, como afirmou na época. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Paulo Freire é autor de muitas obras: Pedagogia do oprimido (1968), Extensão ou comunicação? (1971), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992), À sombra desta mangueira (1995), entre outras.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dentre as homenagens recebidas, Paulo foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa em 39 universidades no Brasil e no mundo. Dezenas de instituições o elegeram como &#8220;Presidente de Honra&#8221; e uma escultura de pedra com a sua imagem foi esculpida em 1972, em Estocolmo, onde ele é representado na companhia de Mao Tsé Tung, Pablo Neruda, Ângela Davis, Sara Lidman e outras pessoas que lutaram contra a opressão. Ao receber prêmios, medalhas e títulos, ele costumava dizer que essas homenagens o desafiavam a continuar trabalhando.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em 1996, lançou seu último livro, intitulado &#8220;Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa&#8221;. No ano seguinte, em 2 de maio de 1997, Paulo Freire morreu de um infarto agudo do miocárdio. A anistia aconteceu 12 anos depois, em 2009, e comoveu as 3 mil pessoas que estavam presentes na cerimônia, realizada em Brasília.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>No contexto dos 90 anos do educador Paulo Freire, celebrado dia 19 de setembro de 2011, estão sendo realizadas homenagens e comemorações em todo o mundo. As ações mostram que Paulo Freire continua vivo por meio do trabalho de mulheres e homens que reinventam o seu legado e &#8220;amam o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.paulofreire.org/Noticias/NoticiapauloFreire90Anos"><span style="font-size:medium;"><strong>[Fonte: Instituto Paulo Freire]</strong></span></a></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>***************</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Pedagogia do oprimido &#8211; </strong></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Por Heli Espíndola, Ascom/MinC</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nascido em 19 de setembro de 1921, em Recife, Paulo Freire (1921-1997) contestou a forma de aprender e ensinar. Ele foi um pensador comprometido com a vida. O educador pensava a existência humana a partir da luta dos oprimidos como camponeses e favelados e dedicou-se a formular uma pedagogia da liberdade e da emancipação humana. Paulo Freire acreditava que o professor é um constante aprendiz e que o aluno é um sujeito ativo e participativo do processo de aprendizagem.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:medium;"><strong>O pedagogo disse que gostaria de ser lembrado como &#8220;alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida”. Embora seja mais conhecido pela criação de um método de alfabetização de adultos, Paulo Freire construiu uma teoria do conhecimento que conti</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando Bush ignorou a carta de Wojtyla contra a guerra no Iraque</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em 5 de março de 2003, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">João Paulo II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> enviou o cardeal italiano </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=14637" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Pio Laghi</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> para que se encontrasse com </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">George W. Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e para que lhe pedisse não invadir o Iraque, mas o líder dos Estados Unidos recusou o pedido, dizendo que estava “convencido” de que era “a vontade de Deus”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Gerard O’Connell</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e está publicada no sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Vatican Insider</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 21-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma fonte muito próxima dos fatos da época, mas que prefere permanecer anônima pelo posto que ocupa, me contou o fato e a manteve com o cardeal italiano em privado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Recordou que o Papa polonês definiu a invasão militar como uma “aventura”, advertindo que a guerra teria graves consequências para os dois países e para o mundo inteiro. Disse que o Papa escolheu </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=19267" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Laghi</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> para realizar a missão tão delicada porque era amigo de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e na esperança de que o ouviria.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Um dia antes do encontro com o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">presidente Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o cardeal teve que conversar os funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, porque o presidente queria saber do que se trataria no encontro com o cardeal. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> foi interrogado pela então Conselheira para a Segurança Nacional, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Condoleeza Rice</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. De acordo com a fonte, falaram “com muita clareza e franqueza”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No encontro do dia seguinte, quando o cardeal foi recebido pelo presidente, estiveram presentes a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Condoleeza</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Rice</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, outros membros do Conselho de Segurança Nacional, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">General Peter Pace</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o vice-presidente do Estado Maior, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Jim Nicholson</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o embaixador dos Estados Unidos na Santa Sé e o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">arcebispo Gabriel Montalvo</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, núncio pontifício.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Assim que o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">cardeal</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> entrou, segundo a fonte, entregou a carta do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa João Paulo II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> ao presidente, “que a colocou imediatamente em cima de uma mesinha sem que a abrisse ou a lesse”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Depois, o presidente se pôs a falar a favor da guerra. Disse ao cardeal mensageiro que ele, o presidente, estava convencido de que era “a vontade Deus”, e tratou de convencer o convidado pontifício de que a guerra era a coisa mais acertada.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Depois de alguns minutos daquilo que o cardeal definiu como “sermão”, a fonte afirmou que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> interrompeu o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">presidente Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> para lhe dizer: “Senhor presidente, vim aqui para falar com você e para lhe entregar uma mensagem do Santo Padre; queria que me ouvisse”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">cardeal Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> teria dito a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> que poderiam acontecer três coisas, caso os Estados Unidos invadissem o Iraque, declarou a fonte. Primeira: o conflito causaria muitas vítimas e feridos de ambos os lados. Segunda: se produziria uma guerra civil. Terceira: os Estados Unidos poderiam facilmente começar a guerra, mas teriam muita dificuldade para sair dela.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Disse ao presidente que com a paz não se perde nada, mas que com a guerra se criaria uma enorme desordem, especialmente no mundo árabe.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Também disse ao </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">presidente Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> que “a questão mais importante” no Oriente Médio é o conflito entre os palestinos e os israelenses. Deve encontrar uma solução se queremos a paz, declarou a fonte.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ao final do encontro, que durou 40 minutos, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">presidente</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> disse a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>: “não estamos de acordo sobre o Iraque, mas estamos de acordo sobre outras questões importantes para a Igreja católica e o Santo Padre”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo a fonte, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">cardeal</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> respondeu: “Sim, os valores a favor da vida e da família são muito importantes, porque se baseiam nos princípios da lei natural, nos direitos humanos e no Evangelho. Mas, Senhor presidente, eu vim aqui para lhe pedir que não faça a guerra, porque é outro valor que se baseia nos mesmos princípios”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">cardeal Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> se deu conta de que o presidente já estava decidido, afirmou a fonte. E a confirmação veio imediatamente com o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">General Pace</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, quando acompanhou o cardeal até seu carro. Despediu-se dele e, quando lhe deu a mão, lhe disse: “Sua Eminência, não tenha medo. Faremos tudo rapidamente e da melhor forma possível”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nesse momento, “</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> soube que havia fracassado em sua missão, mas também se deu conta de que o governo de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bush</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não estava a par das consequências da guerra”, afirmou a fonte.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Lembrou que os jornalistas estavam esperando o cardeal fora da Casa Branca para entrevistá-lo, mas os funcionários não o permitiram. A reunião com os jornalistas tinha que ser rápida e em qualquer outro lugar, longe da Casa Branca.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No dia seguinte, dia 14 de março, quando se soube que a Administração havia impedido os meios de comunicação de entrevistarem o cardeal, um representante do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Departamento de Estado</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> telefonou ao </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (que estava na Nunciatura de Washington) e lhe pediu que esclarecesse que não o haviam proibido de dar declarações aos jornalistas na Casa Branca. Mas o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">cardeal Laghi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> respondeu: “São vocês que têm que prestar esclarecimentos, porque foram vocês que tomaram a decisão”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na rica Alemanha, a Igreja se faz pobre!</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nunca antes de sua terceira viagem à sua pátria, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> havia dado uma preeminência tão forte ao ideal de uma Igreja pobre de estruturas, de riquezas e de poder. Mas ao mesmo tempo insistiu também no dever de uma vigorosa “presença pública” desta mesma Igreja. As duas coisas juntas são possíveis?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Sandro Magister</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e está publicada no sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Chiesa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 28-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O impacto da terceira viagem de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> à Alemanha, como aconteceu anteriormente com outras viagens suas, dissipou também desta vez as nuvens que haviam obscurecido os dias prévios à visita.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As críticas, inclusive as mais hostis, foram compensadas por numerosas manifestações favoráveis, e isso numa atmosfera de simpatia generalizado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47733" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>discurso no Parlamento</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, na quinta-feira, 22 de setembro, tornou possível que se preste imediatamente uma respeitosa atenção ao pensamento do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">papa</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Joseph Ratzinger</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sobre os fundamentos naturais e racionais do Estado liberal: uma natureza e uma razão animadas pelo Espírito criador de Deus.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Com a aula de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=285" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Regensburg</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, em 2006, e com aquela pronunciada no </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=16701" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Colégio dos Bernardinos</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, de Paris, em 2008, esta de 2011 em Berlim confirmou uma trilogia que coloca de manifesto todo o pontificado de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, centrado no vínculo fecundo entre a Jerusalém da revelação divina, a Atenas da razão filosófica e a Roma do pensamento jurídico, e centrado também em uma releitura original e positiva dos valores do Iluminismo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Outro momento forte da viagem de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> à Alemanha foi seu encontro em Erfurt com as Igrejas nascidas da reforma luterana.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quanto a </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=280" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Martinho Lutero</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não recordou as ações de ruptura com a Igreja de Roma, mas sua dramática e incessante busca de um Deus capaz de misericórdia para com uma humanidade profundamente marcada pelo mal e pelo pecado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>A candente pergunta de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Lutero</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> deve converter-se novamente na nossa pergunta”, disse </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47718" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Bento XVI</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Deste modo, traçou um caminho ecumênico que não é uma tática de negociação a curto prazo, nem enfraquecimento da fé para aproximá-la do mundo, mas recuperação das questões essenciais do cristianismo, as únicas pelas quais as Igrejas têm razão de ser e de falar juntos aos homens.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>*</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas os discursos de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> que mais discussão provocarão são, talvez, aqueles que ele dirigiu aos católicos da Alemanha e, através deles, ao conjunto do catolicismo do Ocidente.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na Alemanha marcada, não apenas entre os protestantes, mas também entre os católicos, por persistentes sentimentos antirromanos e por pressões recorrentes para efetuar </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47836" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>reformas disciplinares e práticas</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, como a abolição do celibato do clero, o sacerdócio para as mulheres, a comunhão para os casais de segunda união, a eleição “democrática” dos bispos, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não fez concessões, nem sequer as citou, mas obrigou a todos, inclusive seus defensores, a considerar a gravidade do que está em jogo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja católica alemã – fez notar o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – é uma potência “organizada de forma ótima”. Também as reformas continuamente solicitadas pertencem a este âmbito estrutural. “Mas, por trás das estruturas – perguntou o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – há uma força espiritual correspondente, a força da fé no Deus vivo?”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> “há um desnível entre as estruturas e o Espírito”. Porque “a verdadeira crise da Igreja no mundo ocidental é uma crise de fé”. Consequentemente, “se não chegarmos a uma verdadeira renovação na fé, qualquer reforma estrutural será ineficaz”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Aqui o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> está falando aos dirigentes do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Comitê Central dos Católicos Alemães</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, mas disse coisas afins também na homilia da Missa celebrada em Friburgo, no domingo 25 de setembro, e no encontro posterior com os católicos “engajados na Igreja e na sociedade”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em vez de reformas de instituições e de estruturas, que para ele seria um estéril acomodamento da Igreja ao mundo, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> pregou uma reforma interior, espiritual, centrada no supremo “escândalo” da Cruz, escândalo “que não pode ser suprimido se não se quiser anular o cristianismo”: escândalo, infelizmente, “ensombrecido recentemente pelos dolorosos escândalos dos anunciadores da fé” e que se tornaram culpados pelos abusos sexuais perpetrados contra menores.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> precaveu contra uma fé exclusivamente individual, fechada sobre si mesma. Insistiu sobre o vínculo indissolúvel que une todo cristão ao outro na Igreja universal.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas também anunciou um futuro, na Alemanha e no Ocidente, feito não por grandes massas de fiéis, mas por “pequenas comunidades de crentes”, daqueles que em outras ocasiões ele chamou de “minorias criativas”, capazes, em uma sociedade pluralista, de “despertar em outros o desejo de buscar a luz”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na homilia da Missa celebrada em Friburgo, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> confiou inclusive a precedência “no Reino de Deus” a estes inquietos buscadores da luz, em vez dos fiéis rotineiros:</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Os </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47804" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>agnósticos</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> que, por conta da questão de Deus, não encontram a paz; aqueles que sofrem por causa de seus pecados e têm desejo de um coração puro, estão mais próximos do Reino de Deus do que os fiéis rotineiros, que veem na Igreja somente o que aparece [o sistema], sem que seu coração seja tocado pela fé”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Isso não é tudo. No discurso dirigido aos católicos engajados na Igreja e na sociedade, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> invocou para a Igreja uma purificação não apenas dos “excessos” de suas estruturas organizativas, mas das riquezas e do poder em geral, de “seu fardo material e político”. Recordou que isso já valia no Antigo Testamento para a tribo sacerdotal de Levi, que não possuía um patrimônio terreno, mas “exclusivamente a palavra de Deus e seus sinais”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Estas são afirmações que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Joseph Ratzinger</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sempre harmonizou com outras afirmações complementares. Também o fez desta vez.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Por exemplo, a propósito dos “fiéis rotineiros” precedidos no Reino dos Céus pelos agnósticos que estão na busca de Deus, notou-se que em outro momento de sua viagem – na vigília com os jovens – o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> confirmou que todos os batizados, inclusive os mais tíbios e rotineiros, são de todos os modos definidos justamente como “santos” pelo apóstolo Paulo, e não por serem bons e perfeitos, mas porque são amados por Deus e chamados todos por ele a ser santificados.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E a propósito de uma Igreja despojada de bens e de poderes terrenos, devemos notar que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> também insistiu muitas vezes na Alemanha sobre o dever de uma vigorosa “presença pública” desta mesma Igreja, impensável sem seu “corpo” material que faça realidade a fé com as obras.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas fica claro que nunca antes desta viagem </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> havia insistido tão acentuadamente no registro espiritual. Jamais havia dado uma preeminência tão forte ao ideal de uma Igreja pobre em estruturas, em riquezas e em poder.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas, ao mesmo tempo, nunca antes do discurso que pronunciou no Parlamento, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> havia reivindicado tão incisivamente ao cristianismo o fato de ser o fundamento da cultura jurídica ocidental e de toda a humanidade. E à Igreja, de ser hoje a grande defensora dessa civilização, em uma época em que está perdendo seus fundamentos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A funcionária dos correios e a bênção</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Não podemos ser simplistas. O mundo é complexo, não podemos gritar de maneira otimista como</strong></span><strong><span style="font-size:medium;"> Ortega y Gasset</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> a notícia alegre de “Deus à vista”. Há ambiguidades na religião que devem ser purificadas e evangelizadas, os povos progridem, os batizados precisam de maior formação. Mas o Espírito do Senhor enche o universo, embora não saibamos de onde vem ou para onde vai”, escreve o teólogo jesuíta boliviano, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Víctor</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Codina</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, em artigo publicado no sítio espanhol </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cristianisme i Justícia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 23-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis o artigo.</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Chega à nossa caixa postal o aviso de chegada de um pacote vindo da Espanha para a nossa comunidade de jesuítas. Tenho que fazer vários trâmites prévios para poder retirar o pacote: exigem que apresente o carimbo da minha comunidade, que retorne com ele no dia seguinte, depois tenho que entrar na fila para comprar selos, anotar o número do meu documento de identidade, assinar&#8230; Finalmente, me entregam o pacote e a funcionária que sabe que é um pacote para uma comunidade religiosa, me diz: “Padre, sua bênção”. Entre surpreso, admirado e com uma certa timidez, lhe dou a bênção.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Abençoar é invocar a proteção divina sobre alguém, sobre sua saúde e seu trabalho, sobre sua relação com Deus e com os seus, é desejar-lhe um raio de luz em meio às nuvens de cada dia.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ao deixar o local me perguntava o que diriam </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Feuerbach</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e os mestres da suspeita (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marx</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Freud</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nietzsche</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>) sobre a minha bênção à funcionária, o que diria o teólogo luterano </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Barth</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> com sua forte crítica à religião e, sobretudo, qual era a opinião de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bonhoeffer</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> que, em seus escritos da prisão, exortava a viver no mundo secular “como se Deus não existisse” (etsi Deus non daretur); o que diriam alguns teólogos atuais que questionam a oração de petição, aqueles que criticam a religião e tendem a reduzir o cristianismo à imanência de uma ética secular, o que diriam aqueles que defendem uma espiritualidade sem religião, nem crenças, nem deuses; o que pensariam aqueles que optaram pelo agnosticismo ou pela indiferença religiosa&#8230;</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eu também me perguntava: abençoar publicamente uma funcionária dos Correios é um resto da cristandade barroca e decadente que ainda resiste em morrer? É um fruto típico dos países subdesenvolvidos? Estarei fazendo o jogo do conservadorismo involucionista? Terei pecado por clericalismo patriarcal? Estarei fomentando a fé de carvoeiro ou mesmo a superstição? É, política e eclesialmente, correto fazer o que fiz? Poderia ter me negado a dar-lhe a bênção?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E, contudo, para além destes questionamentos e ambiguidades, podemos nos perguntar se a hemorroíssa que tocou no manto de Jesus não o fez com uma fé profunda que o Senhor louvou. Podemos nos perguntar se a fé e a devoção dos pobres, daqueles que não têm outros recursos, não merecem respeito. Não foi a eles que o Pai revelou os mistérios do Reino? A secularização rampante é um fato que de forma determinista chega a todos e a todas as partes por igual? É a mesma coisa que acontece na praça Tarhir, no Cairo, onde os homens ajoelhados rezam, e o que se vive nas praças europeias ou norte-americanas, cheias de comércio e de letreiros luminosos?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo a fé cristã, o ser humano é movido interiormente pelo Espírito de Jesus, tenha conhecimento disso ou não, Espírito que muitas vezes com gemidos inenarráveis nos move a clamar Abba, Pai! Não sabemos como esta oração ou a bênção pode ser eficaz, é um mistério, mas acreditamos que não é um grito que cai no vazio, como não caiu no vazio a oração de Jesus no Getsêmani. Por isso, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">J. B Metz</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> em seu último livro, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Mística de olhos abertos</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, Friburgo, 2011, se pergunta se não acontece às vezes que mesmo o não crente reza </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>etsi Deus</strong></span></em><em><span style="font-size:medium;"><strong>daretur</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, como se Deus não existisse&#8230;</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Não podemos ser simplistas. O mundo é complexo, não podemos gritar de maneira otimista como </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Ortega y Gasset</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> a notícia alegre de “Deus à vista”. Há ambiguidades na religião que devem ser purificadas e evangelizadas, os povos progridem, os batizados precisam de maior formação. Mas o Espírito do Senhor enche o universo, embora não saibamos de onde vem ou para onde vai. Daria novamente a bênção à funcionária dos correios, embora não seja politicamente correto, porque, e se Deus existisse&#8230;? Talvez poderia ter acrescentado à bênção as palavras de Jesus à hemorroíssa: “Filha, sua fé curou você. Vá em paz” (Mc 5, 34).</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando o Twitter se torna a oração da manhã</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8221;Eu vivo no futuro&#8221;: o livro do guru da Internet </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nick Bilton</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. No futuro, em breve, em nossas várias telas, vai contar sempre mais a experiência personalizada: os jornais serão à nossa imagem e semelhança.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Riccardo Stagliano</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, publicada no jornal </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">La Repubblica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 27-09-2011. A tradução é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moisés Sbardelotto</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A mensagem é a mensagem. O meio não conta nada. A única diferença, agora, é do comprimento e da largura. Do &#8220;conteúdo&#8221; e da tela. Caso contrário, textos, áudio, vídeo são todos, indiferentemente, dados. Adeus, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marshall McLuhan</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>; olá, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nick Bilton</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em uma hipotética scala de entusiasmo com relação às revoluções digitais, de um a cem, o jornalista do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">New</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">York Times</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e professor da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">New York University</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> está localizado na zona 99. No seu </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Io vivo nel futuro</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> [Eu vivo no futuro] (Ed. Codice, 217 páginas), ele argumenta sem reservas sobre por que o hoje é melhor do que ontem, e o amanhã será ainda mais luminoso.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para quem, ainda, coloca a web do lado das sete </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">pragas do Egito</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da cultura, ele recorda que os mesmos medos infundados tomaram conta das sociedades à véspera de outras descontinuidades, da locomotiva ao telefone. Ele liquida os tecnocéticos (&#8220;em sua maioria, coisas absurdas&#8221;), sobretudo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nicholas Carr</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que, em um livro, se interroga se a Internet está mudando a massa cognitiva da qual somos feitos. Ele se engaja em um corpo a corpo com um jornalista da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">New Yorker</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, acusado de ter defendido que o magma do Twitter se assemelha mais ao inferno do que ao paraíso da informação. E pensar que ele, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bilton</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, promoveu hegelianamente a &#8220;oração matinal do homem moderno&#8221;: &#8220;A quantidade de informações que fluíam na minha tela era absolutamente exagerada e, muitas vezes, redundante. Agora, vou ao </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=46329"><span style="font-size:medium;"><strong>Twitter</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>; ali, encontro o melhor do que qualquer um escolheria seguir&#8221;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E aqui, com todo o otimismo da razão telemática, eu realmente não consigo segui-lo. Porque, se há um lugar onde se celebra a apoteose da redundância, é justamente o serviço de microblogging. Se o autor, no entanto, nos submerge sem nos afogar é porque ele vive as redes sociais como &#8220;comunidades-âncora&#8221;, ou seja, lugares onde as escolhas coletivas dos membros, &#8220;a inteligência do enxame&#8221; teorizada pelo estudioso </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Gerardo Beni</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o ajudam a escolher (a propósito, aprende-se também que o oposto de &#8220;nativos digitais&#8221; é &#8220;imigrantes digitais&#8221;, e que a dicotomia é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marc Prensky</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>). </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Bilton confia mais na indistinta nebulosa dos seus semelhantes do que nos colegas jornalistas. Ele lembra que, de 1985 a 2009, a confiança dos norte-americanos na precisão das notícias caiu de 55% a 29%. E indica, na socialização da sua seleção, um possível antídoto. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O seu raciocínio, como qualquer bom guru que se respeite, é corroborado por uma série de slogans, imagens e neologismos. Convincentes na substância, mas nem tanto na forma. Ele distingue entre &#8220;bytes, lanches e refeições&#8221;, mas semanticamente o primeiro termo é um intruso. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;No meu celular&#8221;, ele explica, &#8220;agora eu leio livros, artigos, vejo filmes e navego&#8221;. Ex-objetos diferentes que diferem agora apenas nos tamanhos. E ainda em &#8220;30, 60, 3&#8243;, os três tamanhos da fruição. O smartphone é mantido a 30 cm dos olhos. O tablete portátil a 60. A TV, a 3 metros. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ele batiza a categoria de</strong></span><strong><span style="font-size:medium;"> &#8220;consumívoros&#8221;</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que, além de consumir, criam os conteúdos, esquecendo-se, porém, que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Alvin Toffler</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> já havia feito isso em 1980. Com a vantagem de que o </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>prosumer</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> era entendido na mosca (</strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>producer</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> mais </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>consumer</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>), enquanto o a alternativa biltoniana soa mais como um pleonasmo. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Com exceção dessas rebarbas, o futuro que ele imagina é inverossímil. O que irá contar será sempre mais a experiência personalizada. Um jornal online, com a cumplicidade de celulares inteligentes, poderá nos servir com notícias diferentes se ele souber onde nos encontramos ou que é a hora de almoço. Com toda honestidade, isso já estava previsto. No final dos anos 1990, por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Walter Bender</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Media Lab</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Boston</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Agora, porém, estamos mais perto. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Agora, o mundo digital segue você, e não o contrário&#8221;, assegura, &#8220;e se você é uma empresa que se ocupa com a mídia, você pode eliminar tranquilamente a segunda sílaba da palavra. Existe apenas o </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8216;me&#8217;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8221; [eu, em inglês]. Talvez, mas não tenho certeza de que há motivos para festejar. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;daily me&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, os jornais à nossa imagem e semelhança, correm o risco de se tornar janelas egocêntricas sobre o mundo. Se, como sociedade, ainda temos assuntos comuns de conversa, devemos isso ao fator &#8220;serendipidade&#8221; do qual os jornais são sadios portadores.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O Global Sustainability Jam chega pela primeira vez no Brasil</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Três dias onde todo o mundo estará ligado por uma mesma iniciativa: o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Global Sustainability Jam </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>é um evento mundial que reúne pessoas criativas para criar propostas que possam salvar o mundo. O termo Jam vem do jazz, quando um grupo de músicos se encontrava para tocar de improviso. No </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Global Sustainability Jam</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> as jams acontecem em várias partes do mundo, simultaneamente.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A informação é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Greyce Vargas</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> e publicda por </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>JU Online</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 28-09-2011.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa é a primeira vez que o Brasil vai receber o evento e ele acontece entre 28 e 30/10 na </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Unisinos Porto Alegre</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Para participar é preciso realizar a inscrição, que é gratuita, através </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="https://gweb.unisinos.br/gw/webacc?action=Item.Read&amp;User.context=6dad2d789eb201fee5f5ed326a79a219a4e559d&amp;Item.drn=157895z11z0&amp;merge=msgitem&amp;Url.Folder.type=Folder.UNIVERSAL"><span style="font-size:medium;"><strong>deste link</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Os participantes vão se conhecer e receber as missões no primeiro dia do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Global Sustainability Jam</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Lá, vão formar grupos que deverão interpretar o briefing apresentado pelos organizadores e desenvolver propostas para responder ao problema lançado. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O objetivo dos workshops é que os alunos sejam os protagonistas no desenvolvimento das soluções propostas. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Durante a atividade poderão contar com o apoio dos mentores Locais e poderão trocar ideias com os participantes de qualquer país que esteja ao leste do Brasil (para respeitar a diferença de fuso horário do lançamento do briefing em diferentes países).</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A ideia na qual os participantes vão trabalhar é concreta. O processo dura 48 horas e passa pelo desenvolvimento de ideias, projetos e iniciativas que podem se tornar reais. Isso porque, depois de apresentadas, todas as propostas devem ser disponibilizadas, com o selo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Creative Commons</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, no site do evento. É nesse espaço que potenciais clientes ou empregadores ou pessoas que podem tornar os trabalhos reais vão acessar as ideias desenvolvidas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Parece complexo? Pois não é. Experiente ou completamente novo no campo, criança ou avó, contador ou engenheiro, os inscritos vão participar de uma abordagem de design baseada em criatividade e sobre a sustentabilidade. Serão três dias para conhecer novos amigos e parceiros, aprender novas práticas e desenvolver trabalhos que podem salvar o mundo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As inscrições já estão abertas. Clique </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="https://gweb.unisinos.br/gw/webacc?action=Item.Read&amp;User.context=6dad2d789eb201fee5f5ed326a79a219a4e559d&amp;Item.drn=157895z11z0&amp;merge=msgitem&amp;Url.Folder.type=Folder.UNIVERSAL"><span style="font-size:medium;"><strong>aqui </strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>para conhecer a programação do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Porto Alegre Sustainability Jam</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> .</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mais informações também no </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.facebook.com/pages/Porto-Alegre-Sustainability-Jam/113586475406024?sk=info"><span style="font-size:medium;"><strong>Facebook do evento</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Conheça o </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.globalsustainabilityjam.org/"><span style="font-size:medium;"><strong>site do Global Sustainability Jam</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Jogo de forças entre o cardeal Cipriani e a Pontifícia Universidade Católica do Peru</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O ambiente acadêmico do Peru vive, nas últimas semanas, um conflito peculiar. Trata-se do confronto entre uma das universidades de maior prestígio do país e a Igreja católica. A particularidade reside em que a disputa ocorre entre o controvertido arcebispo de Lima, </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=46821" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Juan Luis Cipriani</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, e a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pontifícia Universidade Católica do Peru</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (PUCP).</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem está publicada no sítio espanhol </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Religión Digital</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 29-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O jogo de forças entre os dois lados é pelo controle da universidade, cuja direção não aceita a ideia do arcebispo – apoiada pelo Vaticano – de fazer alterações nos estatutos. Com a mudança, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> ganharia poder dentro da universidade, que conta com cerca de 22.000 alunos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, encapsulada em sua posição, não aceita as alterações – as quais considera injustificadas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Até o Vaticano começou a se mexer ao ver que uma solução definitiva para o caso não estava à vista. A </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Santa</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Sé</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> anunciou o envio de um “</strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47772" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>visitador apostólico</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>” para tentar mediar um conflito que, segundo a universidade, tem um transfundo político.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">A origem</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O atual conflito tem duas vertentes: a religiosa, sobre o fato de que os estatutos da universidade estejam conformes à Igreja católica, e a legal, sobre o testamento do fundador do centro universitário.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Universidade Católica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, fundada em 1917 por um padre e um grupo de leigos, é, na realidade, uma instituição não confessional e o título honorífico de “Pontifícia” lhe foi concedido pelo Vaticano ao aquela completar 25 anos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa informação foi dada pela universidade, mas a Igreja peruana considera que a instituição sempre esteve vinculada à </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Santa Sé</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em 1944, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">José de La Riva-Agüero y Osma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, um historiador e político peruano, converteu-se no principal benfeitor da universidade ao deixar sua herança à instituição. Em seu testamento estabeleceu que uma junta, integrada pelo reitor e alguém designado pelo arcebispo de Lima, administraria os bens da universidade e que passados 20 anos a propriedade absoluta dos bens ficaria nas mãos da universidade.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja questiona este dado e garante que a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> está se baseando na primeira versão do testamento e não na segunda, que lhe daria o direito de permanecer na junta.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A disputa com a Igreja não é nova. De fato, a última vez que Roma reconheceu o estatuto da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> foi em 1969. Foi nesta época que a universidade começou, de acordo com uma nova lei orgânica peruana, a escolher suas autoridades. Até então, o reitor era nomeado pelo Vaticano.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Embora os estatutos não tenham sido aprovados pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Santa Sé</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, seguiu reconhecendo os reitores que a universidade escolhia. Isso mudou. O atual reitor, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marcial Rubio</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, e seu antecessor, escolhido em 2004, nunca tiveram a aprovação do Vaticano. Nesse momento </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> já estava à frente da arquidiocese.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Os problemas começaram com </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que quis ter uma presença na universidade”, disse a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">vice-reitora de</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">pesquisa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pepi Patrón Costa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. “Há uma luta de uma instituição que quer manter sua autonomia, sua pluralidade diante de um dos setores mais conservadores da Igreja católica, a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Opus Dei</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, da qual </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> é um reconhecido membro, ideias que contrastam com a universalidade da universidade”, acrescentou em conversa por telefone de Lima.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O controvertido </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que colhe rechaços em parte da sociedade peruana, foi objeto de polêmica durante as eleições deste ano ao apoiar a candidatura de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Keiko Fujimori</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nos anos 1990, fez um comentário que seus detratores recordam constantemente: “Os direitos humanos são uma </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=16459" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>besteira</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>”, dita por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, quando era bispo de Ayacucho e chegavam até ele casos resultantes do conflito armado que havia no país.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Cipriani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que ostenta o cargo de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Grão-Chanceler</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, um título honorífico, “tem a clara intenção de controlar a nomeação das autoridades e de controlar os bens da universidade”, disse </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marcial Rubio</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, reitor da universidade, à agência </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>BBC Mundo</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>. “O conflito não é com toda a Igreja, mas com a arquidiocese de Lima”, opina </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Rubio</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">A postura da Igreja</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A arquidiocese de Lima não aceita a versão de que se queira passar por cima da autonomia universitária. Mas diz que a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Congregação para a Educação Católica do Vaticano</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> exortou que a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> se paute pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Ex Corde</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Ecclesiae</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Constituição Apostólica sobre as Universidades Católicas</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, aprovada por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">João Paulo II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não há a necessidade de reconhecê-la, pois dizem que o Estado peruano fez um acordo com o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Vaticano</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> já nos anos1980 de acordo com o qual as instituições educativas se regem pela legislação do país.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Não é de maneira alguma uma violação da autonomia o fato de a assembleia universitária escolher uma terna e depois o Grão-Chanceler apresentá-la a Roma para que tome a decisão. O fato é que eles escolhem o reitor. É assim que acontece nas outras nove universidades católicas do Peru”, disse à </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>BBC Mundo</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">padre Luis</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Gaspar</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">doutor em Direito Canônico</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">juiz do Tribunal Eclesiástico</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da Igreja católica peruana.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Gaspar</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, as autoridades da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> procuram – que em assembleia, composta pela reitoria, professores e estudantes, rechaçou na semana passada a mudança estatutária, – “desconhecer o vínculo com a Igreja católica”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Conferência dos Bispos do Peru</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> considera que essa Universidade é da Igreja e que seu ensino deveria pautar-se pelos princípios católicos. (Eles) não querem que a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Santa Sé</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> vigie seus bens eclesiásticos nem sua identidade católica”, acrescenta.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Suficientemente católica?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Aí reside uma das arestas deste conflito. Porque a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sempre foi um pouco menos católica do que as autoridades eclesiásticas teriam gostado. Já na década de 1970, o então </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">arcebispo de Lima</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> deixou o cargo chateado com o fato de que a universidade tolerou um professor apesar de ter se divorciado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Gaspar</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> considera que na </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> existem “ambientes cujos ensinamentos vão contra o pensamento católico, onde se promove o aborto, o matrimônio entre homossexuais”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na universidade, recordam as críticas feitas à declaração, realizada fora da universidade, de um grupo de professores que apoiaram a chamada “pílula do dia seguinte”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Querem intervir quando se considera que um professor não tem uma conduta moral de acordo com o que consideram correto, é uma ingerência direta. Para alguns setores da Igreja católica, não somos suficientemente católicos”, disse </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Patrón</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E acrescenta: “Somos os católicos que devemos ser no mundo contemporâneo. Respeita-se a liberdade de pensamento, a liberdade de cátedra de todos os professores. Não queremos que todos os professores se pautem pelo dogma católico”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja se defende e garante que a liberdade de cátedra não está em perigo, nem que recusam pessoas de outros credos, mas “pedimos que respeitem o nome de Pontifícia e Católica”, assegura </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Gaspar</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">PUCP</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> se considera uma universidade católica, mas faz um apelo à tolerância. “A universidade apoia a Igreja, mas respeita a diversidade. Temos uma teologia mais social, e isto nos setores mais conservadores não é bem aceito”, assegura o reitor </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Rubio</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Fotos de Maciel em férias: &#8221;Uma zombaria à autoridade papal&#8221;</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A Conferência Episcopal do México considerou que as fotografias reveladoras de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Maciel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> com sua família apresentadas no programa </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Os últimos dias do reino de</strong></span></em><em><span style="font-size:medium;"><strong>Marcial Maciel</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> na </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Milenio Televisión</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> são “zombaria” à autoridade da Igreja católica.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é do sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Religión Digital</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 28-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O sacerdote </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Manuel Corral</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, encarregado pelas Relações Interinstitucionais do Episcopado lamentou as imagens em que </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=32831" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Marcial Maciel</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> (foto) aparece passeando com sua esposa e filha e afirmou que são uma “zombaria à autoridade do Papa e da Igreja, porque ele deveria estar em estado de oração&#8230; e agora vemos como ele mentiu e foi protegido por seus próximos”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Por sua vez, o pesquisador </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bernardo Barranco</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> afirmou que a cúpula dos </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Legionáios</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> precisa prestar contas publicamente por ter acobertado a vida dupla de seu fundador que dizem desconhecer, e que o Vaticano deve aplicar sanções severas, o que se não acontecer significará que tem apenas interesses econômicos e não pastorais nessa congregação, afirmou.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O especialista em religiões também disse que o programa foi revelador porque as fotografias nas quais o pederasta aparece com sua esposa e filha em férias e em reuniões com legionários são uma prova de que a cúpula legionária sabia faz anos sobre a dupla vida de seu fundador e a esconderam.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Se essa informação está nos meios de comunicação, significa que o papa </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> teve acesso a essa documentação e agiu de “maneira tíbia” porque não fez “ajustes severos”, talvez considerando a possibilidade de um cisma no interior dessa congregação, mas o fato é que isso já acontece hoje porque os “legionários não têm moral”, uma vez que veneram a imagem de um “pervertido”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Alberto Athié</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, ex-sacerdote diocesano que denunciou o abuso sexual de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Maciel Degollado</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> contra a vontade do ex-reitor </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Anáhuac José Manuel Fernández Amenábar</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, destacou que com a divulgação por </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Milenio</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> se pode abrir um debate sério sobre a atualidade da Legião de Cristo. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>As fotografias são reveladoras, mas resta fazer uma análise sobre a atual situação dessa congregação e o seu futuro, porque a dupla vida de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marciel Maciel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> afetou suas estruturas”, explicou. Na visita apostólica realizada junto à congregação deve-se ter múltiplos testemunhos dessas consequências que foi resguardada pelo Vaticano. Sobre as imagens do leito de morte de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Maciel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, e na qual seus seguidores lhe beixam o rosto e as mãos, disse “parece a morte de um mafioso” ao qual juram fidelidade.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Brasil &#8216;protege árvores mas não pessoas&#8217; na Amazônia</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, diz jornal britânico</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma reportagem do jornal britânico </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>The Guardian</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> afirma que o Brasil &#8220;protege as suas árvores, mas não as pessoas&#8221; na Amazônia.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para o jornal, &#8220;progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais&#8221;.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/arvore2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2608" title="arvore2" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/arvore2.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A notícia é da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>BBC Brasil</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 29-09-2011.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem de página inteira assinada de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Marabá</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, no Pará, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>José Cláudio Ribeiro da Silva </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>e sua esposa, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Maria do Espírito Santo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ambos &#8220;foram os mais recentes de uma série de ambientalistas assassinados pela causa na Amazônia brasileira&#8221;, afirma a reportagem.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas, ambos foram mortos perto de casa em maio.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Nos últimos anos, o governo brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados no ano passado&#8221;, nota a reportagem.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas.&#8221;</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem lembra que a morte de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Zé Cláudio</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, como era conhecida a vítima mais recente, foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária americana </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Dorothy Stang</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> no Pará em 2005.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ele tinha &#8220;anunciado&#8221; a sua própria morte seis meses antes de ser executado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas.  Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero.&#8221;</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Entrevistados pelo jornal acreditam que o governo poderia ter feito mais para proteger </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Zé Cláudio</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> e sua esposa.  Assustada, a família nunca mais voltou para casa, em um assentamento florestal.   &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Empresa estrangeira faz negócio com indígenas do Tapajós pelo Crédito de Carbono</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Empresa estrangeira faz negócio com indígenas do Tapajós pelo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Crédito de Carbono</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, nem a FUNAI, nem o governo federal acompanham a negociação.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47562"><span style="font-size:medium;"><strong>Edilberto Sena</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, padre coordenador geral da Rádio Rural de Santarém, presidente da Rede Notícias da Amazônia – RNA e membro da Frente em Defesa da Amazônia – FDA.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Soubemos há poucos dias, que a empresa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Green Celestial</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, com sede na </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Irlanda </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>esteve na cidade de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Jacarecanga</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, PA, numa reunião de negócio com o povo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Mundurucu</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Eram representantes de 100 aldeias presentes na cidade, chamados pela </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Associação do povo Munduruku</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>PUSSURU</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O que se ouvia aqui em </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Santarém </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>é que era uma oferta tão mirabolante (US300.000 por ano) para os índios conservarem a floresta como crédito de carbono. Como diz o ditado, quando a esmola é grande São Francisco desconfia&#8230; </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Como, nem os militares, responsáveis de proteger as fronteiras estavam preocupados, nem o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Ibama</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, nem a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Funai</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, já que a negociação era direta entre a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Green Celestal</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, de nome tão santo, e os líderes indígenas, deu para se desconfiar que fosse alguma forma de o governo amansar os índios na questão das hidroelétricas na bacia do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>rio Tapajós</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Afinal recentemente saiu a notícia que o governo federal pretende assinar Medida Provisória para diminuir terras da  </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Mundurukânia</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, por causa das barragens previstas naquela região. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Descobrimos também, que esse negócio de Crédito de Carbono, o tal </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/uploads/publicacoes/edicoes/1303995179.8012pdf.pdf"><span style="font-size:medium;"><strong>REDD+ </strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>é mais um grande negócio internacional, pelo qual empresas corretoras, como </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Green Celestial</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, negociam com as grandes empresas poluidoras da Europa, EUA, Canadá e outras, para vir à Amazônia seduzir as populações nativas a conservarem a floresta, mediante um preço. Não se sabe quanto ela está ganhando dos devedores para mediar esse negócio. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Então fizemos contato telefônico com uma amiga freira lá de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Jacareacanga </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>que esteve no encontro e nos enviou o seguinte relato, que passamos a quem interessar.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Jacareacanga, 22.09.2011</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Olá bom dia, Edilberto!</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>udo bem com você?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nós estamos bem, e estou lhe enviando o que eu sei sobre este problema<br />
aqui em nossa região.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Já faz tempo que eles tinham contato com os chefes, agora foi só para concretizar, aos demais indígenas. O Haroldo me afirmou que foram só quatro pessoas que assinaram o projeto.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Crédito de Carbono</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No dia 12 de Setembro   na Câmara Municipal de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Jacareacanga</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, aconteceu uma reunião  com os Caciques e representantes das Aldeias, com o objetivo de se informarem de um projeto de uma empresa estrangeira CGV para dialogar  sobre um </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Contrato de Crédito de Carbono</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E tinha uma boa representação de  mulheres indígenas também. Iniciou por  volta das nove da manhã. O Sr. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>João Borges de Andrade </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>comentou sobre o projeto e seus  objetivos, em  ajudar os Índios e prometeu muito dinheiro e disse também que não queria nada em troca somente ajudá-los  a preservar  a floresta  viva. E que para isso os índios precisam de alguém que os  ajude financeiramente. Por isso que eles vieram propor este contrato  por trinta anos para ajudá-los na educação , na saúde nos meios de transporte, avião  etc. E  se a empresa  não  cumprir com o prometido, eles poderão  recorrer e  cancelar  o contrato.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reunião foi bem tensa, os </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Munduruku </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>todos pintados desde as crianças de colo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Os índios  disseram: “ você tem que nos escutar”: E não deixaram expor o projeto no data-show  como estava previsto.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E um índio cacique disse que eles já sabiam preservar a natureza e que não precisavam do dinheiro dele. Que eles poderiam ir embora e deixar os índios  em paz na floresta que eles sabiam se virar </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Depois os outros Índios pediram a palavra começando pelas índias guerreiras. Foi uma supresa como elas são corajosas e ameaçaram o palestrante, colocando as suas armas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>1. Que não queriam esta empresa no meio de suas terras</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>2. Se eles viessem elas iam lutar contra, e deu exemplo dos garimpeiros que estão  na areia indígena, só poluindo os rios e que não dão nenhuma  grama de ouro para eles comprarem uma água mineral, elas têm que tomar aquela água suja dos maquinários &#8230;etc</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>3. E uma mostrou a pequena borduna,  passando no pescoço do Palestrante e disse que Índio não é besta, o  que vocês querem em troca de tanta bondade que estão nos oferecendo?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>4. Outra disse que já estava cansada de se enganada por falsas propostas de branco e colocou uma flecha em direção do peito dele. Foram três em seguida que falaram e batiam na mesa com suas flechas e arcos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Depois o palestrante  </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>João</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, pediu a palavra e disse: “Nós viemos aqui só querendo ajudá-los , queremos ser parceiros de vocês ,não mereço ser tratado assim com agressividade.  Eu não entendo a língua mas pelos gestos dá para perceber que estão com raiva  e não estão aceitando, eu só quero que vocês assinem ou não.. E eu vos peço uma coisa, não comparem o nosso projeto com outros projetos que não deram certo. Os nossos é um contrato justo&#8230;”</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eu (irmã </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Izaldete</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>) pedi  a palavra mas os índios estavam todos agitados e </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>João </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>veio ao meu encontro e perguntou se eu gostaria de fazer alguma pergunta.  Eu disse que sim.  Eu queria saber o que eles queriam em troca de tudo que eles estavam oferecendo ao povo. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ele me respondeu que só quer ajudar o povo a cuidar da floresta por causa do Crédito de Carbono para salvar o mundo por causa do desmatamento e o  aquecimento global que está aumentando. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Perguntei: </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas como vocês vão fazer isso sem nos prejudicar?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E os Índios perguntaram como seria distribuído o dinheiro, ele disse que vai ser entreggue diretamente para as associações indígenas para ajudar só os índios que estão na floresta.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reunião terminou e nada foi assinado, porém depois ficamos sabendo que quatro indígenas já haviam assinado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Procuramos o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Haroldo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>e ele nos contou que este projeto já vinha sendo estudado desde setembro de 2010. E que ele também não estava na hora que assinaram. Então tem muitas conversas. E certo que eles acham que vão fazer uma experiência e depois podem recorrer atrás.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eu não conversei com seu </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Martinho </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>ele está em </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Itaituba</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, e nem consegui falar com o vice-prefeito, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Roberto Crixi</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Pedimos  ao </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Haroldo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>para mostrar o projeto e ele não nos mostrou, e sinto uma certa resistência deles para conosco que acham que nós da Igreja Católica não queremos o desenvolvimento deles.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Pedi para ele falar com você, ofereci o telefone e ele disse que ia ligar depois.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas por outro lado, têm muitos índios preocupados  com este projeto, &#8220;os mais simples&#8221;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Outros, porém,  estão de olho na oferta do dinheiro. Tenho as fotos mas não consegui um cabo, para passá-las para o computador e lhe enviar.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ir. Isaldete Almeida</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>OBS. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Edilberto </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>pensa alto agora a partir desse relatório:</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>1. Por que a Funai fica fora dessa negociação? A </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Green Celestial</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> é uma empresa de compra e venda de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Crédito de Carbono</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. De origem estrangeira e entra em terra indígena sem a presença da Funai. Como?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>2. Se é uma empresa corretora, quanto é o ganho dela dos devedores de carbono na  Europa, que ela chega a oferecer um prêmio de 3 milhões de dólares por ano aos índios?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>3. Como aceitar o crédito de carbono? Estamos acoitando a poluição lucrativa  do G-7, ou vamos seguir a sexofilosofia da dona  Marta Suplicy, de que “já que não tem jeito relaxa e goza”, é assim? Vamos denunciar esse comérciotráfico  a nível de governo e </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>OEA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>? Responda quem souber. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="font-size:medium;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</span></span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Virada da Igreja: &#8221;As vítimas serão ouvidas&#8221;</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Rigor nas consequências penais, escuta das vítimas e prevenção. Nesta semana, no Conselho Permanente da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Conferência Episcopal Italiana &#8211; CEI</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> -, foram discutidas as linhas-guia contra a pedofilia no clero.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Giacomo Galeazzi</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> e publicada pelo jornal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>La Stampa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 29-09-2011. A tradução é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Benno Dischinger</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Permanecendo firmes as consequências penais”, as medidas anti-abusos incluem um “rigoroso percurso formativo para os futuros padres, a escuta das vítimas, e o acompanhamento dos sacerdotes envolvidos”, anuncia D. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Domenico Pompili</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, porta-voz e subsecretário da Conferência Episcopal Italiana. O “parlamentinho” dos bispos também enfrentou as orientações pastorais para a educação: “Servem adultos responsáveis e envolvidos”. São quatro os capítulos sobre os quais se está trabalhando: firmeza nas conseqüências penais, mais rigor na formação dos sacerdotes, escuta das vítimas, acompanhamento dos sacerdotes envolvidos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O esboço do texto foi examinado ontem no Conselho Permanente, o órgão diretivo da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>CEI</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, reunido nestes dias em </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Roma </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>e aberto segunda-feira pela palestra introdutória do cardeal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Angelo Bagnasco</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Este encontro era, de fato, a primeira reunião operativa da cúpula do episcopado após o input chegado do Vaticano na metade de maio através de um documento emanado do ex Santo Ofício. Desde então o tema da pedofilia no clero não deixou de voltar à atenção das crônicas. Precisamente nos dias nos quais saía o documento vaticano, explodia em </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Gênova </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>o caso do padre </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Seppia</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, o pároco preso por abusos e droga. Em julho chegava da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Irlanda </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>o relatório </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47321"><span style="font-size:medium;"><strong>Cloyne</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que impeliu o Vaticano a um gesto clamoroso como aquele de chamar o núncio a Roma para consultas. E é de poucos dias passados a denúncia à </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Corte Penal Internacional</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> de Haia apresentada por uma associação americana de vítimas de abusos que acusa até </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Joseph Ratzinge</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>r, malgrado tenha ele, como cardeal e como papa, feito mais do que qualquer outro contra os abusos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O texto dos ex Santo Ofício havia fornecido endereços e vínculos sobre a forma como as conferências episcopais devessem mover-se para enfrentar o espinhoso problema dos abusos sobre menores cometidos por sacerdotes. A obrigação de tomar em conta as leis civis era um dos aspectos e será um dos nós centrais também do documento no qual estão trabalhando os bispos. Entre eles emergiu uma “convicção compartilhada” em favor da tolerância-zero. Há uma atividade superior de prevenção a realizar em seminários, com uma seleção acurada dos futuros sacerdotes. Há depois um trabalho de base, que diz respeito, de uma parte, a quem sofreu os abusos e, da outra, a quem os cometeu. As implicações no plano da justiça devem permanecer um ponto firme e não devem aí existir descontos. Será preciso ver como este aspecto, que é central, será recebido no documento final. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em maio passado fora o próprio </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Bagnasco </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>assegurando que “será seguramente colocada preto sobre branco a exortação aos bispos a fim de que convidem as pessoas a fazer denúncias e recomendações”. Para a aprovação do documento final será preciso esperar alguns meses. Presumivelmente será concluído pelo Conselho da CEI na sessão invernal, em janeiro. Demasiados “mal-entendidos e preconceitos correm o risco de deturpar a originária beleza da fé cristã”. E “a iniciação cristã das crianças e adolescentes não pode prescindir do mundo da família, da escola, da comunidade eclesial”, recomenda a CEI, cujo objetivo é “reencontrar a motivação da nova evangelização e do primeiro anúncio”. A Igreja falará aos adultos, e não somente às crianças. Para os confessores e os penitentes a Santa Sé aprovou um “vademecum”. No sacramento da penitência “é superada a visão materialista da pessoa humana, unidade de alma e corpo”. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Onde a sociedade quer mais saúde?</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A sociedade precisa acompanhar atentamente a discussão sobre a saúde pública, uma das que mais lhe interessam. Recursos podem surgir &#8211; basta lembrar que o governo federal paga em juros da dívida pública entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões/ano (por causa da mais alta taxa de juros no mundo); em subsídios a vários setores econômicos, R$ 30 bilhões; em ajuda a mutuários, R$ 32 bilhões&#8221;, escreve </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Washington Novaes</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, jornalista, em artigo publicado no jornal </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">O Estado de S. Paulo</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 30-09-2011.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo o jornalista, &#8220;recursos como esses terão o destino que a sociedade autoriza&#8221;. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Reacende-se o debate sobre a situação calamitosa da saúde pública na maior parte do País &#8211; e até já se prevê que será esse o tema principal na campanha eleitoral de 2012. O governo federal, por intermédio de suas lideranças, admite que precisará criar algum imposto que acrescente R$ 45 bilhões anuais ao setor (o ministro da Saúde fala em mais R$ 41 bilhões para igualar o nível da saúde no País ao da Argentina e do Chile). Em 2010 investiu o nosso governo central R$ 61,9 bilhões &#8211; mas as despesas da União no setor, segundo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Ricardo Bergamini</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, caíram de 1,88% do PIB, entre 1995 e 2002, para 1,80%, entre 2003 e 2010; a tendência até aqui é de 1,56% do PIB em 2011.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas a oposição e até parte dos governistas já dizem que não concordam com um novo imposto, embora haja quem fale em taxar, para isso, grandes fortunas, legalizar o jogo (cobrando altas taxas), aumentar os impostos sobre o fumo e reservas no exterior, além de destinar à saúde parte dos royalties decorrentes da exploração do petróleo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Até se registram alguns avanços importantes no Estado de São Paulo, como o da redução da mortalidade infantil, que em 20 anos caiu 61,8%, passando de 31,2 mortes de crianças em 1.000 nascidas vivas para 11,9 &#8211; e isso se deveu em grande parte aos avanços no setor de saneamento. Também influíram o aumento da vacinação, os cuidados na fase pré-natal, a assistência às gestantes (Estado, 27/8). Em contrapartida, cresceram os índices de poluição do ar nas maiores cidades, que já produzem 23,7 mil mortes por ano. O Rio de Janeiro está com índice três vezes acima do máximo recomendado pela </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Organização Mundial da Saúde (OMS</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>); São Paulo e Campinas, com o dobro (o melhor índice é o de Curitiba). E o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (Unodc) alerta para o consumo abusivo de medicamentos no Brasil, sobretudo emagrecedores (Envolverde, 27/6).</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A questão brasileira na área da saúde parece ainda mais preocupante quando colocada diante de outros relatórios internacionais. Como o do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>World Cancer Research Fund </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>(BBC Brasil, 17/9), que aponta um aumento da incidência de câncer no mundo da ordem de 20% na última década, quando se registraram 12 milhões de casos novos; 1,8 milhão estavam relacionados com má alimentação, deficiências de atividade física e aumento de peso &#8211; e esse número &#8220;deve crescer dramaticamente na atual década&#8221;. Além do câncer, diz a ONU em outros documentos, também crescem muito doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares, respiratórias crônicas e diabetes. No Brasil, segundo a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>OMS</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, os casos de câncer de próstata (41,6 mil em um ano) e de pulmão (16,3 mil) são os mais frequentes entre homens; na mulher, câncer de mama (42,5 mil) e de colo do útero (24,5 mil). Já o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>IBGE </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>diz que 16% dos meninos brasileiros e 12% das meninas de 5 a 9 anos sofrem com obesidade, sedentarismo e estresse deles decorrente.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Outro alerta da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>OMS </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>é para a ameaça de recrudescimento da gripe aviária (vírus H5N1), principalmente na Ásia e em regiões mais próximas, embora possa expandir-se. Desde 2003, o combate à gripe exigiu o sacrifício de 400 mil aves confinadas em 63 países, com prejuízos de US$ 20 bilhões. Em 2010-2011 já surgiram 800 casos e há vírus endêmicos em seis países. Como grande exportador de carne de aves, o Brasil precisa se precaver.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Chega-se, então, ao terreno dos medicamentos. Há progressos na cooperação da indústria farmacêutica com a OMS e outros organismos, que permitirá a produção de medicamentos antirretrovirais em versão genérica por um consórcio internacional que os fornecerá a 111 países mais pobres, com economia de US$ 1 bilhão (o Brasil já quebrou a patente em 2001). Também haverá redução dos royalties em patentes de medicamentos para hepatite (Estado, 13/7). Na verdade, os ministros da Saúde do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul &#8211; o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Brics </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>- querem mudanças na legislação sobre medicamentos e patentes para ampliar o acesso das pessoas mais pobres e baratear custos. A resistência é forte. Mas a própria presidente Dilma Rousseff defendeu na recente reunião da ONU a que esteve presente a quebra de patentes de remédios para doenças não terminais (Estado, 20/9), como diabetes, hipertensão e outras. Segundo ela, trata-se de um &#8220;elemento da estratégia para aumentar a inclusão social&#8221;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>É um tema antigo e difícil. Quando era secretário de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (1991-1992), o autor destas linhas e o então presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47709"><span style="font-size:medium;"><strong>Ennio Candotti</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, tentaram evitar que o Congresso Nacional incluísse na </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Lei da Propriedade Industrial</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que então discutia, o reconhecimento de pipelines para medicamentos com patente já vencida no exterior &#8211; quando, na verdade, deveriam passar a ser fabricados aqui sem pagar royalties, como já ocorria em tantos países. Até ao então presidente </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Itamar Franco </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>foi uma delegação com representantes da SBPC em todos os Estados. O chefe do governo aderiu imediatamente à reivindicação. Mas seus líderes no Congresso impediram qualquer avanço. E os pipelines prevalecem até hoje, embora haja ações de inconstitucionalidade tramitando no Supremo Tribunal Federal.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Prevenida quanto ao avanço de certas reivindicações, a indústria farmacêutica transnacional já domina 40% do mercado de medicamentos genéricos (Folha de S.Paulo, 28/8), quando há três anos só tinha 12%: muitas patentes poderão cair em domínio público em prazos curtos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Com tudo isso, a sociedade precisa acompanhar atentamente a discussão sobre a saúde pública, uma das que mais lhe interessam. Recursos podem surgir &#8211; basta lembrar o que já se citou num dos últimos textos nesta página: o governo federal paga em juros da dívida pública entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões/ano (por causa da mais alta taxa de juros no mundo); em subsídios a vários setores econômicos, R$ 30 bilhões; em ajuda a mutuários, R$ 32 bilhões (Agência Estado, 8/8). Recursos como esses terão o destino que a sociedade autorizar.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Pátria de chuteiras e ocaso da razão</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Aprendi ao longo de alguns textos sobre a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa do Mundo de Futebol</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> que o preço de questionar uma conquista nacional é o de ser acusado de torcer contra o Brasil. Isso não é exclusivo do atual governo. Desde a ditadura militar, com seu famoso slogan &#8220;ame-o ou deixe-o&#8221;, a tendência é inibir certas críticas, associando-as à falta de patriotismo. Neste caso, e em muitos outros, o patriotismo não é simplesmente um refúgio de canalhas, como na célebre citação. Ele faz parte de um processo complexo de acúmulo de poder e dinheiro, no qual um dos elementos sempre impulsiona o outro: mais dinheiro traz mais poder, que, por sua vez, traz mais dinheiro.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O comentário é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fernando Gabeira</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, jornalista, em artigo publicado no jornal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>O Estado de S. Paulo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 30-09-2011.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Da maneira como está sendo conduzida, a preparação para a Copa não é racional. Notícias de bastidores relatam a insatisfação da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fifa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que poderia em outubro cancelar a escolha do Brasil como sede. O que a Fifa parece querer é pior ainda do que se está fazendo por aqui. A entidade quer eliminar o meio ingresso para estudantes e idosos, algo que, correto ou não, representa direitos conquistados. O governo enfatiza esse detalhe da disputa com a Fifa porque sabe que o deixa bem com a opinião pública.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Outros anéis já se foram, sem grandes protestos. O </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>), denunciado pela Procuradoria-Geral da República, foi o primeiro grande passo para conformar a legislação brasileira ao desígnios dos que se querem aproveitar da Copa. E o relator do projeto do novo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Código Florestal</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> no Senado, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Luiz Henrique </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>(PMDB-SC), afirmou que seria introduzida uma emenda no projeto permitindo desmatar para obras da Copa. O Brasil tem pressa, disse ele.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando se trata de conformar uma legislação aos seus desígnios, o Brasil deles tem pressa. Quando se trata de avançar com obras essenciais para a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, o Brasil deles é devagar. Aparentemente, são movimentos contraditórios, mas no fundo se complementam: mais pressa significa menos controle sobre os gastos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Estou convencido de que muitos desses gastos são irracionais.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No capítulo dos estádios esportivos, tenho mencionado dois exemplos: o do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Maracanã</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, no Rio, e o do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Machadão</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, em Natal. Só para a reforma do Maracanã o governador </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Sérgio Cabral</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> pretendia gastar quase R$ 1 bilhão. O Tribunal de Contas apertou o controle e conseguiu abater R$ 84 milhões. O governo do Rio, que esta semana contraiu um empréstimo de US$ 126,6 milhões com o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Banco Interamericano</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, resolveu fazer marketing e reduziu mais R$ 80 milhões no custo do Maracanã. O mecanismo foi sutil: isentar de ICMS o material de construção destinado à obra, construída pela empresa Delta, de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fernando Cavendish</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, amigo de Cabral. Nem os fluminenses nem sua imprensa se deram conta, na plenitude, de que estavam sendo enganados: os custos são os mesmos, mas pagos de forma diferente.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Tudo foi feito em concordância com a legislação federal que também isenta estádios de alguns impostos. A conta da Copa ficará um pouco como as pessoas cujas fotos são processados no Photoshop e parecem ter 10 kg a menos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O caso do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Machadão</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, em Natal, que se vai chamar Arena das Dunas, também é típico. O estádio será reconstruído para ampliar sua capacidade. Pesquisas sobre sua trajetória indicam que só lotou uma vez, durante a visita do papa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>João Paulo II</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Suponhamos que a ampliação sirva aos jogos da Copa. Mas, e depois? Teríamos de esperar nova visita de um papa para encher o estádio outra vez.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A solução para os aeroportos também me parece irracional. O aumento do número de passageiros das linhas aéreas é constante no País. Com ou sem Copa, precisamos de novos aeroportos. A solução apresentada: construir terminais provisórios. Se há uma necessidade estratégica de crescimento, o arranjo provisório atrasaria a solução definitiva e drenaria parte dos seus recursos. Serviria à Copa e aos torcedores, mas atrasaria o passo de novas levas de viajantes.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As famosas obras de mobilidade urbana não serão concluídas. O empenho na construção do trem-bala parece maior do que a preocupação com as massas metropolitanas que, às vezes, passam quatro horas do dia se deslocando de casa para o trabalho e vice-versa. A solução para esse complexo problema já foi anunciada pela ministra </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Miriam Belchior</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>: sai o legado, entra o feriado. Nos dias de jogo, as cidades param e o Brasil arca com um imenso prejuízo, sentido na carne pelos trabalhadores autônomos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nunca se falou tanto em transparência quanto na época em que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa e a Olimpíada. Políticos de vários horizontes formaram comissões, ONGs se posicionaram no front da vigilância e, no entanto, os dados não aparecem com toda a sua clareza. O empréstimo de US$ 126,6 milhões no exterior e a redução de custos no </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Maracanã </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>com base em isenção de impostos são faces de um drama que escapa até aos grandes órgãos de comunicação do Rio, siderados com os lucros que a Copa lhes trará.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Porém a vida continua no seu implacável ritmo. A insensatez joga em inúmeras posições, mas os governantes calculam que os prejuízos serão recompensados por uma vitória nacional no futebol. Em caso de derrota e insatisfação, há sempre o recurso de mais um feriado para aplacar a fúria.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A proposta do Brasil é sediar a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa do Mundo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> para projetar sua nova importância internacional. Para essa tarefa estratégica a interface cosmopolita do País são os Ministérios do Esporte e do Turismo. O primeiro é dirigido pelo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Partido Comunista do Brasil</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que há alguns anos era fascinado pela experiência da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Albânia</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. O segundo é feudo do senador </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>José Sarney</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> e procura atender, prioritariamente, ao Maranhão, um belo Estado, porém mantido no atraso pelos seus dirigentes.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Os patriotas que me perdoem, mas não posso repetir o slogan do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>McDonald&#8217;s</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, amo muito tudo isso. E já vai muito longe o tempo em que o dilema, pela força da repressão, era amar ou deixar.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nos tempos democráticos, é preciso demonstrar a racionalidade das ações do governo. E a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa do Mundo de 2014</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> pode ser a amarga taça da improvisação e cobiça na qual bebem apenas políticos empresários.       </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">   <span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Plano Nacional de Banda Larga: os limites da negociação</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Entrevista especial com Marcelo D’Elia Branco</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> proposto pelo governo federal brasileiro pretende expandir o acesso à internet banda larga a 40 milhões de pessoas no país. Mas as negociações do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Ministério de Comunicações</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> com as operadoras de telecomunicações têm causado mal-estar entre os defensores da neutralidade na internet. Entre eles, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, ativista pela liberdade do conhecimento e ex-diretor da Campus Party Brasil, que critica o “acordo” prévio o qual, segundo ele, pode garantir às empresas de telecomunicações a implantação do </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3812&amp;secao=359"><span style="font-size:medium;"><strong>Plano Nacional de Banda Larga</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> no país.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>O principal erro desse acordo é a tentativa de fazer com que as teles recebam dinheiro pelo volume de conteúdos acessados pelo usuário. Até hoje, dentro da lógica de funcionamento da internet, quem pode cobrar pelos conteúdos na rede é o gerador de conteúdo e não as operadoras. A partir do acordo firmado com o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Ministério das Comunicações</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, as teles, além de ganharem pela largura da banda que oferecem, pela velocidade de transmissão, passarão a limitar a quantidade de conteúdo que o usuário pode baixar durante o mês”, explica ele na entrevista a seguir, concedida à </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> por telefone.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Branco</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> também defende que estados e municípios participem do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Plano Nacional de Banda Larga</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, já que os governos estaduais e municipais são os que mais gastam com serviço de telecomunicações e acesso à internet. “Qual vai ser a participação do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, visto que têm estruturas da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE, da Cia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul – Procergs? O governo do estado tem investido muito dinheiro com serviços de Telecomunicações. (&#8230;) Se uma empresa tem uma conta gigantesca com um fornecedor, ela tem o poder de barganhar algumas vantagens em uma negociação. Com certeza o maior cliente de Telecom do Rio Grande do Sul é o governo do estado. Então, qual é o papel do governo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Tarso</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> nessa discussão?”</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> foi por três anos diretor da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Campus Party Brasil</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Consultor para sociedade da informação, ele é fundador e membro do projeto Software Livre Brasil e também ocupa o cargo de professor honorário da Cevatec – Peru, além de ser membro do conselho científico do Programa Internacional de Estudos Superiores em Software Livre, na Universidade Aberta de Catalunha. Seu blog pode ser acessado pelo link </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://softwarelivre.org/branco"><span style="font-size:medium;"><strong>http://softwarelivre.org/branco</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Confira a entrevista.</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Em que consiste o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL? Quais as vantagens e desvantagens do Plano, considerando-se a realidade brasileira? Ele apresenta metas e garantia de qualidade?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> O </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=30194"><span style="font-size:medium;"><strong>Plano Nacional de Banda Larga</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> é uma grande expectativa em função da importância que tem a banda larga para o desenvolvimento do país. Não se trata apenas de uma questão de acesso à internet. Da mesma maneira que o Brasil precisa resolver a questão de infraestrutura dos aeroportos, dos estádios de futebol para a Copa, precisa definir por onde vão trafegar as informações e como a estrutura de banda larga irá se expandir pelo país.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A banda larga no Brasil é muito cara, de baixa qualidade e não chega a todos os lugares como deveria chegar. Expandir o acesso à internet é o grande desafio. O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, anunciado desde o governo do presidente </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Lula</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, gerou uma enorme expectativa na sociedade e talvez seja um dos projetos mais esperados do governo da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Dilma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Como vê o acordo firmado entre o Ministério das Comunicações com empresas de telecomunicações para que elas toquem o Plano Nacional de Banda Larga, e a notícia de que as teles foram autorizadas a reduzir a velocidade se o usuário ultrapassar 300 megabytes de download por mês? Esse acordo põe em xeque a democratização da internet?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – Tenho críticas em relação ao acordo, pois ele tem pontos muito ruins. O lado positivo do acordo é ofertar uma banda larga de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=&amp;task=detalhe&amp;id=29610"><span style="font-size:medium;"><strong>1 MB por 35 reais</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, porque isso força a concorrência a oferecer internet com mais velocidade por um preço menor. Algumas operadores estão oferencendo 1 MB por menos de 35 reais.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Por outro lado, o plano tem aspectos negativos. Um deles diz respeito a quanto de 1 MB é real. A</strong></span><strong><span style="font-size:medium;"> Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> tem que regulamentar essa questão. Parece que a Anatel está trabalhando na perspectiva de garantir que 60% da banda vendida pelas operadoras seja garantida como banda real.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O principal erro desse acordo é a tentativa de fazer com que as </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=&amp;task=detalhe&amp;id=29610"><span style="font-size:medium;"><strong>teles recebam dinheiro</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> pelo volume de conteúdos acessados pelo usuário. Até hoje, dentro da lógica de funcionamento da internet, quem pode cobrar pelos conteúdos na rede é o gerador de conteúdo e não as operadoras. A partir do acordo firmado com o Ministério das Comunicações, as teles, além de ganharem pela largura da banda que oferecem, pela velocidade de transmissão, passarão a limitar a quantidade de conteúdo que o usuário pode baixar durante o mês.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa possibilidade de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3730&amp;secao=355"><span style="font-size:medium;"><strong>limitar o acesso ao conteúdo</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> quebra o paradigma da internet. O acordo define que 300 MB é o máximo que um usuário pode baixar no mês. Ao atingir 300 MB no mês, o usuário terá de navegar com uma velocidade muito baixa ou pagará um valor a mais à operadora para aumentar a velocidade de acesso à internet. Então, a operadora, além de cobrar pela velocidade, terá um taxímetro e cobrará pelo volume de conteúdo baixado – o qual não pertence a ela.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Esse acordo é inaceitável e o governo precisa revê-lo urgentemente, pois ele introduz um princípio de quebra da neutralidade na rede. As operadores de telecomunicação podem cobrar por qualidade de serviço, pela velocidade maior, mas não podem cobrar pelo volume de conteúdos que passam pela sua canalização.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">1 MB não é compatível com a lógica da internet</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=29858"><span style="font-size:medium;"><strong>usuário do plano popular do governo</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> (1 MB por 35 reais) terá duas alternativas: terá uma internet superlenta ou terá que pagar mais às operadoras para conseguir uma conexão mais rápida. Comercialmente, para as operadoras essa limitação de 300 megas no plano é um excelente negócio, porque certamente a maioria das pessoas contratará um montante extra. Espero que esse acordo das teles com a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Ministério das Comunicações</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não seja um </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, mas sim uma primeira negociação do governo com as operadoras.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando falamos em 1 MB, estamos falando em download, ou seja, o quanto a pessoa terá de banda para baixar um arquivo. 1 MB tem apenas 128k de subida de sinal, o que significa isso? 128k é uma velocidade muito baixa dentro da lógica da internet, a qual não serve mais somente para ler e-mail e visitar sites. Hoje em dia, a internet é 2.0, é interativa, e os usuários da rede cada vez mais postam conteúdo. Com 128k é muito difícil postar vídeos no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">YouTube</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. O ideal é que a rede seja simétrica, que se tenha a mesma possibilidade e qualidade de baixar e postar conteúdos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Lobby para acabar com a neutralidade da rede</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na semana passada iniciou-se um lobby muito forte em torno das teles. No Futurecom, em São Paulo, Ethevaldo Siqueira, que sempre defendeu a </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=37378"><span style="font-size:medium;"><strong>privatização </strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>da Telebras, foi porta voz das teles na seguinte afirmação: “Não é mais possível a internet brasileira crescer sem frear, diminuir velocidade ou sobrepassar conteúdos de vídeo na rede”.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O fluxo de informações que trafega dentro da internet não pode ser tratado de forma discriminada. Isto é, os conteúdos de dados que estão trafegando, seja audio, vídeo ou texto em linguagem html, não podem ter um tratamento diferenciado. Essa é a lei da internet. Todo arquivo que entra na rede disputa o tráfego com os demais conteúdos.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Antigamente, as operadoras de telecomunicações cobravam pelos serviços diferenciados: telefonia para São Paulo-SP custava um valor, telefonia para Canoas-RS, outro, vídeo tinha outro preço, etc. A internet </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=23807"><span style="font-size:medium;"><strong>não é uma rede de telecomunicações</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>; ela veio para quebrar esse paradigma. A internet é neutra e esse é um princípio defendido por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Tim Berners-Lee</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o criador da web.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A afirmação de</strong></span><strong><span style="font-size:medium;"> Ethevaldo Siqueira</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e a gritaria das teles aponta que há um lobby poderoso em cima do Ministério das Comunicações, em cima da Anatel, para que a neutralidade na rede seja abolida, para que não entre no</strong></span><strong></strong><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28367"><span style="font-size:medium;"><strong>Marco Civil</strong></span></a></span></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a><span style="font-size:medium;"><strong> como um direito do cidadão</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. As teles querem controlar o fluxo de informações dentro das redes. Assim, o vídeo do concorrente vai ser baixado de modo mais lento do que o vídeo do cliente da operadora, por exemplo.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Como vê o corte no orçamento da Telebras?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> O corte do orçamento da Telebras é algo preocupante. Num primeiro momento, a presidente </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Dilma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> anunciou que a </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=39116"><span style="font-size:medium;"><strong>Telebras</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> teria 1 bilhão de reais à disposição para investimento. Os parlamentares reduziram o valor para aproximadamente 300 milhões de reais. Esse orçamento não reflete a prioridade do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e o papel da Telebras nesse processo de expansão. O orçamento destinado à empresa deveria ser maior.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quero deixar claro que não acredito e não defendo que todo o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> deve ser conduzido pelo governo. O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> deve ser um esforço do poder público, incluindo uma forma de enquadrar o setor privado, para que tenhamos uma banda larga mais barata e de qualidade.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Com a </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=10875"><span style="font-size:medium;"><strong>redução do orçamento da Telebras</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, a empresa não consegue estimular, através dos serviços prestados, para que suas concorrentes privadas baixem o preço da tarifa da internet. Quanto mais a Telebras tiver a possibilidade de construir uma infraestrutura que concorra com aquela das teles privadas, o custo de acesso à internet será barateado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> é um plano estratégico para o governo da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Dilma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e, portanto, deveria constar no PAC. É estranho que um plano anunciado como prioritário no governo federal não conste no orçamento do PAC. Para a aceleração do crescimento do Brasil, a expansão da banda larga é importante. Recursos do PAC deveriam ser destinado para a melhoria da banda larga.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Lei geral das telecomunicações</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Algumas pessoas pensam que o governo federal deveria mudar o regime de exploração de banda larga, que hoje é considerado um serviço de valor agregado, um serviço privado. Se fosse um regime público, na visão dos defensores, seria mais fácil para o governo controlar esse serviço e enquadrar as teles. Não concordo com essa ideia de que o regime público seria a melhor saída para enquadrar o serviço de banda larga, pois isso criaria uma burocracia e uma série de regras de como e quais empresas poderiam prestar serviço de banda larga no Brasil. Essa ideia do regime público coloca uma barreira muito grande para pequenos e médios provedores de serviços de banda larga no Brasil.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Conversei com </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cezar Alvarez</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, do Ministério das Comunicações, e ele disse que o acordo com as teles não consiste em um </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Aconteceu apenas uma primeira negociação, mas o governo terá que pressionar mais as teles porque, nessa primeira rodada de negociação, as teles sairam ganhando.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Além da falta de investimento na Telebras, o que tem dificultado a expansão e o barateamento da internet no Brasil?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> O que tem dificultado o barateamento e a expansão da internet é a falta de interesse comercial das operadoras. Elas não têm interesse em atender regiões onde, comercialmente, não obterão lucros. Não existe nenhum mecanismo que enquadre as teles para que elas cumpram um plano de metas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Por outro lado, a ação da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Anatel </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>em São Paulo-SP, por exemplo, não é boa. E estamos falando da capital mais importante do país. Os usuários dos planos de banda larga reclamam que a conexão da internet cai com frequência. Falta firmeza da Anatel para cobrar qualidade dos serviços oferecidos por operadoras privadas.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Não há como fazer </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=45486"><span style="font-size:medium;"><strong>um plano de banda larga, no Brasil</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, a curto ou a médio prazo sem contar com as operadoras. Mesmo que vários governos começassem a operar no setor de telecomunicações, na oferta de banda larga para os usuários finais, mesmo que tivesse orçamento sobrando para isso – o que não é a realidade –, demoraria muito tempo para que a banda larga chegasse até o usuário final. Não é fácil construir uma rede de banda larga com fibras ópticas e rádios em um país com as dimensões do Brasil.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Além da utilização de recursos privados, em que consiste um aperfeiçoamento do Plano Nacional de Banda Larga?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> Deveria haver mais participação dos estados e municípios, que são os principais interessados no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Não vi, no Plano Nacional de Banda<br />
Larga, investimentos e tampouco cobrança e controle em relação à banda larga dos estados e municípios. Participei da construção da primeira rede de banda larga de Porto Alegre em 1998, a qual funciona até hoje com uma conexão de 150 MB.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Qual vai ser a participação do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Plano Nacional de Banda Larga</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, visto que têm estruturas da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Cia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul – Procergs</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>? O governo do estado tem investido muito dinheiro com serviços de Telecomunicações. Por isso as contas, por exemplo, do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Banrisul</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, da administração direta, das principais estatais em serviços de telecomunicações contratadas pelas operadoras privadas precisam ser um elemento de pressão em cima das operadoras para que elas prestem um serviço de melhor qualidade e com preços mais baratos. Se uma empresa tem uma conta gigantesca com um fornecedor, ela tem o poder de barganhar algumas vantagens em uma negociação. Com certeza o maior cliente de Telecom do Rio Grande do Sul é o governo do estado. Então, qual é o papel do governo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Tarso</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> nessa discussão?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – A partir do Plano Nacional de Banda Larga, qual a expectativa em relação à inclusão digital?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> As metas do governo de mais 40 milhões de pessoas terem acesso a banda larga é fantástico. Se o plano atingir as metas previstas, o Brasil será o país do futuro.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Quais são as principais reivindicações do Movimento Mega Não?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> A </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=35745"><span style="font-size:medium;"><strong>neutralidade na rede</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> é a nossa principal luta nesse momento. Nos Estados Unidos, o FCC, que é a Anatel deles, sofre também uma forte pressão para quebrar a neutralidade da internet.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Existe um lobby das operadoras de telecomunicações privadas para se quebrar a neutralidade. Há uma preocupação no Brasil de que a Anatel passe a regulamentar a internet. Quem gerencia a internet no Brasil é o Comitê Gestor, um órgão muito mais democrático, que tem um padrão de gerenciamento de internet no mundo inteiro, que conta com a participação dos empresários privados, da sociedade civil, dos governos e da academia.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Seria inadmissível que um órgão como a Anatel passasse a regulamentar a internet no Brasil. A Anatel deve cuidar das teles, e está cuidando mal. A intenção das teles e da Anatel é padronizar a internet com uma lógica do passado e cobrar pela distância, pelo volume de tráfego.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">IHU On-Line – Qual sua expectativa em relação ao 1º Fórum da Internet no Brasil, que acontecerá nos dias 13 e 14 de outubro, em São Paulo?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Marcelo D’Elia Branco –</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> A expectativa é a melhor possível. Esse é um Fórum importante, organizado pelo Comitê Gestor da Internet. A nossa principal luta é reafirmar a neutralidade na rede e o apoio ao Marco Civil da internet, que foi enviado pelo governo federal ao parlamento brasileiro. Este texto foi construído de forma colaborativa, com a participação da sociedade civil durante todo o ano de 2010.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Vivemos trabalhando por um mundo mais humano?</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>  </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,33-43, que corresponde ao 27º Domingo do Tempo Comum, ciclo A do Ano Litúrgico. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O teólogo espanhol </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3358&amp;secao=336"><span style="font-size:medium;"><strong>José Antonio Pagola</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> comenta o texto</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Estamos decepcionando a Deus?  </span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Jesus está no recinto do Templo, rodeado de um grupo grande dos altos dirigentes religiosos</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Ele nunca os tinha experimentado tão de perto. Por isso, com uma audácia incrível, ele pronuncia uma parábola dirigida diretamente para eles. Sem dúvida, é a mais dura que saiu de sua boca. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando Jesus começa a falar-lhes de um homem que plantou uma vinha e a cuidou com solicitude e um amor especial, cria um clima de expectativa. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">A “vinha” é o povo de Israel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Todo o mundo conhece o canto do profeta Isaias que fala do amor de Deus pelo seu povo com essa imagem tão bonita. Eles são os responsáveis dessa “vinha” tão querida por Deus.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O que nenhuma pessoa imaginava é a forte acusação que vai lhes dizer Jesus: </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Deus está decepcionado</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Os séculos têm passado e eles não têm conseguido recolher do povo tão querido os frutos de justiça, solidariedade e de paz que se aguardava.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma ou outra vez Deus havia enviado a seus servidores os profetas, mas os responsáveis da vinha os têm maltratado sem piedade até provocar sua morte. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Que mais pode fazer Deus pela sua vinha?</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> Segundo o relato, o senhor da vinha envia seu próprio filho, pensando: “Eles vão respeitar o meu filho”. Mas os vinhadores o matam para ficar com sua herança. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A parábola é clara. Os dirigentes do Templo se encontram exigidos a reconhecer que o senhor há de confiar sua vinha a outros vinhadores mais fiéis. Jesus aplica-lhes rapidamente a parábola: </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">“Eu vos digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será entregue para um povo que produza seus frutos”.</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Transbordados por uma crise na qual eles não conseguem responder com pequenas reformas, distraídos pelas discussões que impedem ver o essencial, sem coragem para escutar a chamada de Deus a uma conversão radical ao Evangelho, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">a parábola obriga-nos fazermos perguntas sérias</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nós somos esse novo povo que Jesus deseja, dedicado a produzir os frutos do reino ou também nós estamos decepcionando a Deus? Vivemos trabalhando por um mundo mais humano? </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Como estamos respondendo desde o projeto de Deus as vítimas da crise econômica e aos que morrem de fome e desnutrição na África?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Respeitamos ao Filho de Deus que tem sido enviado ou jogamos de variadas formas “fora da vinha”? Acolhemos a tarefa que Jesus nos tem confiado de humanizar a vida ou vivemos distraídos por outros interesses religiosos mais secundários?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Que estamos fazendo com os homens e mulheres que Deus nos envia, também hoje, para recordarmos seu amor e sua justiça? </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Já não existem mais entre nós nem os profetas de Deus nem as testemunhas de Jesus? Já não os reconhecemos?</span></strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O Vaticano exorta os bispos: deixai que os padres &#8216;secularizados&#8217; exerçam um papel ativo no interior da paróquia</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Vaticano </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>enviou um apelo aos bispos diocesanos para encorajarem os padres que deixaram o ministério afim de unir-se em matrimônio a que desenvolvam um papel mais ativo na vida paroquial. Numa cópia de uma carta, o cardeal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Ivan Dias</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, confia aos bispos maior poder odiscricional para discernir no mérito o envolvimento na vida paróquial dos clérigos que tenham recebido dispensa de seu ministério. A carta, datada de 2 de fevereiro de 2011, fora enviada a um padre, já trabalhando na Sociedade missionária australiana, que havia escrito à Congregação na busca de uma atenuação das proibições relativas ao clero dispensado.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A informação é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Madeleine Teahan</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> e publicada pelo jornal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>The Catholic Herald</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 29-09-2011. A tradução é de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Benno Dischinger</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O cardeal Dias escreveu que as reformas vaticanas que estariam sendo preparadas, permitiriam aos padres dispensados conduzirem uma vida mais ativa no interior da Igreja, como leigos católicos empenhados sob a guia de seu bispo. A modalidade usual de redução ao estado laico e de dispensa do voto do celibato sacerdotal é obtida através de um “rescrito da Sé Apostólica”, que significa uma resposta da parte do Papa ou de uma Sagrada Congregação sobre a concessão de um favor e as condições sob as quais este é concedido. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O rescrito, permitindo a redução ao estado laico de um padre, veda consequentemente a celebração da Missa, fazer homilias, administrar a Eucaristia, ensinar ou trabalhar no interior de seminários e também fixa limites ao ensinamento teológico nas escolas e nas universidades. A carta do cardeal mostra que a aplicação de metade destas proibições previstas pelo reescrito seria agora posta sob a discrição do bispo local.</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Não seriam mais a considerar-se em absoluto proibições como o ensinamento da teologia nas escolas ou universidades, seja católicas como não católicas e o envolvimento com a paróquia onde o padre costumava celebrar e administrar a Eucaristia. </strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2607/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2607&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-13/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">a vida encontra</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/arvore2.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">arvore2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA ENCONTRA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-12/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-12/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 02:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2594</guid>
		<description><![CDATA[Entrevista póstuma do arcebispo emérito de Santiago de Cuba Dom Pedro Estíu fala do amor de sua vida ROMA , quarta-feira, 28 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Em 21 de julho, aos 79 anos, faleceu em Miami, por parada cardíaca, o arcebispo emérito de Santiago de Cuba, Dom Pedro Meurice Estíu. Seu coração cubano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2594&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2357" title="a vida encontra" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg?w=500&#038;h=239" alt="" width="500" height="239" /></a></p>
<p align="JUSTIFY">
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Entrevista póstuma do arcebispo emérito de Santiago de Cuba</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Dom Pedro Estíu fala do amor de sua vida</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>ROMA , quarta-feira, 28 de setembro de 2011 (</strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.zenit.org/"><span style="font-size:medium;"><strong>ZENIT.org</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>) – Em 21 de julho, aos 79 anos, faleceu em Miami, por parada cardíaca, o arcebispo emérito de Santiago de Cuba, Dom Pedro Meurice Estíu. Seu coração cubano sofria havia mais de cinquenta anos. Padecia de uma dor vital por ver a igreja e seus pastores em Cuba limitados, privados do que ele sempre quis que a igreja e os sacerdotes fossem: pastores para o seu povo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Esta entrevista foi feita pela jornalista Maria Lozano para um documentário da </strong></span><span style="font-size:medium;"><em><strong>Catholic Radio and Television Network</strong></em></span><span style="font-size:medium;"><strong>, em parceria com a </strong></span><span style="font-size:medium;"><em><strong>Ajuda à Igreja que Sofre</strong></em></span><span style="font-size:medium;"><strong>, sobre Nossa Senhora da Caridade de Cobre, cuja festa foi celebrada em 8 de setembro.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>É uma das últimas entrevistas do arcebispo emérito.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Há quantos anos o senhor é arcebispo emérito?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: São tantos que eu nem me lembro mais&#8230; O novo arcebispo tomou posse naquele mesmo dia. Eu tinha pedido ao papa com antecedência. Não queria que passasse muito tempo entre os meus 75 anos e a nomeação do novo arcebispo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Foi difícil?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: A aposentadoria é difícil para todos, pelo que eu escuto&#8230; Seria uma coisa para estudar, esse problema da aposentadoria&#8230; Eu, sendo bispo&#8230; A vida muda de um dia para o outro. Foi duro no início, mas Deus e Maria me ajudaram a entender que eu tinha que me desprender de tudo aquilo, me afastar especialmente de tudo o que tivesse a ver com distinção e poder. Eu tentei ser o que sempre quis, desde pequeno: ser padre, que é aquele que vai de casa em casa, visita os doentes, prepara as crianças para a comunhão, visita os lugares, visita os doentes, ajuda nos problemas matrimoniais e dá a unção para os velhinhos, para ajudar os velhinhos a morrerem na presença de Deus&#8230; Eu procurei, na medida do possível, fazer tudo isso que eu quis fazer sempre. Me dediquei durante horas a estudar, repassar coisas&#8230; O estudo das Escrituras me apaixona. E também visitar os idosos, os doentes, ajudando quem eu posso, naquilo que eu posso.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- E o senhor vive desde a aposentadoria aqui ao lado do Santuário de Nossa Senhora da Caridade de Cobre?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: Bom, eu nunca deixei de viver em Cobre, de certa forma. Eu não nasci aqui, mas conheci este lugar quando tinha onze anos e vivi aqui de alguma forma. Eu não sei se existe um lugar mais bonito em Cuba.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- E veio fazer o que quando tinha 11 anos?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: Entrar no seminário! Eu não me esqueço daquele dia! Era uma segunda-feira, 2 de setembro de 1944. Os seminaristas sempre vinham para a celebração da Caridade. E depois da celebração, já ficavam e começava o curso.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Por que o senhor resolveu voltar a viver em Cobre?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: Depois que eu fiquei sabendo que podia me aposentar, eu sempre pensei que o lugar para mim seria este: El Cobre. Por tudo, pela paisagem, pelo ambiente&#8230; Os anos mais felizes da minha vida eu vivi aqui. Este lugar me desperta muitas lembranças&#8230; E principalmente pela presença da imagem de Maria, isso tem uma conotação na minha vida, não vou dizer espiritual porque é claro que é espiritual, mas é mais do que isso, como eu acho que é também na vida de todos os cubanos.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Essa devoção a Nossa Senhora da Caridade faz parte da religiosidade popular cubana, que se mistura também, muitas vezes, com outras expressões de religiosidade, como as tradições africanas, onde ela é conhecida como Oxum&#8230; </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: Eu me vejo na necessidade de explicar que ninguém pode ter o seu nome trocado&#8230; Menos ainda Maria. O nome que ela tem é Maria. Para nós, cubanos, Maria da Caridade de Cobre. Oxum é uma divindade dentro do panteão das divindades africanas. Coisa que devemos respeitar, mas Maria da Caridade é a Mãe de Jesus e Oxum é uma divindade que nós temos que respeitar, mas que não tem nada a ver com a bíblia, nem com a palavra de Deus, nem com as tradições da Igreja. Maria é única, Maria da Caridade de Cobre.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Como é a sua relação pessoal com Maria?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Dom Pedro Meurice Estíu: Bom, eu já falei que a minha mãe me ensinou quem era Maria, como era a devoção a ela, e depois a misericórdia de Deus me trouxe para morar aqui junto dela, no seminário, que já foi um cultivo e um desenvolvimento da fé. Na presença dela nós começávamos o curso escolar e íamos nos despedir dela no final do curso. Eu me lembro do canto “Adiós Madre querida”, quando nós íamos para casa, de férias. Os mesmos problemas de todas as pessoas na vida, adolescência, juventude, idade madura&#8230; Ali fica à prova a devoção a Maria, e a qualquer santo, e ela se purifica, se personaliza, ela vai ganhando outra dimensão. Quando você é criança, é uma devoção mais afetiva, e mais tarde ela vira uma entrega do coração a Deus, por meio de Maria.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">
<p style="text-align:left;">
<p lang="pt-PT" align="JUSTIFY">
<p style="text-align:left;">
<p lang="pt-PT" align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>DESABAFO</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p lang="pt-PT" align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p lang="pt-PT" align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">  <span style="font-size:medium;"><strong>A senhora pediu desculpas e disse:</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Não havia essa onda verde no meu tempo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">  <span style="font-size:medium;"><strong>O empregado respondeu:</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>- Você está certo &#8211; responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos &#8216;descartáveis&#8217; e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p lang="pt-PT" align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Então, não é risível que a atual geração fale tanto em &#8220;meio ambiente&#8221;, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Globalização </strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>– </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Luiz Fernando Veríssimo </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Qual é a mais correta definição de Globalização? </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Resposta:<br />
</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>A Morte da Princesa Diana.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Pergunta:<br />
Por quê? </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Resposta:<br />
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos emTaiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Isto é   *GLOBALIZAÇÃO!!!*</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"> <span style="font-size:medium;"><strong>E QUEM SOU EU?  </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nesta altura da vida já não sei mais quem sou&#8230; </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Vejam só que dilema!!! </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>a ficha da loja sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>CLIENTE, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>no restaurante </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>FREGUÊS</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, quando alugo uma casa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>INQUILINO,</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> na condução </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>PASSAGEIRO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, nos correios </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>REMETENTE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, no supermercado </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>CONSUMIDOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>.<br />
Para a Receita Federal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>CONTRIBUINTE,</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> se vendo algo importado sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>CONTRABANDISTA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Se revendo algo, sou  </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>MUAMBEIRO,</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> se o carnê tá com o prazo vencido </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>INADIMPLENTE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, se não pago imposto </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>SONEGADOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Para votar </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>ELEITOR,</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> mas em comícios sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>MASSA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> . Em viagens </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>TURISTA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> , na rua </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>PEDESTRE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, se sou atropelado </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>ACIDENTADO e</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> no hospital viro </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>PACIENTE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Nos jornais sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>VÍTIMA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, se compro um livro </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>LEITOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, se ouço rádio</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> OUVINTE</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Para o Ibope sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>ESPECTADOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, para apresentador de televisão </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>TELESPECTADOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, no campo de futebol </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>TORCEDOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Se sou corintiano,</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> SOFREDOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. Agora, já virei </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>GALERA</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. (se trabalho na ANATEL , sou </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>COLABORADOR</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>) e, quando morrer&#8230; uns dirão&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>FINADO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, outros&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>DEFUNTO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, para outros&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>EXTINTO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, para o povão&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>PRESUNTO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>&#8230; Em certos círculos espiritualistas serei&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>DESENCARNADO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, evangélicos dirão que fui&#8230; </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>ARREBATADO</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>&#8230; </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>IMBECIL </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>!!! </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E pensar que um dia já fui mais </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>EU</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Sul-africanos relatam desilusões com a Copa. Diálogo entre movimentos sociais quer alertar brasileiros</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Um ano depois de terem sediado o Mundial de Futebol, sul-africanos contam como sociedade não se beneficiou do evento. Diálogo entre movimentos sociais quer alertar brasileiros para os riscos. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nádia Pontes</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e publicado pelo sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Deutsche Welle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 26-06-2011.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Um ano depois da Copa do Mundo na África do Sul, movimentos de classe sul-africanos têm um parecer sobre como será o evento no Brasil, em 2014: &#8220;Os problemas no Brasil deverão ser muito piores. No caso brasileiro, há despejo em massa, muito dinheiro público sendo gasto. Haverá implicações sérias para a sociedade brasileira em termos econômicos&#8221;. A advertência é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Eddie Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, do </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Building and Wood Worker´s International</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">BWI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>), federação internacional que reúne trabalhadores da construção civil.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Isso não quer dizer, no entanto, que a experiência sul-africana tenha sido livre de incidentes. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que está lançando um livro sobre o legado da Copa 2010, diz que, embora ainda haja o sentimento de orgulho, a população vive uma grande desilusão. &#8220;Sediar um evento esportivo dessa magnitude fez com que as pessoas tivessem expectativas altas. Mas um ano depois, ficou claro que não houve ganhos econômicos de verdade.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No fim das contas, a Copa do Mundo somou apenas 0,3% ao Produto Interno Bruto da África do Sul no ano passado, bem inferior à projeção inicial de 3%. Quando o evento acabou, os trabalhadores sul-africanos voltaram à vida de antes, sem sentir melhorias no cotidiano e sem terem mais oportunidades de emprego. &#8220;Ficou claro que a Copa do Mundo era um veículo para o setor privado lucrar&#8221;, completa </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Perda de oportunidades</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A troca de experiência entre os dois países emergentes acontece em níveis diferentes. Enquanto os governos dialogam numa esfera própria, os movimentos civis dos dois países tentam articular estratégias para que a sociedade também desfrute de benefícios duradouros.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nesta semana, representantes da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">BWI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, da rede internacional </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">StreetNet</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (que reúne vendedores ambulantes), brasileiros da Central Única dos Trabalhadores (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">CUT</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>) e da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Fase</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) além de acadêmicos, se encontram na Alemanha para discutir os ganhos sociais que um acontecimento como o Mundial de Futebol pode trazer.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Nos dois casos, o planejamento para abrigar o evento esportivo terá &#8220;custos econômicos inacreditáveis que não são estimados&#8221;, aponta </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Norbert Kersting</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, da Universidade de Münster, que estuda as implicações dos megaeventos. O especialista lembra que os governos sempre colocam muita expectativa de retorno no turismo. &#8220;Mas o turismo sozinho não segura uma economia, nós vemos agora os exemplos da Grécia e da Espanha. É preciso ter outros setores produtivos.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo um estudo do governo brasileiro, o país deve receber 600 mil turistas internacionais e arrecadar 3,9 bilhões de reais só com esses visitantes durante o evento. Em 2010, a África do Sul recebeu 373 mil turistas estrangeiros – por outro lado, 483 mil visitantes internacionais estiveram no país em 2007.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ainda há mais um agravante no caso da África, ressalta </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Kersting</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>: o potencial de áreas que poderiam se desenvolver, como a têxtil, foi desperdiçado. &#8220;Toda a produção de camisas para a Copa 2010 foi feita na China, e não na África do Sul, por exemplo. O país-sede do evento poderia ter produzido os uniformes e a indústria poderia ter usado essa chance para seguir no mercado.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Rumo a 2014</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Para dar lugar aos estádios e expansão do sistema de transporte nas cidades-sede no Brasil, famílias estão sendo retiradas de comunidades carentes sem saberem exatamente que futuro as aguarda. &#8220;No Morro da Providência, no Rio de Janeiro, antes de as famílias serem despejadas, elas recebem um papel do governo que não tem sequer caráter oficial, dizendo a quantia que irão receber, ou a inclusão de um benefício&#8221;, conta </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Rossana Tavares,</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Fase</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A arquiteta e técnica da entidade comenta que os atingidos pertencem à classe mais pobre e que, na maioria dos casos, as famílias são despejadas na calada da noite, não sabem a quem recorrer e o caso não aparece na mídia. &#8220;Ainda não sabemos exatamente o número de famílias deslocadas. Mas, só no Rio de Janeiro, estimamos que até agora 300 tenham sido despejadas&#8221;, comentou Tavares.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ao mesmo tempo, comitês populares se formam nas cidades atingidas e tentam levar suas reivindicações até os governos. &#8220;É esse o caminho. E ganha a briga quem gritar mais forte&#8221;, comentou </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Leonardo Vieira</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">CUT</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, dizendo que os trabalhadores estão em constante negociação com setores privados e o governo em busca de melhores condições.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Conta a pagar</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As reclamações dos sul-africanos, diz </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, não foram ouvidas a tempo. No caso dos custos dos estádios, por exemplo, a população sabia que se tratava de uma bomba-relógio. &#8220;Há poucas semanas, o ex-presidente da organização da Copa do Mundo na África do Sul pediu desculpas ao país porque os estádios não são sustentáveis como ele havia previsto no planejamento original&#8221;, revelou </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Como resultado, conta o líder da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">BWI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, a administração federal planeja aumentar os impostos para arcar com os custos de manutenção de arenas esportivas. A de </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Cape Town</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> custou aproximadamente 1 bilhão de reais. &#8220;Havia um estádio numa comunidade pobre de trabalhadores. Mas a Fifa não queria uma arena esportiva numa área pobre habitada por trabalhadores. Então um novo estádio foi construído do zero&#8221;, adicionou </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cottle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, lembrando que história semelhante foi vista no Brasil.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O Papa na Alemanha. Uma viagem triunfante, diferente, esperançosa e decepcionante</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>O balanço da visita do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> à Alemanha pode ser qualificado como triunfante, diferente e esperançosa, mas também como decepcionante em boa medida”, escreve </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">José Manuel Vidal</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, em artigo publicado no sítio espanhol </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Religión Digital</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 25-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis o artigo.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As viagens do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sempre são anunciadas como difíceis. Sobretudo, aquelas que realiza para a descrente Europa secularizada. E apesar das dificuldades, </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47725" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>Bento XVI</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> é capaz de transformar a agonia da vindima em suave vinho, como ele mesmo disse em seu país natal. Por isso, o balanço da visita do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> à Alemanha pode ser qualificado como triunfante, diferente e esperançosa, mas também como decepcionante em boa medida.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Triunfante</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Primeiro, por ser a viagem de um </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. A túnica muda tudo e, neste mundo globalizado, se converteu em um ícone planetário e em uma referência de autoridade moral. Sobretudo, </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>ad extra</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>. Segundo, por ser um </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> alemão em visita ao seu país natal. O orgulho alemão se impôs inclusive ao ateísmo rebelde de Berlim. O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> jogou em casa. Os alemães, neste momento, dominam o mundo. E não apenas economicamente, mas também espiritualmente. Um alemão no trono de Pedro. E, além de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e de alemão, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> é um intelectual. Dos poucos que restam. E isso é um convite para escutá-lo. Sempre se aprende de um </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sábio e ancião e, portanto, livre. E, se a isso acrescentarmos a doçura que transmite e a humildade de sua desenvoltura, o sucesso está garantido. O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> de Roma não impõe (nem sequer por seu porte externo); ele propõe, oferece e sorri.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Diferente</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Uma visita simples, sóbria, austera, mas sempre eficaz. Ao estilo alemão. Algo que se notou especialmente nos ambientes que, de tão simples, convidavam para se centrar no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Sem árvores da vida, como em Madri, nem parafernálias adjacentes. Decorados, na maioria dos casos, com uma simples cruz. E alguma imagem da Virgem. Cristo, a Virgem e o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. E música, muita música clássica.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma visita diferente, sobretudo, pelo comportamento de suas autoridades políticas máximas. É verdade que também era uma </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47733" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>visita de Estado</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. E os políticos, nestes casos, têm que seguir protocolos mínimos. O que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Zapatero</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> fez na visita do Papa a Madri, por exemplo. Mas, na Alemanha, tanto o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">presidente da República</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> como a chanceler, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Angela Merkel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, foram muito além do protocolo. Não apenas receberam e despediram o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, mas participaram de várias celebrações religiosas. Entre elas, uma missa católica e uma celebração ecumênica. Chama fortemente a atenção o fato de que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Angela Merkel</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, protestante e filha de pastor protestante, participasse da missa no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Estádio Olímpico de Berlim</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. E até cantasse os cânticos católicos. Ecumenismo em ação. Laicismo bem entendido. Reconhecimento político da religião como fator social essencial das sociedades democráticas. Orgulho de raízes cristãs compartilhadas.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Decepcionante</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Os alemães, sobretudo os </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47773" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>protestantes</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, mas também os católicos, esperavam mais do Papa na questão ecumênica. Pediam e queriam passos concretos de aproximação. E o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> ficou pela metade. Por um lado, </strong></span><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47755" target="_blank"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:medium;"><strong>reabilitou </strong></span></span></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:medium;">Lutero</span></span></span></a><span style="font-size:medium;"><strong>, visitando seu mosteiro e proclamando-o um “apaixonado de Deus”. Nada mais. Sem ir além disso. Sem passar do ecumenismo teórico ao prático. E isso frustrou e decepcionou os seus conterrâneos e muitos outros crentes de ambas as confissões irmãs. A unidade segue sendo uma questão pendente. E, pelo que tudo indica, a Igreja de Roma segue com a pretensão de querer impor o ecumenismo do lobo que, para conseguir a unidade, come as ovelhas que se encontram fora do redil.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>E decepcionante, porque seu último </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47774" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>discurso</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> às “forças vivas” da Igreja alemã soou como puxão de orelha, como clara repreensão. Um convite para </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47784" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>fechar fileiras</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> no caminho restauracionista marcado pelo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Ratzinger</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Tudo muito bem explicado, como corresponde a um grande teólogo, mas com uma mensagem clara: é preciso desmundanizar a Igreja. O que, na linguagem clerical, quer dizer que é preciso seguir o caminho da involução. Nem janelas nem portas abertas. A Igreja de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> se petrifica. À espera de um novo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>? No momento em que </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> dizia isto na Alemanha, na Itália tornava-se público a informação de que o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> estaria pensando em apresentar sua renúncia em 2012, quando vai completar 85 anos.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Esperançosa</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Mais prós que contras na viagem, evidentemente. E uma conclusão esperançosa: a fé tem presente e futuro inclusive nos países mais ricos e secularizados do Ocidente. Deus não morreu. Volta (talvez nas asas da crise) a sede de Deus às consciências das pessoas. A Igreja, que havia vencido o comunismo e havia sobrevivido ao nazismo e a todas as demais ideologias da História, parecia destinada a sucumbir diante do capitalismo comunista e do hedonismo mais descontrolado das sociedades opulentas. Mas Roma, mais uma vez, acaba ganhando a batalha. A fé já não será majoritária, mas continuará sendo relevante. Uma minoria influente, qual fermento na massa. Como queria o próprio Cristo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>&#8221;Um cisma jamais se resolve&#8221;</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;É </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Roma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> que decide se se trata de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47605"><span style="font-size:medium;"><strong>cisma</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> ou não. A questão não é doutrinal, mas sim disciplinar. É o que distingue o cisma da heresia&#8221;. A afirmação é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Jean-Pierre Chantin</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, associado ao </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Centro Nacional de Pesquisa Científica da França &#8211; CNRS</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (laboratório </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">RESEA-LARHRA</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>) e à universidade de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Lyon-III</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Publicou </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Des “sectes” dans la France contemporaine. Contestations ou innovations religieuses?1905- 2000</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> (Ed. Privat, 2004). </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é da revista francesa </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Témoignage Chrétien</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, nº 3459, 22-09-2011. A tradução é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moisés</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Sbardelotto</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis a entrevista.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Se nos limitarmos ao período recente, de onde vêm os cismas da Igreja Católica?</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A partir do período da </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=37797"><span style="font-size:medium;"><strong>Revolução Francesa</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, observam-se dois tipos de movimentos: um rejeita a adaptação da Igreja à modernidade. O outro, ao contrário, considera que a Igreja continua muito atrasada com relação a ela. O cisma é possível nos dois sentidos. Hoje, temos, de um lado, a </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47532"><span style="font-size:medium;"><strong>Fraternidade São Pio X</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> e, de outro, o movimento dos padres austríacos que convidam à desobediência sobre os problemas da ordenação de mulheres e de homens casados, dos divorciados em segunda união etc. Em todo o caso, é </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Roma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, no entanto, que decide se se trata de cisma ou não. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A questão não é doutrinal, mas sim disciplinar. É o que distingue o cisma da heresia. O poder de decidir se se trata de cisma se reforçou com o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Concílio Vaticano I</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (1870) e a proclamação da infalibilidade papal. Antes, o papa exercia, sim, uma grande autoridade, mas as Igrejas locais ou nacionais se permitiam, às vezes, não convalidar textos provenientes de Roma. Foi assim na </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">França</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, a Igreja galicana. Geralmente, as posições se enrijecem – cada um está convencido de deter a verdade –, e, mesmo que se façam, negociações, o cisma não se resolve jamais, em todo o caso, no conteúdo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">No entanto, houve tentativas de solução no passado.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Sim. Tomemos o exemplo da Igreja constitucional, isto é, aquela parte do clero francês que aceitou prestar juramente à constituição civil do clero em 1790. Os padres e os bispos que juraram, reconhecem o papa como autoridade e consideram estar em comunhão com todos os católicos do mundo. Mas </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Roma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> se recusa a reconhecê-los e mantém todos os poderes aos padres refratários. Quando Roma retoma o diálogo com a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">França</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> em 1801 e negocia a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Concordata</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> com </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Napoleão Bonaparte</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, coloca-se o problema de saber se esses bispos e padres constitucionais estão dentro ou fora da Igreja. Roma pede que reneguem a sua assinatura à Constituição civil do clero, o que alguns fazem, outros não, e outros ainda pela metade&#8230; E se negocia caso a caso. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas alguns bispos e padres rejeitam o princípio do acordo entre Bonaparte e Roma e formarão aquela que se chamará de</strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong> &#8220;la Petite Eglise&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>. São anticoncordatários conservadores. Eles consideram que Roma está negociando com o herdeiro da Revolução Francesa e que a exigência romana da renúncia preventiva de todos os bispos é teológica e juridicamente infundada. Passa-se de um cisma &#8220;modernista&#8221; a um cisma conservador. Ainda hoje, existem anticoncordatários que esperam Roma reconheça o erro de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pio VII</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que exigiu a renúncia dos bispos&#8230; Alguns vão ainda mais longe: na medida em que, na sua opinião, Roma se equivoca, Roma não é mais Roma, e não há mais papa depois de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pio VII</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, ou depois de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pio XII</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, dependendo das convicções. É a posição </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;sedevacantista&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Podemos dizer que Roma é mais severa com as dissidências modernistas do que com as dissidências conservadoras?</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Não acredito. Tudo depende dos momentos e do contexto. Em 1801, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Roma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> negociou com </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bonaparte</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, embora a Revolução tenha confiscado os bens da Igreja e redefinido uma parte da sua disciplina. Nesse caso, foi a ala conservadora, que, de fato, foi penalizada. Ao contrário, quando, em 1905, foram criadas as associações de culto e alguns católicos aceitaram integrar-se ao sistema, enquanto Roma se recusou, a sanção recaiu sobre aquela que era, de fato, a ala progressista. Mas isso ocorreu, então, pouco depois da crise modernista.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Sem de, não da</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Da Comissão da Verdade não se exige mais do que uma comissão de verdade, que não se preste a farsas&#8221;, escreve </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Jânio de Freitas</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, jornalista, em artigo publicado no jornal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Folha de S. Paulo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 27-09-2011.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As discussões suscitadas pela aprovação, na Câmara, da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Comissão da Verdade</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> giram, sobretudo, em torno do número de seus integrantes, do proposto impedimento a ex-militantes de integrá-la e de sua vigência restrita a dois anos. Mas o fator decisivo não está aí.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Os sete integrantes previstos tanto podem ser suficientes como não. Dependerá de suas qualidades pessoais, dos recursos humanos e instrumentais de que disponham e, base de tudo, da representatividade institucional que lhes seja conferida e à sua missão.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>ACM Neto </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>deve ter razões não explicitadas para preocupar-se com a possibilidade de algum vitimado da ditadura, direto ou indireto, integrar a comissão.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Em princípio, não há motivo para repelir a proposta adotada pelo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>DEM</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, com uma condição inabalável: a esse impedimento tem que corresponder o de militares da ativa, da reserva ou reformados, e aliados explícitos ou subentendidos da ditadura.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Dois anos para investigar as violações a direitos humanos desde o fim da ditadura de </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Getúlio </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>parecem brincadeira, mas foi um artifício para restringir a atividade que é a razão de ser da comissão.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ficou uma brecha, porém. Os artificiosos não cuidaram de determinar ordem cronológica na coleta das informações esperadas.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>À comissão bastará designar assessores para o trabalho sobre o passado distante, enquanto outra e principal atividade se concentra no que os atuantes da ditadura e seus atuais seguidores querem escondido para sempre.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Desde o governo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fernando Henrique</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, foram adotadas numerosas iniciativas com a finalidade declarada de levantar as verdades mais autênticas da ditadura militar e respectivas autorias, tanto por execução como por mando e cobertura. Frustradas todas.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Só para a procura dos assassinados do </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Araguaia </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>criaram-se sucessivas missões e comissões no governo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Lula</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, reduzidas à inutilidade por interferência militar.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A condição para que afinal se encerre o predomínio do cinismo, sob o qual prosperam todas as outras impunidades, não exige que a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Comissão da Verdade</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> seja mais do que isto: uma comissão de verdade, que não se preste a farsas nem se dobre por temores seus ou alheios. Disso já vimos o bastante.   </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>A lei da Fifa</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A Fifa parece buscar, na prática, autonomia total para definir essas questões, como se não houvesse uma legislação nacional em vigor&#8221;, escreve o </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>editorial </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A lei da Fifa&#8221;, publicado pelo jornal </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Folha de S. Paulo</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, 27-09-2011.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/fifa.png"><img class="alignright size-medium wp-image-2602" title="fifa" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/fifa.png?w=300&#038;h=261" alt="" width="300" height="261" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo o editorial, &#8221; a questão dos ingressos é exemplar. O Estatuto do Idoso garante meia-entrada aos maiores de 60 anos, assim como leis estaduais preveem o desconto também para estudantes. Não há por que suspender esses direitos na Copa e deixar a definição para a Fifa&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o texto.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A presidente </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Dilma Rousseff</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> tem acertado ao não ceder às exigências da Fifa, entidade máxima do futebol, para a realização da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa do Mundo </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>no Brasil, em 2014.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O mais novo motivo de disputa é a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Lei Geral da Copa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que define regras para sediar o Mundial no país, como políticas de ingresso, distribuição de direitos de mídia e garantias dos patrocinadores.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fifa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>parece buscar, na prática, autonomia total para definir essas questões, como se não houvesse uma legislação nacional em vigor.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A questão dos ingressos é exemplar. O </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Estatuto do Idoso</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong> garante meia-entrada aos maiores de 60 anos, assim como leis estaduais preveem o desconto também para estudantes. Não há por que suspender esses direitos na Copa e deixar a definição para a Fifa.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Também vai na direção correta a decisão do governo federal de liberar até 3% do tempo dos jogos e 30 segundos dos eventos oficiais para emissoras que não detêm os direitos da Copa. Essa fatia não chega a prejudicar as empresas que pagarem pelo evento, que terão a exclusividade em sua transmissão.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Compreende-se a preocupação da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fifa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, que nos últimos quatro anos ganhou cerca de US$ 4 bilhões com esse tipo de negócio. Mas deve-se buscar um equilíbrio entre o lucro das empresas, e também o da Fifa, e o acesso dos brasileiros à maior celebração do calendário mundial do futebol, que voltará ao país depois de 64 anos.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O governo já cedeu bastante à </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fifa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, atendendo a exigências -muitas delas razoáveis- que inflaram os custos do evento em pelo menos dezenas de milhões de reais.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A preparação para a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Copa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>avança a passos lentos. As prometidas melhorias de infraestrutura estão em risco. A ampliação dos aeroportos será mais tímida do que se imaginava. O investimento no transporte público pouco avançou, e já se cogita decretar feriado nos dias de jogo para evitar, ou amenizar, um vexame. Até hoje, nem o governo sabe, como admite a ministra do Planejamento, </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Miriam Belchior</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, quanto vai custar o evento.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Um ambiente de fragilidade institucional, com as leis do país suspensas para atender a uma entidade privada, seria um novo golpe no duvidoso legado da Copa.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A experiência bem-sucedida da </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Alemanha</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, em 2006, deve servir de exemplo para o governo brasileiro negociar com a </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Fifa</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>, respeitando direitos empresariais sem, no entanto, ferir os interesses do país.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>Lei Geral da Copa </strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>será agora analisada pelo Congresso, ambiente em que lobbies e pressões costumam surtir efeito. O governo deve vetar mudanças que alterem o cerne dessa legislação.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Adeus, Wangari Maathai, senhora das árvores</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>  </strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28582"><span style="font-size:medium;"><strong>senhora das árvores</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> morreu aos 71 anos, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Prêmio Nobel da Paz</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> de 2004. Uma vida dedicada às florestas africanas. </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=34458"><span style="font-size:medium;"><strong>Mandela</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> e </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=31945"><span style="font-size:medium;"><strong>Tutu</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> saúdam a paladina ecológica como &#8220;uma verdadeira heroína africana&#8221;. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A opinião é do economista italiano </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pietro Veronesi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, professor da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Booth School of Business</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Universidade de Chicago</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, em artigo para o jornal </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">La Repubblica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 27-09-2011. A tradução é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moisés</span></strong><strong><span style="font-size:medium;">Sbardelotto</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis o texto.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ainda nos recentes debates entre ambientalistas quenianos, há poucos meses atrás, eu ouvi a prêmio Nobel </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28582"><span style="font-size:medium;"><strong>Wangari Maathai</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> ser chamada simplesmente de </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;the Professor&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, e todos entendiam a quem se estava fazendo referência. O epíteto, meio respeitoso e meio impaciente, com o qual se indicava essa pessoa extraordinária, que morreu ontem aos 71 anos em um hospital de Nairóbi, depois de uma longa luta contra o câncer, resume bem o seu prestígio universal e, ao mesmo tempo, a distância que, apesar dos triunfos, sempre separou essa &#8220;mulher do contra&#8221; de um consenso mais amplo. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Apesar do seu sorriso desarmante e do aparente bom senso das suas batalhas ecológicas, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Wangari Maathai</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> era incômoda e difícil, até mesmo para os seus próprios companheiros de luta, às vezes até envergonhando-os pela sua radicalidade, ou pela incorreção política, de algumas de suas posições.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A mídia agora se lembra dela chamando-a de &#8220;a Mãe das árvores&#8221;, por causa das campanhas contra o desmatamento que a tornaram famosa. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nelson Mandela</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e o arcebispo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Tutu</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> saúdam nela &#8220;uma verdadeira heroína africana&#8221;, e meio mundo, dos governos às organizações ambientalistas, choram-na com comoção. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Porém, volta à mente como um possível epitáfio o comentário atribuído ao marido do qual ela se divorciou com pouco mais de 40 anos, há quase 30 anos: </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Wangari</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, disse o homem, era &#8220;muito instruída, muito forte, muito bem sucedida, muito obstinada e muito difícil de controlar&#8221;. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Muitos homens, não só africanos, muitos rivais, mas também muitos aliados, muitos homens políticos do seu país, quer a tivessem na oposição, quer a tivessem conferido um papel de governo, pensam nela provavelmente da mesma maneira.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Wangari Maathai</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> nasceu em </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nyeri</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, nas terras altas do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Quênia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, no dia 1º de abril de 1940, e havia se distinguido entre as jovens da sua geração pelo extraordinário sucesso nos estudos, tornando-se a primeira mulher em toda a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">África</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> centro-oriental a conseguir um doutorado. Era 1971, na disciplina de anatomia veterinária. Daí a cátedra na </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Universidade de Nairóbi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e o título acadêmico que ficaria relacionado a ela pelo resto de sua vida.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Porém, teriam sido outros os motivos que teriam dado fama universal a </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;the Professor&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>. No fim daquela mesma década, movida por uma paixão ambientalista, ainda profética na época, não só para a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">África</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, mas para o mundo inteiro, ela entrou em campo contra o desmatamento selvagem que afligia o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Quênia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, assim como boa parte do continente (e causaria, dali a pouco, as primeiras grandes fomes do fim do século). </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A maravilhosa ideia de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Wangari Maathai</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não foi tanto, ou não só, a de fundar um movimento que tinha o simples objetivo de replantar árvores, o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Green Belt Movement</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> [Movimento Cinturão Verde], mas sim a de tornar protagonistas as mulheres. Elas é que são, em toda a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">África</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, forçadas a procurar lenha, o único combustível facilmente disponível na natureza, sempre mais longe da cabana e da aldeia. São elas as autênticas guardiães da vida, da tradição e do futuro. São elas, na intenção da futura Prêmio Nobel, os sujeitos da conservação ambiental e da mudança. Daí o caráter único do Movimento Cinturão Verde: verde e, ao mesmo tempo, feminista, ecologista e emancipatório.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A ideia era simples e luminosa. A vida se tornou difícil de repente. O movimento, quase imediatamente, entrou em confronto com as autoridades, especialmente quando se opôs à venda a especuladores privados de florestas de domínio do Estado ainda intactas e sobretudo na célebre batalha (vencida) contra a construção de uma megassede do então partido único no único parque verde de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Nairóbi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Wangari Maathai</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> sofreu diversas prisões, foi espancada, apontada como inimiga pública pelo então presidente-chefe do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Quênia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Daniel arap Moi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, insultada, ameaçada de morte.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ela manteve-se firme. E, quando o tempo de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> acabou, pareceu começar o seu. O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Quênia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> conheceu uma breve estação de renovação e, em 2002, Maathai foi eleita triunfalmente para o Parlamento e nomeada sub-secretária do Meio Ambiente. Em 2004, a consagração mundial: o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Prêmio Nobel da Paz</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, a primeira mulher africana.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Durou pouco. Em 2008, acabou intoxicada pelo gás lacrimogêneo durante uma manifestação contra o projeto do governo de aumentar o número das cadeiras ministeriais. </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Wangari Maathai</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> voltou a ser &#8220;do contra&#8221;. </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Ela deixa três filhos, uma neta, milhões de árvores plantadas no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Quênia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> pelo seu incentivo e uma herança de esperança às mulheres pobres do mundo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Encontro de Assis abre os braços a todos os povos e religiões. Mas e a &#8221;&#8217;ditadura do relativismo&#8221;</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>?</strong></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A chave de tudo está na afirmação paulina de &#8220;Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade&#8221;, incessantemente repetida pelo </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47749"><span style="font-size:medium;"><strong>Vaticano II</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, seja com relação à Igreja, seja com relação aos fiéis de outras fés, seja no que diz respeito a todos aqueles que, &#8220;à imagem de Deus&#8221;, são obrigados, em nome da liberdade, a &#8220;obedecer apenas à sua própria consciência&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A análise é do jornalista e deputado italiano </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Raniero La Valle</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, em artigo publicado no sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Domani</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 26-09-2011. A tradução é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moisés Sbardelotto</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis o texto.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A subida das religiões ao monte santo de </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=45520"><span style="font-size:medium;"><strong>Assis</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> para o encontro ecumênico e inter-religioso convocado pelo papa no 25º aniversário daquele primeiro congresso dos líderes religiosos mundiais que foi promovido em 1986 por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">João Paulo II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, para a alegria de muitos e a aflição escandalizada de outros, sobretudo homens da Cúria e colaboradores próximos a ele. Todas as religiões juntas: não seria talvez irenismo? O problema que explodiu naquele momento se repropõe mais uma vez hoje.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A aposta está totalmente no fato de que o ato de reunir em nome da fé, e não da política ou da cultura, representantes de religiões e Igrejas diferentes, não é posto sob a conta daquele relativismo, ou melhor, daquela &#8220;ditadura do relativismo&#8221;, que é o mal vigorosamente combatido por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bento XVI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> desde o início e até mesmo desde antes do seu pontificado. Para afastar do evento essa suspeita, o próprio Bento XVI, falando uma vez do &#8220;espírito de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Assis</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;, especificava o seu conteúdo em um esforço comum pela paz e pela reconciliação entre os povos, &#8220;no respeito das diferenças das várias religiões&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>É muito justo que as diferenças – isto é, o pluralismo – sejam respeitadas, e as próprias religiões querem isso. O problema é, porém, que a diferença com relação às outras fés e religiões não seja identificada pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Igreja Católica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> no fato de que ela seria a única religião para a salvação, enquanto as outras, embora respeitáveis, não seriam idôneas para esse fim. De fato, se essa fosse a diferença concebida pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Igreja Romana</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> com relação aos seus interlocutores nos encontros ecumênicos e inter-religiosos, esses encontros se reduziriam a puro folclore (a liturgia também pode se reduzir a folclore), e vã seria a própria &#8220;peregrinação&#8221; do papa a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Assis</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O fato de esse ser exatamente o problema é demonstrado pelo fato de que a relação com as outras religiões é uma das principais razões de ruptura com a Igreja dos integristas cismáticos que rejeitam o </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Vaticano II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Contra a reunião de Assis, o seu superior francês proferiu palavras de fogo, e parece que, no </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=47399"><span style="font-size:medium;"><strong>encontro do dia 14 de setembro</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> entre o cardeal </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Levada</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, prefeito da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Congregação para a Doutrina da Fé</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, e </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Dom Bernard Fellay</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, chefe dos lefebvrianos, este declarou que o verdadeiro obstáculo a ser removido para a reconciliação é a declaração </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Nostra Aetate</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> do Concílio.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Do seu ponto de vista, ele tem razão: se há realmente um ponto decisivo em que o Concílio inovou com relação à doutrina comumente professada na Igreja Católica até então, é precisamente no reconhecimento dos valores crísticos e salvíficos que estão presentes em todas as tradições religiosas e em todos os homens, como, aliás, diz a </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Nostra Aetate</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> quando afirma que a Igreja &#8220;nada rejeita do que é verdadeiro e santo nessas religiões&#8221;, as quais, mesmo diferenciando-se do credo católico, &#8220;não raramente refletem um raio da verdade que ilumina todos os homens&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Essas palavras, além disso, eram só o início de uma reflexão que seria desenvolvida no próprio Concílio e depois na doutrina e na práxis da Igreja até o &#8220;espírito de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Assis</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>&#8221; e além. A novidade estava no fato de que a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Igreja Católica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> não se apresentava mais como a única depositária da verdade e a única dispensadora de salvação, segundo a velha afirmação de que</strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong> &#8220;extra Ecclesiam nulla salus&#8221;</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> (fora da Igreja não há salvação), que infelizmente, na apologética, havia sido unida à figura não edificante de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Raab</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, que, segundo o relato bíblico, havia rompido a solidariedade com o seu povo e havia sido a única a se salvar no extermínio de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Jericó</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Concílio</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> depôs solenemente essa pretensão exclusivista e dominadora, assim como </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Paulo VI</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> depôs então a sua tiara papal, em favor dos pobres, nas mãos de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Maximos IV Saigh</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, o líder da pequeníssima </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Igreja Melquita</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. O Concílio, de fato, diz enfaticamente que, &#8220;com a encarnação, o Filho de Deus se uniu de certo modo a cada homem&#8221;, o que rompe todos os limites de tempo, de templos e de civilização, e é exatamente o que os integralistas anticonciliares não conseguem aceitar.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A chave de tudo está na afirmação paulina de &#8220;Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade&#8221;, incessantemente repetida pelo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Vaticano II</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, seja com relação à Igreja, seja com relação aos fiéis de outras fés, seja no que diz respeito a todos aqueles que, &#8220;à imagem de Deus&#8221;, são obrigados, em nome da liberdade, a &#8220;obedecer apenas à sua própria consciência&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>As consequências são muito mais profundas do que bons modos entre as religiões. Como já dizia</strong></span><strong><span style="font-size:medium;"> Teilhard de Chardin</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, é preciso &#8220;subtrair a vinda do Filho de Deus, a Encarnação, do quadro de uma concepção estática do mundo e da vida, em que até agora ela foi colocada&#8221;. Segundo </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=36906"><span style="font-size:medium;"><strong>Carlo Molari</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> (na revista </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Rocca</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>), a Encarnação não é um evento instantâneo que se esgota na realidade humana de Jesus, &#8220;mas incide de modo profundo na história e ainda está operante no devir humano&#8221;. Segundo </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=45763"><span style="font-size:medium;"><strong>Raimon Panikkar</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, &#8220;não se pode reduzir Deus a um papel exclusivamente histórico, nem a Encarnação a um fenômeno temporal&#8221;. Segundo as últimas palavras do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Papa João</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, retomadas pelo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Pe. Loris Capovilla</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, justamente em vista deste próximo encontro, &#8220;aqueles braços estendidos do Crucificado dizem que ele morreu por todos, para todos&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Esse é o espírito, mas também o caminho que parte de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Assis</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>&#8221;A Árvore da Vida&#8221;: Uma obra-prima que vai perdurar</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>  </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O filme é um chamado à conversão ao mistério da presença eloquente, escondida e também dramática, em meio ao pecado e à morte, da Graça. Por isso, ele acaba </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=44156"><span style="font-size:medium;"><strong>se convertendo em um louvor</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>. O cinema se torna dom.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A análise é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Peio Sánchez Rodríguez</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, sacerdote e professor de teologia, com especialização em educação audiovisual pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Universidade Pontifícia de Salamanca</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e doutorado em teologia dogmática pela </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Universidade Salesiana</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Roma</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. O artigo foi publicado no sítio </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Religión Digital</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 23-09-2011. A tradução é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Moisés Sbardelotto</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><strong><span style="font-size:medium;">Eis o texto.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=46655"><span style="font-size:medium;"><strong>Terrence Malick</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> (</strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Terra de Ninguém</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, 1973; </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Dias do Paraíso</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, 1978; </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Além da Linha Vermelha</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, 1998; </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>O Novo Mundo</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, 2005) realizou uma obra-prima que revela o artista capaz de se expressar através do cinema, o pensador que se assenta na tradição filosófica, teológica e musical, e o crente que quer moldar sua experiência de Deus. Tal intenção nos leva a uma </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=46629"><span style="font-size:medium;"><strong>obra complexa</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong> que pode ser contemplada a partir de uma certa simplicidade, mas que não funcionará como filme comercial. Nesse caso, a crítica quer ser um convite responsável para ver um filme que provoca uma experiência estética, convida a se adentrar na experiência da graça e deixa um pouso reflexivo que exige tanto a revisitação – aqui a repetição será obrigatória –, quanto a contemplação e o diálogo.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O filme, no primeiro nível narrativo, conta a história de uma família no </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Texas</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> nos anos 1950, o pai autoritário – o genial </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Brad Pitt</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – e a mãe bondosa – toda uma descoberta de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Jessica Chastain</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Eles têm três filhos homens, dos quais acompanhamos de forma especial a </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Jack</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – que será interpretado por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Hunter McCracken</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> como filho adolescente e por </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Sean Penn</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> como adulto –, o filho do meio e especialmente significativo </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">R.L.</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Laramie Eppler</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>) e </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Steve</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Tye Sheridan</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>), que será o pequeno. Essa história doméstica nos é apresentada em três planos, um agora trágico, um passado complexo e um futuro de promessa. Esse nível é a desculpa para nos apresentar uma biografia pessoal em que a graça se apresenta como uma história de salvação: graça original, pecado, redenção e consumação.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O segundo nível narrativo se expressa com imagens – é memorável a fotografia de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Emmanuel Lubezki</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – e música que dão à história um alcance cósmico e universal. Não se trata de uma biografia concreta, mas sim de uma apresentação da história do universo e do ser humano diante de Deus, que lhes dá a sua graça.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Aqui faz sentido o longo </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>excursus</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> sobre a origem do universo e da vida, assim como os visuais intercalados, que, mais do que fragmentar a narrativa, a desenrolam, e nos quais são introduzidos inúmeros símbolos acompanhados por uma trilha sonora que também atua como um poderoso emissor de mensagens.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A complexidade significativa dos mais de 30 fragmentos de música clássica e contemporânea nos levam a recorrer obras de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Bach</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Mozart</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Brahms</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Mahler</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Smetana</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Respighi</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Couperin</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (pai e filho ao piano e guitarra), </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Holst</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, inclusive </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Preisner</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – o compositor de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Kieslowski</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> – para nos levar até o </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Agnus Dei</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><em><span style="font-size:medium;"><strong>Grande Messe de Morts</strong></span></em><span style="font-size:medium;"><strong>, de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Berlioz</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O terceiro nível narrativo tem a forma de uma oração que é pronunciada fundamentalmente perante Deus pelos três personagens principais – mãe, pai e filho mais velho. Nessas orações harmonizadas com as imagens e a trilha sonora, oferece-se o fundo teológico que manifesta a presença e a busca de Deus, o encontro e a ausência do Mistério, a graça e a natureza, a dor e o pecado, a conversão e, por fim, o louvor.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O filme também tem seus limites, como não poderia deixar de ser diante do desafio impossível que aborda. A sobreabundância em alguns momentos se converte em retórica, a ciência se mistura sem muito aviso com a crença, a apresentação dessa família pressupõe uma tipologia pouco universal, o explícito da confissão se torna incompreensível para quem não cruzou os mares da fé cristã, e o complexo do relato pode excluir os simples.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>No entanto, a genialidade não fica impedida. Assinalada pela divisão radical de opiniões entre a crítica, elevada pela excepcional forma fílmica que exibe, impudente e arriscada pela apresentação da fé que realiza. Esse filme se converterá para os cinéfilos em obra de culto e, para o cinema espiritual, uma referência. Ele não é em nada fácil, por isso esta crítica quer oferecer, em planos, algumas pistas provisórias para a sua visualização.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Como fundo último, há um chamado à conversão ao mistério da presença eloquente, escondida e também dramática, em meio ao pecado e à morte, da Graça. Por isso, ele acaba se convertendo em um louvor. Aqui há um crente, que, cheio de limites, nos mostra, comovido, a sua experiência de Deus. Um lugar onde o cinema se torna dom.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Ontem a Terra entrou em déficit ecológico</strong></span></span><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>  </strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>O planeta Terra entrou ontem, dia 27 de setembro, em </strong></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=1219" target="_blank"><span style="font-size:medium;"><strong>déficit ecológico</strong></span></a></span></span><span style="font-size:medium;"><strong>, entendendo como tal a diferença entre os recursos naturais disponíveis anualmente e aqueles destruídos pela humanidade. Segundo os últimos dados da Global Footprint Network (</strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Rede da Pegada Ecológica Global</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>) e do centro de estudos londrinense </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">NEF</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> (sigla em inglês da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Fundação para uma Nova Economia</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>), criadores do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Dia da Pegada Ecológica</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, no atual ritmo de consumo dos recursos produzidos pelo planeta permite satisfazer a demanda desses recursos apenas até o dia 27 de setembro: tudo o mais que consumimos até o final do ano é a conta de recursos que o Planeta não pode produzir e de contaminantes que a terra não é capaz de absorver.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Walter Oppenheimer</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> e está publicada no jornal espanhol </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">El País</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, 27-09-2011. A tradução é do </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Cepat</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-size:medium;"><strong>Vivemos acima das possibilidades ecológicas do Planeta, degradando os fundamentos que sustentam a nossa própria existência sobre a Terra”, denuncia </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Aniol Esteban</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>, </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">chefe de Economia Ambiental</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong> da </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">NEF</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>. Na sua opinião, isso se deve ao fato de que o sistema econômico mundial se baseia em um crescimento infinito do consumo em um planeta finito. “É preciso efetuar uma transição para um modelo econômico que não dependa desse crescimento (consumo), mas que seja capaz de gerar emprego e nos prover de serviços sociais, pensões, etc.”, aponta </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Esteban</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas as soluções que oferece para resolver esse problema parecem mais uma lista de bons desejos do que propostas concretas: “Medir e avaliar aquilo que importa às pessoas; corrigir preços para que refletim o valor (custo) real; desenvolver novos indicadores econômicos e de progresso para complementar o PIB; criar um contexto que favoreça a atividade empresarial responsável (social e ambientalmente); repartir o trabalho entre a população; investimentos em atividades que criam valor positivo para a sociedade”.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>Uns contaminam mais que outros. A população do globo necessitaria de cinco planetas para viver no ritmo de consumo de recursos de um cidadão dos Estados Unidos e três planetas para viver como um espanhol. Mas apenas um planeta para viver como um cidadão da Índia. A Espanha consome 3,35 vezes mais que sua biocapacidade: se os espanhóis tivessem que subsistir com seus próprios recursos, ao ritmo atual estes teriam se esgotado no dia 19 de abril. “Bem geridos, os recursos naturais renováveis podem ser uma fonte infinita de alimentos, emprego e benefícios econômicos. Mal administrados, colocamos em risco sua capacidade de gerar benefícios para sempre”, adverte </strong></span><strong><span style="font-size:medium;">Aniol Esteban</span></strong><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/09704880-ex00.jpg"><br />
</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2594/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2594&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/a-vida-encontra-12/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida encontra</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/fifa.png?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">fifa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA ENCONTRA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/ave/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/ave/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 02:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2593</guid>
		<description><![CDATA[Cidadania Mutilada - Manfredo Araújo de Oliveira, Doutor em Filosofia e professor da UFC. Presidente da Adital O momento atual da vida política brasileira tem provocado inúmeras considerações a respeito do que constitui propriamente nossa vida nacional, de modo muito especial, nossa cultura política. O que tem gerado espanto é o fato de que foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2593&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2357" title="a vida encontra" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg?w=500&#038;h=239" alt="" width="500" height="239" /></a></p>
<p style="text-align:center;" align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Cidadania Mutilada</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong> -</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Manfredo Araújo de Oliveira, Doutor em Filosofia e professor da UFC. Presidente da Adital</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O momento atual da vida política brasileira tem provocado inúmeras considerações a respeito do que constitui propriamente nossa vida nacional, de modo muito especial, nossa cultura política. O que tem gerado espanto é o fato de que foi necessária apenas uma ação um pouco mais firme no trato da corrupção para provocar o início de uma crise política. Nossos cientistas políticos apontam normalmente para dois fatores que nos têm marcado através dos séculos de nossa existência como colônia, império e república: o &#8220;patrimonialismo” e o &#8220;clientelismo” que são características herdadas do colonizador português e que persistem ainda hoje no momento em que o Brasil desponta como potência emergente enquanto figura importante no novo cenário geopolítico de um mundo globalizado</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O uso da categoria patrimonialismo para caracterizar nossa cultura política provém de autores ligados ao pensamento de M. Weber e o que se pretendia dizer com ela é que entre nós relações familiares são projetadas para a vida política de tal modo que se torna muito difícil uma distinção clara entre o público e o privado ou entre as normas abstratas do estado moderno e as práticas personalistas do mundo familiar e privado. Neste contexto o aparelho estatal é visto e administrado como extensão dos interesses privados. O clientelismo completa o quadro enquanto lógica da subordinação da política a troca de favores. Nosso Estado, então nasceu, cresceu e continua oligárquico e patrimonialista e precisa apelar para o clientelismo para se manter. O espetáculo dantesco que se repete aos nossos olhos hoje como confirmação da persistência destas características é que quando o executivo tenta governar sem levar em conta os interesses de sua base de apoio, surgem as pressões, ameaças descaradas de boicote e ruptura ostensiva da sustentação parlamentar do governo frequentemente justificadas como sendo fruto do compromisso com a democracia e a defesa das grandes causas relacionadas às maiorias empobrecidas. Neste contexto não há propriamente lugar para o exercício da cidadania entendida como ação de cidadãos que se entendem a si mesmos com sujeitos de direitos universais.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Esta realidade aponta para o grande desafio de uma reestruturação profunda de nossas instituições o que fica muito claro quando se compreende que o problema da corrupção não se resolve simplesmente com a substituição de pessoas, mas exige uma democratização radical do Estado brasileiro. É importante lembrar neste contexto que ao longo das últimas décadas o movimento social tomou várias iniciativas com o objetivo de alcançar esta meta. As mais importantes e talvez mais visíveis foram as lutas durante a Constituinte para que se configurasse um estado controlado pela sociedade e a serviço da erradicação da miséria e das desigualdades.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os acontecimentos recentes mostram que o Estado ainda encontra enormes dificuldades na resolução dos grandes problemas estruturais de nossa sociedade, de modo especial os que se relacionam às grandes demandas populares em relação à saúde, educação, ao acesso à terra urbana e rural, moradia, saneamento, segurança, destruição do meio ambiente. Percebe-se que o Estado em sua forma de fazer política continua conservador, incapaz de enfrentar os que detêm o poder real na sociedade o que o leva a utilizar mecanismos autoritários e clientelísticos manifestando os limites da democracia representativa. É grave para nosso futuro que um seminário recente realizado em Brasília chegou à conclusão que a tão falada Reforma Política se reduz de fato a uma Reforma Eleitoral e que, portanto, não é propriamente política o que faz que ela não toque na questão da incorporação das expectativas de nossa sociedade atual de implementação de mecanismos de democracia direta e participativa. Que o povo seja o detentor último do poder permanece entre nós um ideal inatingível.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Primavera cidadã</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong> –</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Pe. Alfredo J. Gonçalves, Assessor das Pastorais Sociais</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Desde o último 7 de setembro, em meio às comemorações do Dia da Independência e às manifestações do Grito dos Excluídos, nos vimos de certa forma surpreendidos com a Marcha contra a Corrupção. Em alguns lugares, os participantes superaram os expectadores dos desfiles e discursos oficiais, misturando-se e rivalizando com a mobilização em torno da 17ª edição do Grito.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>É sabido e notório que, de algum tempo para cá, os movimentos e organizações sociais passaram por crises, momento de apatia, perplexidades, encruzilhadas&#8230; Mas o terreno, embora movediço, nunca deixou de ser fértil. As Semanas Sociais Brasileiras, o Grito dos Excluídos, a Campanha Jubileu Sul, as várias edições do Fórum Social Mundial, os diversos Plebiscitos, a Consulta e as Assembléias Populares, a Via Campesina, o Grito dos Excluídos, a Campanha da Ficha Limpa&#8230; Sempre representaram uma espécie de primavera no outono e inverno da luta popular.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não seria a Marcha contra a Corrupção mais um desses botões que dão vida nova ao marasmo geral, anunciando o início da primavera? Primavera é tempo de amores, cores, sabores, flores&#8230; Rimas que abrem perspectivas inusitadas, horizontes cada vez mais amplos. Vale a pena debruçar-se mais de perto sobre essa mobilização.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Vinho novo</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>De início, algumas características da Marcha contra a Corrupção. O uso da Internet é notável. Como o subcomandante Marcos, no grupo indígena mexicano, também neste caso a informática representou um meio de chamamento à mobilização. Ou seja, a idéia de vias alternativas à prática da política corrupta pode conviver com a tecnologia de ponta. Alternativa não é sinônimo de artesanato. Convém não esquecer a ambiguidade da técnica. Ela tanto pode alienar como levar a um engajamento libertador. No curso da história, por exemplo, é fácil reconhecer um grande paradoxo da tecnologia mais avançada. De fato, ela se encontra hoje nos meios mais sofisticados de cura medicinal e, simultaneamente, nas máquinas de guerra mais letais ou nos instrumentos mais devastadores da natureza. Isto não quer dizer que a tecnologia é neutra. Mas seu uso pode ser orientado para pavimentar a estrada de uma civilização do &#8220;bem viver”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Outra característica da Marcha contra a Corrupção está na quantidade de pessoas que aderem às manifestações. Fiquemos com um exemplo apenas, mas significativo por tratar-se da capital federal. De fato, em Brasília, foi menor o número dos que a partir das arquibancadas se contentaram com um patriotismo passivo, aplaudindo os festejos oficiais, do que as pessoas que resolveram descer ao gramado e jogar o jogo, mostrando um patriotismo combativo frente a corrupção endêmica. Num tempo de &#8220;vacas magras” em termos de mobilização, não é fácil levar às ruas e praças tantas centenas ou milhares de pessoas. Vem à tona, quase espontaneamente, o movimento e o entusiasmo dos &#8220;caras pintadas”, por ocasião do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo. Aliás, também aqui houve quem saísse de cara pintada.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Novo botão da primavera cidadã, a Marcha tem uma função dupla: por um lado, expõe à luz do sol aquilo que se passa nos corredores obscuros de uma prática política histórica e estruturalmente viciada. Revela os vícios e vírus de nossa &#8220;rex publica”. Por outro lado, levanta a bandeira de uma nova visão nacional quanto ao uso correto do erário público. Ela é sintoma de um olhar mais aberto e agudo sobre as ações políticas e, ao mesmo tempo, chama a uma tomada de consciência crescente. Numa palavra, tende a ser positivamente contagiosa. Vinho novo que borbulha e gera uma espuma que pode movimentar as águas paradas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Perguntas sem resposta</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas a Marcha contra a Corrupção exerce um papel fundamental. Papel que o sensacionalismo e a espetacularização midiática costumam deixar a meio caminho. Ela põe em pauta uma série de interrogações que, sistematicamente, ficam sem resposta. Ultimamente, temos assistindo a um crescente número de &#8220;operações” da Polícia Federal, da Promotoria ou do Ministério Públicos. Operações que se caracterizam por seus nomes exóticos e pelos milhões ou bilhões de reais desviados do orçamento da União, dos Estados ou dos Municípios.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Perguntas que não querem calar: para onde vão esses milhões e bilhões de reais? São bloqueados, confiscados e retornam aos cofres públicos? Ou permanecem ocultos nos mais diversos paraísos fiscais? E quanto aos crimes de formação de quadrilha, prevaricação, fraudes, desvio e apropriação indevida de recursos públicos, nepotismo, tráfico de influência&#8230; Quais as penas? Como e onde são cumpridas? Até que ponto a &#8220;faxina” da presidente Dilma Rousseff desce aos porões sujos e sórdidos das &#8220;maracutaias” tecidas por seus subordinados de primeiro, segundo e terceiro escalões?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Tudo indica que, ao contrário de punição, recebem prêmios. Tais criminosos, não raro, são coroados como uma nova promoção ou eleição. Voltam de cabeça erguida aos postos ocupados anteriormente. Silêncio total sobre o passado, nenhum constrangimento quanto ao presente, felizes perspectivas para o futuro. Enquanto a corrupção é premiada diante dos microfones, câmeras e holofotes, a ética põe o rabo entre as pernas e se encolhe com vergonha de fazer da política um meio de buscar o bem-estar social. A astúcia e a esperteza tomam o lugar da justiça e do direito. Os privilégios das velhas oligarquias permanecem intocáveis, enquanto os serviços públicos, particularmente à população de baixa renda, se notabilizam pela precariedade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Resta ainda a pergunta sobre o destino dado à Lei da Ficha Limpa. Tem-se a impressão que a ficha suja se sobrepôs a todo o esforço dos cidadãos e que, cada político a seu modo, trata de limpar o próprio passado de corrupção e má administração. Com unhas e dentes afiados e com os advogados mais influentes, tratam de se manter na cadeira cativa do poder. O poder abre portas para ampliação da riqueza e esta, por sua vez, paga o preço de um mandato que se perpetua eleição após eleição.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Epidemia e vacina</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Se é verdade que a Marcha contra a Corrupção amplia a aurora da primavera, o faz na medida em que brota de um inverno tenebroso. Inverno em que uma das maiores cargas tributários do mundo alimenta a corrupção endêmica. E esta, através de acordos e leis espúrias, retroalimenta a cobrança de impostos. Fecha-se assim um círculo de aço sobre os ombros da população. Vira e mexe, vem à pauta da Câmara de do Senado a recriação da famigerada CPMF. O pretexto é a saúde pública. Mas quem diz que esta estava às mil maravilhas nos tempos dessa extorsão pública disfarçada de imposto?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A fome da arrecadação parece insaciável. Medida pelo impostômetro, ela desnuda a fome das classes dominantes em manter privilégios que datam dos tempos da Colônia e do Império. A República e a Constituição, com o regime pretensamente democrático, não passam de um arcabouço legal para legitimar o espólio dos grandes sobre os pequenos. Pior é que entre os três poderes da União – Executivo, Legislativo e Judiciário – três &#8220;Cs” comandam as regras do cenário: cumplicidade, conluio e corporativismo&#8230; Os quais deságuam no rio turvo e turbulento de outro &#8220;C”, justamente a corrupção. Nessas águas navegam uma grande parte dos vereadores, deputados, senadores, ministros, juízes, representantes dos altos escalões, para não falar dos cargos majoritários. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O projeto de poder se sobrepõe ao projeto de nação. A promiscuidade é a moeda corrente. Salvo raras e louváveis exceções, cada político ou tecnocrata está disposto a encobrir os pecados do companheiro para cobrir os próprios. Como também está disposto e &#8220;fritar ou linchar” um comparsa para salvar a pele e o cargo. Quanto ao povo, vale enquanto massa de eleitores, não enquanto cidadãos de direitos. Daí a necessidade de manter e ampliar as políticas compensatórias (ou migalhas), especialmente às vésperas do pleito eleitoral e sob o pano de fundo da retórica e dos aplausos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há vacina contra essa epidemia? As iniciativas elencadas na introdução dizem que sim. O segredo está numa participação popular livre e ampliada. O que exige criação de instrumentos, mecanismos e canais de controle por parte da população e das instituições sociais. Controle das decisões políticas e do orçamento correspondente. Exemplos disso são os Conselhos de Saúde, Educação, Segurança, etc., quando escolhidos democraticamente e não manipulados pelo prefeito e seus apaniguados. Numa palavra, formas de uma democracia crescentemente participativa e mais direta, fortalecimento da sociedade civil.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Neste sentido, a Lei da Ficha Limpa não deixa de ser um antídoto ao vírus da corrupção. Mas o remédio pode ficar escondido no fundo das gavetas dos órgãos públicos ou, pior ainda, ser manipulado e distorcido, quando não banido das &#8220;farmácias”. Outro antídoto primaveril, sem dúvida, é a Marcha contra a Corrupção.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O perigo da Religião</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong> –</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>José Antonio Pagola, Teólogo e biblista espanhol</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jesus leva uns dias em Jerusalém movendo-se à volta do templo. Não encontra pelas ruas o acolhimento amistoso das aldeias da Galileia. Os dirigentes religiosos que se cruzam no Seu caminho procuram desautorizá-lo ante as pessoas simples da capital. Não descansarão até enviá-Lo para a cruz.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jesus não perde a paz. Com paciência incansável continua a chamá-los para a conversão. Conta-lhes um episódio simples que lhe ocorre ao vê-lo: a conversa de um pai que pede aos seus dois filhos que vão trabalhar a vinha da família.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O primeiro rejeita o pai com uma negativa categórica: «Não quero». Não lhe dá explicação alguma. Simplesmente não lhe apetece. No entanto, mais tarde reflete, dá-se conta que está a rejeitar o seu pai e, arrependido, dirige-se para a vinha.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O segundo atende amavelmente a petição do seu pai: «Vou, senhor». Parece desposto a cumprir os seus desejos, mas rapidamente se esquece do que disse. Não volta a pensar no seu pai. Tudo fica em palavras. Não se dirige para a vinha.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para o caso de não terem entendido a Sua mensagem, Jesus dirigindo-se aos «sumo sacerdotes e aos anciãos da terra», aplica-lhes de forma direta e provocativa a parábola: «asseguro-vos que os publicanos e as prostitutas estão à vossa frente no caminho do reino de Deus». Quer que reconheçam a sua resistência para entrar no projeto do Pai.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eles são os &#8220;profissionais&#8221; da religião: os que disseram um grande &#8220;sim&#8221; ao Deus do templo, os especialistas do culto, os guardiões da lei. Não sentem necessidade de converter-se. Por isso, quando veio o profeta João a preparar os caminhos a Deus, disseram-lhe &#8220;não&#8221;; quando chegou Jesus convidando-os a entrar no Seu reino, continuaram a dizer &#8220;não&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Pelo contrário, os publicanos e as prostitutas são os &#8220;profissionais do pecado&#8221;: os que disseram um grande &#8220;não&#8221; ao Deus da religião; os que se colocaram fora da lei e do santo culto. No entanto, o seu coração manteve-se aberto à conversão. Quando veio João acreditaram nele; ao chegar Jesus acolheram-no.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A religião nem sempre conduz a fazer a vontade do Pai. Podemo-nos sentir seguros no cumprimento dos nossos deveres religiosos e habituar-nos a pensar que nós não necessitamos de converter-nos nem mudar. São os afastados da religião os que o hão-de fazer. Por isso é tão perigoso substituir o escutar o Evangelho pela piedade religiosa. Diz Jesus: &#8220;Nem todos os que me digam &#8220;Senhor&#8221;, &#8220;Senhor&#8221; entrarão no reino de Deus, mas os que façam a vontade do Meu Pai do céu&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Reflexões sobre os Guarani e a Proteção da Natureza no RS</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong> – </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ecoagência, Agência de notícias ambientais &#8211; Por Denise Wolf</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na medida que conhecemos as aldeias, as famílias, os(as)Karaí (xamãs, pajés), as lideranças e os ambientes naturais onde vivem muitos guarani, especialmente no RS, percebemos que a cultura guarani vive até então porque ela jamais morreu na maior parte das almas guarani, onde a terra e a natureza tem lugar especial, espiritual.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando refletimos sobre a importância da gestão socioambiental para as cidades, estados e países, num momento de crise socioambiental global, percebemos que existem tragédias demais, mas também pesquisas, experiências, ações, políticas e ferramentas bem sucedidas na construção de uma sociedade mais socialmente justa e ambientalmente sustentável.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Considero admirável um povo indígena que teve sua população e território reduzidos e que não é responsável pelos incríveis impactos ambientais produzidos por uma sociedade que, no mínimo, os ignorou ao longo da história, esteja hoje construindo, executando e protagonizando projetos conosco, refletindo e agindo, multiplicando e plantando espécies, manejando e conservando ambientes naturais.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quando apresentamos na aldeia da Lomba do Pinheiro, em 2004, a proposta de construir um viveiro/estufa para cultivar e depois plantar nas aldeias espécies vegetais nativas para eles importantes, conversamos intensamente durante mais de um ano sobre a iniciativa, inicialmente rejeitada por alguns, com profundas explicações.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Solicitaram então um tempo para pensar, conversar, rezar, sonhar e conversar com os Karaí. As questões do espaço, do uso da terra e especialmente as questões espirituais envolvidas eram significativas. Após cerca de dois anos concluíram que havia chegado a hora de ajudar Nhanderu(Deus, Pai, Criador). Então se partiu para a elaboração conjunta do projeto arquitetônico, para a localização, construção, a &#8220;benção” e ações no poarenda (viveiro).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Respeitando o dom e a missão de cada um, como dizem os guarani, os(as) plantadores(as) ou cuidadores(as) vêm assumindo o cultivo, milhares de mudas estão sendo plantadas nas aldeias e o viveiro, em ampliação, transformou-se num importante espaço. Hoje, estamos planejando e construindo novos viveiros com outras aldeias no RS.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa experiência, entre muitas outras, demonstra que os guarani são aliados e não inimigos na proteção da biodiversidade. O povo guarani precisa ser ouvido, suas tradições respeitadas, suas terras garantidas e sua participação assegurada na criação, implantação e gestão das unidades de conservação da natureza, criadas ou em criação, visando a promoção de um desenvolvimento socioambiental verdadeiramente sustentável. (EcoAgência).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>América Latina é o berço do novo –</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Elaine Tavares, Jornalista</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O seminário &#8220;Novo Constitucionalismo na América Latina, Estado Plurinacional, Cosmovisão Indígena e Pluralismo Jurídico”, promovido pelo programa de Pós-Graduação em Direito da UFSC, deixou bem claro que, hoje, o que acontece na América Latina é o que há de mais interessante no campo do direito constitucional. As novas Constituições da Venezuela, Bolívia e Equador estão sendo esquadrinhadas por pesquisadores de todo o mundo, porque significam novos e originais aportes que mudam substancialmente as práticas jurídicas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A professora Milena Peters, da Universitá Degli Studi Suor Orsola Benincasa, de Nápoles, Itália, mostrou que é a partir dos anos 80 que, na América Latina, começam as reformas constitucionais, visto que boa parte dos países entra na chamada transição democrática. &#8220;O que se vê é uma difusa adesão a uma forma de Estado Constitucional que expande os direitos humanos, os direitos fundamentais e aponta para novas garantias e novos significados”. As constituições abrem-se para o paradigma da liberdade e para o reconhecimento de ações positivas das minorias. Nos anos 90, esses direitos se ampliam mais ainda, atuando também no campo das garantias ambientais e direitos humanos. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas é a partir no novo milênio que começa a fluir uma nova linfa, trazida pelas transformações políticas de caráter popular na Venezuela, Equador e Bolívia. &#8220;Essas constituições são o novíssimo, o original”. Um dos elementos fundamentais dessas constituições é que elas nascem da mobilização real das gentes. São realizadas assembléias participativas, e o conceito &#8220;participação popular” torna-se real. &#8220;Essas constituições radicam-se na realidade histórica descolonizada, ligam a realidade global à local, tem um enfoque na solidariedade, atribuem valor à biodiversidade e sociodiversidade, reconhecem a cosmovisão indígena e garantem a efetiva participação popular”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Milena lembra que a Constituição do Equador traz um capítulo inteiro de artigos que garantem a proteção da Pachamama, dando base legal a outro tipo de desenvolvimento que não seja predador da natureza. &#8220;É um aporte para toda a teoria constitucionalista. Muda tudo. Reforça o conceito de pluralidade que é a base das sociedades multiétnicas e dos estados plurinacionais. Toda a herança cultural é protegida, tantos dos indígenas como dos afrodescendentes. É um modelo peculiar de estado plurinacional e comunitário.” Para a professora, o projeto que emerge dessas novas Constituições é audacioso e bonito mas, também muito difícil de se concretizar. Não é sem razão que a Europa está de olho nesse processo, porque o que acontecer aqui na América Latina pode ter conseqüências mundiais no campo do Direito.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A professora Maria Rosario Valpuesta Fernández, da Universidad Pablo de Olavide, em Sevilha, Espanha, lembrou que as Constituições não são apenas formas jurídicas, mas o resultado de processos políticos, daí a originalidade das novas Constituições que emergem na América Latina, fruto da mobilização e aceitação popular. &#8220;O que dizer dos EUA, há democracia por lá? É o estado que nomeia os ministros da Justiça, tudo depende do estado. E a Inglaterra? É uma monarquia. Uma loucura”. Segundo ela, a América Latina hoje está muito mais interessante do que a Europa. Aqui está vicejando o novo. Mas, apesar das mudanças ainda há muito por fazer no que diz respeito à desigualdade social. &#8220;para haver democracia de fato, isso tem de acabar”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Maria Rosario acredita que a América Latina também precisa acertar contas com as suas elites uma vez que os governos pós-coloniais também fizeram muito mal. &#8220;Os Mapuche, por exemplo, quem destruiu foram os chilenos e não os espanhóis. Nas guerras de independência os índios não contaram, no Peru não se fala em índio, mas sim em camponês. Então as elites locais também têm sua cota de responsabilidade”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A professora espanhola argumenta ainda que é preciso observar com cuidado as demandas indígenas pois, &#8220;nem todos os índios são bons. Há os que vendem madeira, os que exploram outros índios. Tem gente boa e ruim, como em qualquer etnia. Não dá para romantizar”. Sobre a Bolívia ela aponta a ideia de Estado Plurinacional como uma novidade importante uma vez que garante cidadania a uma maioria que estava completamente excluída do processo político.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O professor Antônio Carlos Wolkmer, da UFSC, mostrou que o Constitucionalismo liberal cristalizou uma igualdade formal que, na prática, forja um estado de controle, sem democracia, com participação elitista e ausência das massas. Ou seja, coisa muito diferente do que se anuncia agora nas novas Constituições. No caso do Brasil, historicamente, o constitucionalismo tem sido sempre uma cópia, desde a primeira carta, em 1824, que reproduzia a Constituição francesa, incluindo aí o poder moderador. Depois, veio uma Constituição conservadora, centrada no direito dos proprietários, individualista, patriarcal, que vai até os anos 30 do século passado. A modernização impulsionada pela oligarquia desalojada do poder gera o estado corporativo, inspirado no fascismo, com controle dos sindicatos e alguns novos direitos sociais. Os anos 60, tempo da ditadura, trazem a doutrina da segurança nacional e só em 1988, sem o jugo da ditadura, a Constituição brasileira vai ampliar direitos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A carta de 1988 não é a desejada, feita sem exclusividade e sem participação popular. Mas, ainda assim, ela avança em pontos como os direitos coletivos, direitos culturais, proteção aos povos indígenas e ao meio-ambiente. Wolkmer observa que, na relação com as novas Constituições da região andina, a brasileira ainda tem muito que avançar, principalmente no que diz respeito à participação popular.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O seminário mostrou ainda o quanto o novo movimento indígena tem sido importante na consolidação de novas formas de organizar a vida. A recuperação de formas históricas de solidariedade, cooperação, equidade e relação harmônica com a natureza, têm aberto uma cunha na lógica desenvolvimentista do capitalismo dependente que domina a América Latina. As comunidades indígenas assomam e dizem sua palavra, oferecem seus exemplos e formulam propostas que levam em consideração aspectos jamais observados pelos governantes de plantão. Muitas das novidades que tanto encantam o mundo europeu são as que foram incorporadas do mundo indígena e do mundo popular que, até então, nunca tinham sido levados em conta no processo de construção das cartas magnas. Agora, com essas comunidades, muitas vezes na liderança dessas ações, elementos como referendos populares, estado plurinacional e multiculturalidade se fizeram concretos e estão contemplados na lei. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>É certo que tornar real o que a letra da lei escreve ainda é um grande desafio para os povos latino-americanos. A plurinacionalidade é um processo em construção, ainda multifacetado e informe, mas assim como as gentes dessa parte do continente lograram avançar no aspecto constitucional não cabe dúvidas de que serão também capazes de inventar as formas concretas de incorporar a lei ao seu cotidiano. Todos os dias, nas entranhas da Pátria grande, a vida avança. E, dessa vez, é daqui que saem as lições. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Toque de recolher, juventude ou gado? &#8211; Vi o Mundo,</strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>*Por Kenarik Boujikian Felippe </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Projeto de lei apresentado em agosto de 2011, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, quer tratar os adolescentes como gado, que se leva ao pasto e depois recolhe, mas com jovem, tem que ser diferente.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O projeto de lei, que fere todos os princípios que norteiam as normas vigentes, estabelece que será vedado aos menores de 18 anos desacompanhados de mãe, pai ou responsável, no período das 23h30 (vinte e três horas e trinta minutos) às 5h (cinco horas): transitar ou permanecer nas ruas;entrar ou permanecer em: restaurantes, bares, padarias, lanchonetes, cafés ou afins; boates, danceterias ou afins; lan houses, casas de fliperama ou afins; locais de freqüência coletiva.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Prevê a criação de equipes, que compostas por policiais civis ou militares, além de conselheiros tutelares, farão ronda, com a finalidade protetiva de recolher os menores de 18 (dezoito) anos que estiverem em situação de risco, que estejam expostos a qualquer tipo de: ilicitude; comportamento impróprio para sua faixa etária; insalubridade; situação degradante. Exemplifica situações de risco como as que envolvem as seguintes práticas: consumo de bebida alcoólica, cigarro ou qualquer outra droga, por menor de 18 (dezoito) anos; prostituição; audição de som em alto volume, propagado por veículos particulares ou estabelecimentos comerciais; condução de veículo automotor, por menores de 18 anos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em algumas cidades, de diversos estados, já existe lei municipal (inconstitucional), que têm a mesma formatação.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O tratamento que se pretende dar à juventude é a mesmo dispensado àqueles que cometeram crimes e foram condenados.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O direito fundamental de ir e vir está previsto na constituição federal e o estatuto jurídico do preso é exceção à regra, nos termos da própria constituição.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Assim, a Lei de Execução Penal prevê que podem ser impostas ao condenado no livramento condicional, como condição, recolher-se à habitação em hora fixada (artigo 132, parágrafo 2º); para o condenado que cumprirá a pena em regime aberto o juiz estabelece a condição de sair para o trabalho e retornar nos horários fixados (artigo 115, II); nas saídas temporárias, o juiz fixa a condição de recolhimento à residência visitada, no período noturno (artigo 124, II).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A limitação espacial, num estado democrático, é medida da maior gravidade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A regra é o gozo do direito fundamental de ir e vir. Exceção constitucional ao direito de locomoção é a vigência do estado de sítio, quando será possível determinar a obrigação de permanência em localidade estabelecida, lembrando que esta medida exige a intervenção do Presidente, Conselho da República e Congresso Nacional, dada às suas conseqüências nefastas. Só pode ser decretada em razão da ineficiência do estado de defesa, comoção grave ou declaração de estado de guerra, e, ainda, deve ser por tempo determinado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nas cidades onde existe o &#8220;toque de recolher”, os jovens foram alçados à condição de condenados ou inimigos do estado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Tratar a juventude, pela circunstância de serem crianças ou adolescentes, como condenados, é desrespeitar a natureza de humano das pessoas e não ver as crianças e os adolescentes como sujeitos de direito.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Alguns Tribunais já enfrentaram a matéria e foi declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Neste sentido, a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, de junho de 2011, na ADIN 2010.014498-7, referente à lei municipal de Tubarão, relatada pelo desembargador Lédio Rosa de Andrade, que traz lição de Rosinei Paes Anselmo: </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Em pleno século XXI, deparamo-nos com práticas que remontam ao período medieval e ditatorial nas questões relacionadas ao direito da criança e do adolescente. Questão que comprova essa situação é o toque de recolher – proibição de circulação de crianças e adolescentes nas ruas no período noturno, adotado em algumas cidades do país, por meio de lei municipal ou por portaria de juízes da infância e juventude. A medida é um retrocesso que retoma o pensamento da idade média e do &#8220;período de chumbo”, segundo o qual os direitos e garantias individuais eram ignorados, notadamente no que diz respeito à criança e ao adolescente”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O mesmo órgão já decidira, em março, em caráter liminar, a inconstitucionalidade da lei do &#8220;toque de proteger”, da cidade de Guaramirim, no processo 2010.060882-1, cujo relator foi o desembargador Eládio Torret Rocha, que apontou que &#8220;instituir toque de proteger (ou de recolher) tolhe o direito de ir, vir e ficar das crianças e dos adolescentes, implicando em negativa das suas qualidades de sujeitos de direito e, conseguintemente, em violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Ele afirma:</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A clausura tem o efeito de lhe prejudicar o sadio desenvolvimento, eis que o priva da convivência com seus pares, cujas experiências, boas ou más, revelam-se imprescindíveis para a sua plena formação humana como indivíduo adulto. O sacrifício da liberdade física não condiz, ademais, com um Estado Constitucional e Democrático de Direito, o qual assenta-se sobre o princípio da dignidade da pessoa humana e a supremacia dos direitos fundamentais. Muito ao contrário. Evidencia-se, nessa prática, instituto típico dos estados autoritários e policialescos, destinado à segregação dos estratos sociais pauperizados e, por isto mesmo, marginalizados, consubstanciando-se, pois, verdadeira limpeza social. A salvaguarda de nossos jovens não perpassa o manietamento de seus direitos fundamentais, mas a atuação pontual e efetiva da família, da sociedade e do Estado – aqui compreendido em seus entes tripartites: União, Estados-membros e Municípios – em exigir e cumprir as suas atribuições, competências e responsabilidades sociais, econômicas e jurídicas em tema de infância e juventude”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não duvido que a medida tenha respaldo de parcela da sociedade, de pais que priorizam o mais cômodo, que abdicam das suas relações e responsabilidades, preferem não ver o irracional que nela esta contida, na medida que estas normas são originárias do perverso sentimento do medo, que segundo Lenine e Julieta Venegas:</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;O medo é uma linha que separa o mundo</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O medo é uma casa aonde ninguém vai</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O medo é como um laço que se aperta em nós</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O medo é uma força que não me deixa andar”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Preocupante saber que o &#8220;toque de recolher” foi idealizado em algumas cidades, por portaria do Poder Judiciário.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas alguns tribunais já decidiram pelo afastamento destas portarias e o Conselho Nacional de Justiça, em decisão de março de 2010, no processo 0002351-58.2009.2.00.0000(200910000023514), promovido pelo Ministério Público de Minas Gerais, relator Ministro Jorge Hélio Chaves de Oliveira, apontou que a portaria atenta contra qualquer sorte de razoabilidade, reduz o princípio da legalidade e extrapola os limites delineados pelo ECA e os excessos praticados pelo magistrado, usurpando, inclusive, competência privativa da União para legislar sobre direito civil, penal, comercial processual (artigo 22 da CF/88), as determinações de caráter geral estabelecidas pela Portaria ainda ofendem os artigos 5º, II; 227, §§3º e 4º e 229, todos da Carta Constitucional, além do artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não podemos deixar de enxergar os malefícios que causam para a construção de uma República, que tem por fundamento a dignidade da pessoa humana (art. 1º da CF), constituindo um de seus objetivos a promoção do bem estar de todos sem preconceito de idade e outras formas de discriminação (art. 3º, inciso IV da CF).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Se mantidas as normas e portarias estaremos a cercear o desenvolvimento natural de praticamente toda a infância e adolescência, dos jovens brasileiros, vitimizando-os, pois o estado colocará na conta da juventude, punindo-os, pela sua incapacidade de realizar políticas públicas de segurança, eficazes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O que esperar de pessoas que não puderam ter um desenvolvimento sadio e seguro?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A medida está na lógica do estado policial. Suas raízes se fundam na relação de controle, que não está e nem pode estar ao alcance das relações humanas. A base para relações sadias deve ser a relação de confiança para que seja possível ter crianças e jovens efetivamente protegidas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Interessante saber que encontramos no pensamento de muitos jovens, os fundamentos das decisões referidas. Colho como fonte, recente trabalho realizado na Escola Móbile, em São Paulo, por jovens do 9º ano, que não são atingidos por estas restrições, e que exercitaram a escrita de cartaargumentativa sobre o tema. Destaco algumas passagens, que dizem mais do que qualquer coisa:</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Os adolescentes devem aprender a lidar com ela (liberdade) e com as responsabilidades que traz. Ao invés de criar uma lei que restrinja a liberdade dos adolescentes, seria infinitamente mais benéfico para a sociedade criar leis que ensinem o jovem a utilizar essa liberdade sem infringir a liberdade alheia. Além disso, é preciso constatar que se o adolescente não sabe ser livre, o futuro adulto também não saberá” (texto 2).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A lei por Vossa Excelência implantada pode não ser a melhor maneira de evitar que os jovens se droguem, bebam ou deixem de estudar… Proibir os adolescentes de sair de casa após às 23h00 significa tirar deles …importante momento de socialização.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Proibir os jovens de sair durante a noite não os impede de beber ou se drogar” (texto 3).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Como somos todos obrigados a seguir os artigos da Constituição, creio que o toque pode ser considerado ilegal…para diminuir a quantidade de jovens envolvidos com drogas, prostituição e álcool, devem ser feitas campanhas para alertar os pais e estes não devem ser punidos pelos atos dos filhos. Há sim aqueles que se envolvem com álcool, drogas e até mesmo prostituição, porém, há também os que não se utilizam destas drogas. É desvantagem para os segundos terem como punição o mesmo que os primeiros…o dever de cuidar dos adolescentes ser de seus próprios pais, e não do governo, sendo eles os responsáveis por dizer aos filhos quando devem voltar para dormir para não atrapalhar os estudos” ( texto 4).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Todos estão em perigo quando se encontram nas ruas, problema esse de segurança pública, a qual deve ser urgentemente melhorada. Entretanto, apesar de a norma implantada objetivar a proteção do jovem, acaba intervindo em sua liberdade e agredindo o artigo 5º da Constituição….o jovem está pagando com sua liberdade pelos problemas de segurança. Além disso…penaliza a todos. O governo não é responsável pelo controle do jovem, mas sim pela segurança oferecida a ele” (texto 5).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Creio que o senhor saiba que não permitir a circulação dos jovens depois de certo horário desrespeita o artigo 5º da Constituição, que determina o &#8220;direito de ir e vir”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas será que a lei está cumprindo totalmente seu objetivo ou está apenas sacrificando parte da liberdade dos jovens?….sabemos que o diálogo é algo muito importante durante a adolescência… O diálogo entre os jovens e os pais também é limitado pelo toque: as famílias acabam não discutindo sobre quais são as &#8220;partes boas” e as &#8220;partes ruins” de ficar sozinho à noite na rua, os males que as drogas podem fazer, entre outros assuntos… Entendo que sua intenção era proteger os jovens, por isso, sugiro que seja investido dinheiro em educação (para os adolescentes entenderem os males das drogas, por exemplo) e em rondas policiais noturnas… e dar mais segurança aos jovens que saem à noite sem más intenções” (texto 6).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Tenho noção dos limites que existem para um Juiz… Essa (portaria) criada por Vossa Excelência é genérica, tendo efeito de lei, por atingir qualquer jovem de minha região. Como repito e o senhor sabe, não cabe a um Juiz criar uma lei, isso podendo ser considerado um crime contra as normas do país…O direito de ir e vir cabe tanto para adultos quanto para adolescentes” (texto 7).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Esta lei pretende tirar a função educacional dos pais, alegando que estes não têm &#8220;controle” sobre seus filhos. Certo ou errado, é direito e obrigação dos pais avaliar o que é melhor para seus filhos e prepará-los para a vida. Aliás, esta medida não é exatamente inovadora, pois a primeira via que os ditadores fazem… é decretar um toque de recolher… com a desculpa de estar &#8220;protegendo” o povo. Certamente sua intenção não é a mesma, mas o precedente é perigoso…esta regra precisa ser revogada. São necessárias outras medidas para &#8220;acolher” o povo” ( texto 10).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;A Constituição brasileira diz que é livre a locomoção no território nacional em tempos de paz. Nós estamos em tempos de paz, contudo a livre locomoção para os jovens foi restringida. Essa lei é, portanto, inconstitucional…argumento usado é que essa lei coloca horários para os adolescentes dormirem para que possam ter um bom rendimento escolar…não é certo que o jovem irá para a cama depois do toque…o horário de volta e o rendimento escolar é algo a ser discutido com os pais, não sendo necessária a intervenção do estado. Isso apenas enfraquece as relações familiares…o toque de recolher é uma medida que deve ser revogada. Deve-se pensar na liberdade do ser humano” (texto 11).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Não são todos os adolescentes que se envolvem com delitos, drogas e brigas. Então, essa lei é injusta com os jovens que querem sair até tarde apenas para ir ao cinema, a restaurantes, shoppings, etc. Também é uma questão de confiança entre pais e filhos: limitar brutalmente a liberdade dos adolescentes não é a solução para acabar com o envolvimento de menores de idade com drogas ou roubos. Os jovens devem aprender a serem responsáveis por conta própria, com suas próprias experiências, e não pela imposição dos pais ou do governo” (texto 12)</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não podemos seguir o caminho de criminalização da juventude. Sabemos quem serão os mais atingidos. Temos uma gigantesca normativa de proteção de direitos humanos, seja no âmbito internacional e nacional (especialmente a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e Adolescente). Já não passou da hora do Estado cumprir as suas obrigações com suas crianças e adolescentes?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Liberdade é o componente necessário para que os seres humanos desfrutem da condição humana. Se queremos jovens que assumam a vida deste paísnão podemos deixar de vê-los, como são: sujeitos de direitos, dotados de todos os direitos e fundamentais e não objeto de intervenção do estado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não podemos esconder problemas, temos que resolvê-los.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>*Kenarik Boujikian Felippe, juíza de direito da 16ª Vara Criminal de SP, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para Democracia.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O que Bento XVI vem fazer no Brasil em 2013?</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong> –</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Geraldo Trindade, bacharel em Filosofia e estuda a Teologia no Seminário São José da Arquidiocese de Mariana (MG). Tem o blog </strong></span></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.pensarparalelo.blogspot.com/"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>http://www.pensarparalelo.blogspot.com/</strong></span></span></a></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Por que Bento XVI vem ao Brasil? O que este homem tem a nos falar? </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ele virá ao país em 2013 para participar da 27ª Jornada Mundial da Juventude. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não é com pouco pesar que vemos o egoísmo imperando, as famílias se desfragmentando, o ódio entre segmentos sociais se acirrando, a ausência de amor, de alegria, de esperança se instalando. O trabalho digno é privilégio de alguns, o desemprego ainda marca profundamente nossa realidade, as drogas invadem os lares, a violência ceifa vidas, a depressão atinge milhares de homens e mulheres&#8230;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Apesar de tudo isso, nada impede os jovens de sonharem. É próprio deles desejarem algo mais do que o cotidiano da vida. O jovem é o ser do novo, da relação interpessoal vivida na verdade e na solidariedade, da amizade autêntica, do verdadeiro amor, do futuro sereno e feliz&#8230; Perguntam-se qual o sentido da vida, buscam porto seguro para reabastecer a força e zarpar em busca de seus ímpetos mais sublimes e generosos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Vivendo nesta realidade, a figura do papa representa que há uma alternativa onde se possa encontrar, na vastidão e na beleza da vida, uma segurança e um sentido. Bento XVI vem para nos reafirmar que tudo o mais é insuficiente quando se descobre que o nosso desejo da vida é Aquele que nos criou. Ele deixou sua marca indelével em nós, por isso aspiramos o amor, a alegria e a paz.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A vinda do papa nos deixará um imenso legado espiritual. Será uma oportunidade ímpar de se ver o rosto da juventude católica, de renovar e solidificar a todos na fé e no amor à Igreja. É a certeza de que vale a pena acreditar em Deus, de dar a sua vida em favor dos outros.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>No dia 18 de setembro, chegou ao Brasil, em São Paulo, a cruz, símbolo desse encontro do Papa com os jovens. Esta cruz feita de madeira, com pouco mais 3,5 metros de altura foi doada aos jovens pelo Papa João Paulo II em 1984 e desde 1994 peregrina, juntamente com um ícone de Maria, o país sede da jornada. Ela percorrerá todo o nosso país sendo um sinal que faz ressoar as palavras do próprio papa: &#8220;Muitas vezes a Cruz assusta-nos, porque parece a negação da vida. Na realidade, é contrário! Ela é o ‘sim’ de Deus ao homem, a expressão máxima do seu amor e a nascente da qual brota a vida eterna. Portanto, não posso de deixar de vos convidar a aceitar a Cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova. Fora de Cristo morto e ressuscitado, não há salvação! Só Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino de justiça, de paz e de amor pelo qual todos aspiram.”</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Trazemos dentro de cada um de nós inúmeras questões e dúvidas. Procuramos resposta e não pararemos de buscá-las, mas trazemos a certeza de que só será possível encontrá-las por meio de Jesus Cristo, Aquele a quem o papa, figura de Pedro, insiste que confiemos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Rumo à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, certos de que os jovens respondem com prontidão quando é proposto com fé com sinceridade e verdade o encontro com Cristo, fundamento da nossa fé.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Comissão da Verdade e consolidação da democracia.</strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Entrevista especial com Jair Krischke  </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma grande oportunidade de promovermos a consolidação de nossa democracia, esclarecendo os crimes contra a humanidade que foram cometidos entre os anos 1964 a 1985. Essa é a percepção do advogado _ Jair Krischke_ sobre as potencialidades da Comissão da Verdade, que nesta quarta-feira, dia 21-09-2011, será votada no Congresso. Ainda esperançoso, mas um pouco menos entusiasmado quando da posse da presidente Dilma Rousseff sobre o esclarecimento dos crimes desse período, _ disse, por telefone à IHU On-Line, que o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, era um dos entraves à Comissão. Agora, com o “arejamento” de sua saída, a situação melhora, mas ainda há pessoas que vão contra a instauração da iniciativa, como Fernando Collor de Mello e José Sarney.</strong></span></span></p>
<p>Krischke_ acentua que a documentação a ser analisada pela Comissão da Verdade deve ser disponibilizada para o público, e que um relatório final após os dois anos de trabalho também precisa ser levado a conhecimento geral, garantindo “à sociedade brasileira o direito à verdade”. Outros temas da conversa foram o lobby “quase invencível” dos militares no Congresso e a falta de ideologia entre os partidos. Tudo virou um negócio, lamenta. “Você já viu alguém nesse país se assumir como direitista? Ou assumir que é racista?”</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>_Jair Krischke_, formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é ativista dos direitos humanos no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Em 1979, fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, a principal organização não governamental ligada aos Direitos Humanos da Região Sul do Brasil. Também é o fundador do Comitê de Solidariedade com o Povo Chileno.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Confira a entrevista.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – No início do ano o senhor estava bem otimista quanto à abertura dos arquivos da ditadura pelo governo Dilma. Hoje, qual é a sua percepção sobre o assunto?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Continuo esperançoso, mas com menos entusiasmo. Há uma situação “interessante” nesse país. Muitas pessoas que seriam parceiras e que deveriam se juntar a essa causa não têm feito isso. Para ser aprovada no Congresso, a Comissão da Verdade deve ter a base aliada aciona pela presidente. Vejo que na própria base aliada existem setores refratários à criação da Comissão. Isso é que me deixa preocupado, cauteloso. Por outro lado, se já foi anunciado que a Comissão irá à votação dia 21 de setembro, provavelmente uma articulação já foi feita. Dilma não correria o risco de submeter à votação e esta não ser aprovada. Penso que essa medida foi tomada. Além disso, preocupa-me o texto que será aprovado, pois tal qual está, não está bem. Dou um exemplo: o período que querem votar para ser investigado abrange 1946 a 1985. Isso é tempo demais, um período muito longo, tão longo que é absolutamente impossível aos sete membros da Comissão darem cabo do trabalho em dois anos, como está previsto. Quantos assessores serão contratados para auxiliar esses sete membros?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – Essa dilatação de prazo foi proposital para que se perdesse o foco do trabalho?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Sim. Qualquer criatura se dá conta de que esse período é muito longo e precisaria de mais conselheiros ou um número de assessores bem maior. Em dois anos é impossível fazer esse trabalho. Isso me preocupa. Houve outras comissões semelhantes no Brasil, e notamos que não é muito importante o número de membros dos conselheiros, mas sim o número de pessoas que irão investigar.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – Como percebe a relação do governo Dilma com os militares, sobretudo a partir dos episódios envolvendo o general_José Elito_ e o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Penso que Dilma continua com sua posição de presidente da República e comandante em chefe das Forças Armadas, conforme estabelece a Constituição. Ela se pauta por isso. Ocorre que Dilma tem uma postura muito discreta nesses assuntos. Ela não está se exibindo de suas prerrogativas. Discretamente, ela faz o que deveria fazer. O episódio envolvendo o general __José Elito_ mostrou a todos qual é a sua postura, ou seja, de não admitir certas declarações ou atitudes. Não chegou a haver um estresse maior nesse caso, pois Dilma foi firme e discreta ao mesmo tempo. Já quanto ao que houve com Nelson Jobim, devemos dizer que se trata de algo muito diferente. Ele é um civil, então ministro da Defesa e que se aproximou em demasia dos militares. Ele chegava a aparecer fardado, algo absolutamente indevido, inclusive deixando-se registrar em foto trajando uniformes militares e com uma serpente na mão. Foi algo ridículo. Além disso, começou a tomar atitudes inconvenientes. Homem do PMDB e ministro, foi “cozido” em banho maria por Dilma, que não o recebia em audiências. Ele acabou pedindo para sair após diversas declarações bobas. Ele era um dos tantos obstáculos para a concretização da Comissão da Verdade, mas não era o único, porque dentro da base aliada, como por exemplo no PMDB, Sarney não quer a abertura dos arquivos. Ele tem dito isso abertamente.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Está no Congresso, no Senado, uma nova lei que trata dos arquivos que é de classificação e desclassificação dos documentos. Collor de Mello, relator na comissão de relações exteriores e defesa, queria alterar mandando novamente o sigilo para a eternidade. Isso faz pouco tempo. Collor de Mello, essa figura triste do Brasil, senador da República do PTB, partido da base aliada, joga contra. Assim, não é só Jobim que representava um empecilho à Comissão da Verdade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – A saída de Jobim pode &#8220;acelerar&#8221; a aprovação da Comissão? Por quê?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – De certa forma acelerou, sim. Contudo, penso que essas outras figuras também representam dificuldades. Temos que ser muito objetivos em tais assuntos. Há dificuldades enormes. Eu gostaria de ver tudo mais claro, quem tem qual posição. Penso que, bem ou mal, a Comissão está indo. Torço para que saia pelo melhor lado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – O que significou a demissão de Jobim do governo Dilma?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Significou um arejamento. A posição dele como ministro civil da Defesa era mais realista do que o rei. Ele tinha uma posição muito mais militar do que os próprios militares, inclusive do que aqueles que já estão em casa, de pijamas. Ele ter se afastado foi, sim, um ganho para o governo. Não sei dizer se a troca por Celso Amorim realmente é positiva, se ele irá, de forma efetiva, ter uma contribuição muito diferente e até onde ele pretende avançar com a Comissão da Verdade. É um quebra-cabeças muito pesado. Agora é uma situação diferente. Como ministro de relações exteriores, Amorim aproximou o Brasil de vários países com perfil de esquerda, é verdade, mas muito por interesses legítimos econômicos. Mas isso não quer dizer absolutamente uma declaração de fé ideológica.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>No texto da Comissão da Verdade está expressa a vontade de promover a reconciliação nacional. Mas o que significa isso? Nossa proposta seria promover a consolidação da democracia. Porque reconciliação, a meu ver, é algo maior. Ela traz exigências. A primeira delas é que o autor do fato, o violador dos direitos humanos, deve reconhecer que errou. Em segundo lugar, deve pedir perdão. Em terceiro lugar, cabe às vítimas perdoar ou não, porque isso é de foro íntimo. Mas não posso falar em reconciliação sem que o autor da violação não reconheça seu erro, desculpando-se. Então, aquela frase em que se fala em &#8220;promover a reconciliação nacional”, a nossa ideia é que seja substituída pela expressão “promover a consolidação da democracia”. Porque nosso processo de democratização não termina nunca.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dia 14-09-2011 dei uma palestra na Unisinos e falei nela que não houve uma transição democrática em nosso país, mas uma transação. Precisamos chegar num momento em que a democracia tenha vigência plena. Nesse sentido, a Comissão da Verdade é uma oportunidade grandiosa para promovermos a consolidação da democracia, fazendo com que realmente aconteça a diminuição do período de 1946 a 1985 previsto para ser abarcado. O período abrangido pela Comissão da Verdade deve ser de 1964 a 1985. Essa Comissão deve ter poderes para apurar quem foram os responsável pela prática de graves violações dos direitos humanos nesse período. Não se trata de ter poderes para julgar. Ela apura e depois envia para as autoridades competentes, como o Ministério Público, por exemplo. Essa comissão tem o dever de apurar e vai trabalhar com documentos, examinando-os. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Direito à verdade</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Crimes contra a humanidade não prescrevem. Já temos uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos condenando o Brasil por causa da guerrilha do Araguaia, e essa sentença diz que deve ser observada a jurisprudência internacional, a qual afirma que crimes de lesa-humanidade são imprescritíveis. Nessa sentença, há esse aspecto que deve ser levado em conta, de que o Brasil deve adequar sua legislação a isso para punir os responsáveis. Essa documentação que será examinada deve ser disponibilizada, inclusive, para o público. Ao final de dois anos de trabalho é preciso que o relatório garanta à sociedade brasileira o direito à verdade. Nessa Comissão não pode haver nenhum militar, assim como não pode haver nenhum familiar de vítima do regime militar. Deve ser composta por pessoas absolutamente isentas, reconhecidas pela sociedade. Sua tarefa é de uma importância tão grande que devem ser exemplares.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – O que está em jogo no quadro de negociações com o Congresso para criar a Comissão da Verdade? Quais são as dificuldades para aprovar esse projeto?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Certas coisas incríveis só acontecem no Brasil. Os militares continuam atuando fortemente no Congresso Nacional. Eles têm, permanentemente nessa casa, um grupo lobista de seus interesses junto aos deputados. Em sua maioria, são coronéis que sempre estão no Congresso “batendo ponto”, fazendo lobby com os políticos para que seja aprovado aquilo que é de interesse dos militares. Os militares são parte do Estado brasileiro e não deveriam fazer lobby em lugar nenhum. Eles são comandados pela presidente da República. No Congresso Nacional as coisas têm que acontecer segundo o desejo e disposições da presidente, e eles não tem nada que estarem lá pressionando. Mas isso acontece todos os dias. Estão lá permanentemente.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há uma convenção da ONU sobre as desaparições forçadas e que ficou no Congresso por mais de dez anos. Quando foi atribuído ao deputado federal eleito Vieira da Cunha presidir a Comissão de Relações Exteriores, esse projeto de lei assinado pelo Brasil foi para o Congresso no intuito de ser validado. Nesse momento, ele perguntou-me seu eu tinha algum pedido para a Comissão. Respondi-lhe que sim, mencionando a aprovação dessa convenção, parada há cinco anos. O lobby potentíssimo para não aprovar entrou em ação, pois os militares receavam, assim como receiam até hoje, que o Brasil, assinando e agora sendo referendada pelo Congresso a comissão de desaparições, eles teriam que prestar contas das desaparições propriamente ditas que cometeram. A força desse lobby dos militares é quase invencível. Os deputados acabam cedendo, se rendendo. Temos deputados da base do governo que se dobram a isso.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – Como vê a posição do DEM em relação à Comissão da Verdade_? E os demais partidos, como tem reagido à proposta?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – O DEM não me preocupa. O que penso é que a nossa classe política está devendo muito ao Brasil, lamentavelmente. Fizeram do Congresso Nacional um balcão de negócios e já não gozam mais da opinião pública brasileira, do seu eleitorado, aquilo que seria fundamental: o respeito. Raros são os parlamentares, tanto deputados federais como senadores, que são homens respeitados pela opinião pública. Hoje, no Brasil, olhamos para o Congresso Nacional e percebemos que não há mais ideologia. Tudo é negócio. Sou do tempo em que esquerda era esquerda, centro era centro e direita era direita. Hoje essa fronteira está borrada. Você já viu alguém nesse país se assumir como direitista? Ou assumir que é racista? No Brasil, especialmente no Congresso Nacional, prevalece de forma notória a hipocrisia, pura e simples. Dizem uma coisa e fazem outra. O DEM, se for interessante para ele, irá votar a favor da Comissão da Verdade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O cenário político em geral é muito ruim, pois ficaram pessoas que não querem ter compromissos com a população. Acho mais coerente que a pessoa assumisse suas posições, seja de direita ou esquerda, e tivesse essa clareza e representatividade no Congresso, como ocorre na França, por exemplo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>IHU On-Line – A sociedade brasileira tem acompanhado o desenrolar da Comissão? Acredita que nosso povo esteja suficientemente ciente da importância desse tema não apenas em termos históricos, mas de consolidação da democracia em nosso país?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Jair Krischke – Esse é um problema grave, e devo nomear a grande imprensa como responsável por boa parte dele. A grande imprensa brasileira, mesmo sendo qualificadíssima, presta um desserviço à população. A opinião pública brasileira se abastece de informações via televisão, em sua maior parte, e nossa televisão é encantadora, envolvente. Ocorre que o conteúdo é de uma pobreza franciscana. Então, como podemos esperar do povo conhecimento sobre temas como a Comissão da Verdade, se a imprensa, que tem o dever de informar sobre temas dessa natureza, não o faz? O povo brasileiro se mantém um pouco distante disso por falta de informação. Nós passamos 21 anos sob ditadura, e a imprensa estava absolutamente censurada. E agora desenterram entulhos da ditadura como a censura à RBS e ao Estado de São Paulo, o primeiro impedido de citar o nome de um vereador envolvido na farra das diárias, e o segundo impedido de citar o nome do filho de José Sarney desde janeiro do ano passado. E sobre isso ninguém fala. Já temos 26 anos de democracia, mas que não serviram muito para as redações deixassem de lado a autocensura, algo que entrou “pelos poros”. É preciso abordar temas como a Comissão da Verdade. Como não cumpre sua missão nesse aspecto, a imprensa acaba pondo em prática um mecanismo de contenção social, pois não informa o que deveria.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Mary Ward, a visionária perigosa</strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Um documentário de uma hora feito por uma produtora de TV, a New Decade, com sede em Dublin, Irlanda, sobre uma mulher do século XVII que estabeleceu uma ordem religiosa baseada nos princípios jesuítas, foi disponibilizado em DVD. Ele conta a história de Mary Ward (1585-1645), conhecida em sua época como &#8220;aquela mulher incomparável&#8221; – através das lentes do século XXI. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é do sítio Independent Catholic News, 14-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mary Ward foi uma defensora divinamente inspirada de uma nova forma de vida religiosa radical para mulheres, baseada no modelo apostólico estabelecido pela primeira vez por Santo Inácio de Loyola no século XVI. Ela ofereceu uma visão audaciosa do que as mulheres poderiam e fariam na vida religiosa e foi pioneira de um sistema de educação que as preparou para um papel no serviço da Igreja e da sociedade que não estava confinado ao claustro ou ao casamento.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mary Ward: Visionary Dangerous é a história de uma mulher que permaneceu, apesar de todos os seus processos e o miserável tratamento dispensado a ela, como uma fiel serva da Igreja. São muitas as esperanças e as orações para que um dia ela seja finalmente reconhecida como a santa que seus seguidores e amigos sabiam que ela era.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O documentário é dirigido por Ciaran O&#8217;Connor, da New Decade, e produzido por Sarah Mac Donald. Ele conta a história da pioneira religiosa mediante as reencenações dos momentos seminais em sua vida e comentários históricos. Ele se concentra em dois projetos em que as Irmãs de Mary Ward estão trabalhando hoje, 400 anos depois que ela fundou o seu primeiro Instituto em 1609, no mesmo ano em que Inácio de Loyola foi beatificado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Assim como os jesuítas, a disponibilidade era um atributo que Mary Ward via como essencial para os seus membros e assim ela desejava que eles fossem livres de um voto de estabilidade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Enquanto a educação foi tradicionalmente central na obra de suas Irmãs, ela mesma queria que seus membros para responder às necessidades dos tempos. Seu ministério, escreveu ela, seria &#8220;o cuidado da fé e outras obras congruentes com os tempos&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O documentário incorpora imagens visualmente arrebatadoras nos lugares no sul do Sudão e do Canadá, em um formato corajoso que desafia os telespectadores sobre temas como a discriminação educacional e a marginalização dos doentes mentais e dos moradores de rua. As gravações no Convento Bar em York, cidade inglesa que foi muito central para a vida de Mary Ward, são justapostas com aspectos de sua história na obra do século XXI feita pelo seu Instituto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para encomendar o DVD dessa produção, acesse: _ HYPERLINK &#8220;http://www.marywarddocumentary.com&#8221; \t &#8220;_blank&#8221; _http://www.marywarddocumentary.com_ ou envie um e-mail para _ HYPERLINK &#8220;mailto:info@marywarddocumentary.com&#8221; _info@marywarddocumentary.com_.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8221;Não estou preparado para isso e acho que nenhum bispo austríaco está&#8221;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O líder da comunidade católica romana de Viena, Christoph Schönborn, descartou_mudanças radicais exigidas pelos sacerdotes dissidentes_ e disse que poderia haver um &#8220;conflito grave&#8221; se forem desafiadas as regras da Igreja sobre o celibato ou se for distribuída a comunhão aos divorciados que voltaram a se casar. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é do sítio Religión Digital, 17-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O cardeal de Viena, Christoph Schönborn, disse que não levaria a sua diocese a um cisma com os líderes do Vaticano permitindo que os sacerdotes violem as normas da Igreja, depois que um grupo de religiosos fez um manifesto de _Apelo à desobediência_ para pressionar por reformas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em entrevistas no fim de semana com a rádio e a televisão austríacas, Schönborn respaldou o celibato para os sacerdotes, o que limite a ordenação a homens e preserva o matrimônio como um compromisso vitalício.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Se nos separássemos da comunidade da Igreja Católica, isso levaria a nossa diocese a um cisma. Eu não estou preparado para isso e acho que nenhum bispo austríaco está&#8221;, afirmou Schönborn neste sábado.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na última hora da última sexta-feira, o cardeal voltou a advertir os sacerdotes dissidentes que enfrentarão consequências se se aferrarem à sua rebelião.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Trata-se de ações que contradizem claramente a doutrina católica sobre a fé. Então, isso pode levar a um conflito sério&#8221;, disse ele, acrescentando que não era muito tarde para chegar a um consenso sobre uma segunda rodada de conversações no final deste ano.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Todas as possibilidades estão abertas. Conto com o diálogo e a cooperação&#8221;, afirmou.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dissidentes liderados pelo Pe. Helmut Schueller emitiram o manifesto e afirmaram esperar que a campanha convença Schönborn para impulsionar as reformas com o Papa Bento XVI e o Vaticano.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os dissidentes, que têm um amplo respaldo do público nas enquetes, defendem irão que romper as regras da Igreja ao dar a comunhão a protestantes e católicos divorciados que voltaram a se casar ou permitir que os leigos preguem e dirijam paróquias sem padres.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os religiosos se opõem à atual tendência de agrupar várias paróquias devido à escassez de sacerdotes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O carro triunfou!</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Às vésperas do _Dia Mundial Sem Carro_”, uma constatação cada vez mais evidente: O carro triunfou! Artigo Cesar Sanson_, pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos &#8211; IHU.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O carro triunfou. Eles entopem os estacionamentos das universidades privadas e públicas, dos aeroportos, dos shoppings, dos supermercados. Estacionar já se tornou um drama. Ter uma vaga cativa – e gratuita – é um privilégio que se assemelha ao da casa própria. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nos grandes centros já é mais caro estacionar do que almoçar. A verdade é que ninguém quer andar de ônibus e menos ainda de bicicleta, com as ruas  atulhadas de carros se tornou um perigo pedalar, fora a quantidade enorme de gás carbônico que se ingere. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A sugestão da “carona solidária” não pegou. Ninguém quer andar de carona com o outro, todos querem dirigir sua propria máquina. Ninguém quer esperar ninguém. Aliás, o ato de “esperar” se tornou um problema. Em tempos de sociedade da “banda larga”, esperar é o mesmo que sofrer. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O estresse no trânsito é alto, os engarrafamentos enormes, a irritação é grande, mas ninguém quer abrir mão do carro. E ainda mais: quanto mais potente, belo e equipado o carro, melhor. A última novidade é o GPS a bordo. Todos querem. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Já não basta o carro como utilidade de ir e vir, ele tem também que passar a imagem de belo e potente. Pense num mesmo itinerário feito por dois modelos diferentes de carros, um popular e um da categoria Sport Utility Vehicle, os SUV, que são potentes e com design arrojado. Qual é a diferença? A princípio nenhuma, os dois levam ao local desejado e, com os congestionamentos, no mesmo tempo. Porém, o capitalismo vende a ideia de que dirigir um SUV é mais agradável, a paisagem se torna mais bonita, o ar mais puro. Logo dirigir um carro potente oferece a sensação de prazer e poder que um popular não oferece.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dirigir se tornou um ato de poder e prazer. Quem não tem carro deseja um, mesmo que seja popular, e quem tem um popular deseja um SUV. Ninguém quer regredir no consumo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nas eleições municipais do ano que vem, a problemática do trânsito insuportável nas grandes capitais voltará à baila e nenhum candidato terá a coragem de afirmar que a única forma de enfrentar o problema em áreas de congestionamentos é o pedágio urbano. A proposta é antipática. Viadutos, pontes, avenidas e eternas melhorias no transporte coletivo serão prometidas. O Brasil perde uma oportunidade com a proximidade da Copa do Mundo. O tema está desconectado da construção de estádios.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O fato é que as vésperas do “dia mundial sem carro”, o mesmo está mais do que nunca na moda. A civilização do automóvel já está entre nós brasileiros. As concessionárias e revendedoras comemoram vendas fantásticas e quebram recordes sucessivos. O governo dá o seu empurrão com as reduções de IPI que vão e voltam. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>As montadoras afirmam que o “brasileiro ama carro”.  E vai ver que ama mesmo, que o diga a “liturgia” de lavar o carro no final de semana, uma manifestação de amor ao veículo que ganha laços afetivos de membro da família.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Em Anapu, funcionários do Incra são ameaçados e hostilizados  </strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O Ministério Público Federal no Pará solicitou à Polícia Federal um contingente para acompanhar servidores do Incra que estão trabalhando em Anapu (PA). De acordo com o MPF, os servidores estão sendo ameaçados e hostilizados depois que começaram a fazer a revisão ocupacional em lotes de reforma agrária, solicitada pela própria instituição. O comentário é do jornalista Leonardo Sakamoto em seu blog, 20-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em fevereiro de 2005, a missionária _ HYPERLINK &#8220;http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=40640&#8243; \t &#8220;_blank&#8221; _Dorothy Stang_ foi assassinada com seis tiros – um deles na nuca – aos 73 anos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ela foi alvejada numa estrada vicinal de Anapu. Ligada à Comissão Pastoral da Terra, Dorothy fazia parte da Congregação de Notre Dame de Namur, da Igreja Católica. Naturalizada brasileira, atuava no país desde 1966 e defendia os Programas de Desenvolvimento Sustentável como modelo de reforma agrária na Amazônia. Dois dos fazendeiros acusados de serem o mandante chegaram a ser julgados e condenados. Ambos estão presos – um milagre em se tratando de Amazônia.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo nota divulgada pelo MPF, o trabalho é necessário para evitar que madeireiros e grileiros continuem a ameaçar agricultores como os do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, idealizado por Dorothy e constantemente invadido para retirada ilegal de madeira. Os conflitos no PDS reduziram depois que o Incra começou a revisão, mas há protestos ligados a madeireiros.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A mesma nota afirmar que o prefeito de Anapu, Francisco de Assis dos Santos Sousa, enviou um ofício ao presidente do Incra apontando a situação de insegurança: “a revolta que está sendo criada por esses servidores coloca em risco sua própria integridade física e nós, que somos autoridade deste município, não podemos nos responsabilizar por sua segurança”. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em outras palavras: “estão atrapalhando por aqui. Depois que alguém aparecer morto, não digam que não avisamos”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
O procurador da República Cláudio Terre do Amaral quer agentes da Polícia Federal deslocados para Anapu para garantir a integridades dos servidores públicos até que seja completado o processo de revisão ocupacional. No ano passado, foi instaurado um inquérito a pedido do MPF para investigar os responsáveis pelo assédio aos agricultores para retirada ilegal de madeira de terras da União. Também foi instalada uma guarita na estrada que leva ao PDS Esperança, o que tem contribuído para impedir a saída de madeira serrada ilegalmente.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Felício Pontes, também do MPF-PA, me explicou que o Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança pode ser insignificante em tamanho, mas importante em termos de Pará. Não só pelo simbolismo representado por ser as terra defendida pela missionária Dorothy Stang, mas por conta do modelo diferenciado que ele representa. Em julho de 2010, o Pará se tornou o maior produtor de cacau do Brasil e o PDS Esperança teria uma grande parcela de responsabilidade nisso.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>De acordo com ele, o programa é um oásis em meio a miséria local formada por grandes extensões de pasto e gado raquítico, mostrando que é possível garantir qualidade de vida à população e desenvolvimento econômico ao país, de forma sustentável e pacífica, com respeito aos recursos naturais. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na área de um dos mandantes do assassinato da irmã Dorothy (Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida), hoje, há cobertura florestal com árvores de sete metros de altura. As famílias que produzem o cacau, orgânico, estão formando uma cooperativa. Já quem está trabalhando com gado e madeira na região está na miséria. Vale ressaltar que Bida foi flagrado com trabalho escravo pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal, que libertou 13 trabalhadores rurais de seu pasto. Por conta disso, ele foi relacionado durante dois anos na “lista suja” do trabalho escravo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Depois da morte de Dorothy, o MPF ganhou decisões judiciais sobre a questão da terra na região. Para tentar desestabilizar o PDS, grupos descontentes colocaram “toreiros” no papel de assentados para extrair e vender madeira. Os conflitos resultantes entre esses madeireiros e os assentados reais ganhou espaço na mídia nacional e internacional.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Cacique Raoni busca na França apoio contra Belo Monte  </strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na tentativa de impedir as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o cacique caiapó Raoni foi à França para fazer campanha contra o projeto. Usando trajes típicos de sua etnia e com cocar, o líder indígena pretende ficar em Paris até outubro. A campanha de Raoni conta com o apoio de atores como Marion Cotillard e Vincent Cassel, além do diretor James Cameron, do filme Avatar.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de Renata Giraldi e publicada pela Agência Brasil, 20-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Durante sua estada em Paris, Raoni receberá o título de cidadão de honra. Ao chegar ontem à capital francesa, ele recebeu uma  relação com mais de 100 mil assinaturas em apoio ao fim das obras de Belo Monte. O abaixo-assinado foi lançado há cerca de um ano pelos responsáveis pelo site Raoni.com, baseado na França.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A construção da usina foi alvo de ressalvas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O organismo multilateral pediu a imediata suspensão do processo de licenciamento da usina. Em junho, o governo obteve licença para dar continuidade às obras.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente brasileira, considerando que a Usina de Itaipu é binacional (em sociedade com o Paraguai), e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório de 516 quilômetros quadrados.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O prefeito da Congregação do Clero fecha a porta ao celibato opcional e ao sacerdócio da mulher  </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O cardeal Mauro Piacenza_, prefeito da Congregação para o Clero, raramente intervém no debate público. Quando o faz, como nesta ocasião, o faz para fechar a porta para o celibato opcional (“mais de 40% dos matrimônios fracassam. Entre os sacerdotes a desistência é de apenas menos de 2%”) ou ao sacerdócio da mulher (“João Paulo II fechou definitivamente a questão”).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A entrevista é de Antonio Gaspari e está publicada no sítio Zenit, 20-09-2011. A tradução é do Cepat.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis a entrevista.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eminência, com surpreendente periodicidade, há várias décadas, voltam a aparecer no debate público algumas questões eclesiais, sempre as mesmas. A que se deve este fenômeno?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na história da Igreja sempre houve movimentos “centrífugos” que tendem a “normalizar” a excepcionalidade do Evento Cristo e de seu Corpo vivo na história, que é a Igreja. Uma “Igreja normalizada” perderia toda a sua força profética, não diria mais nada ao homem e ao mundo e, de fato, trairia o Seu Senhor.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A grande diferença da época contemporânea é doutrinal e midiática. Doutrinariamente, pretende-se justificar o pecado, não confiando na misericórdia, mas deixando-se levar por uma perigosa autonomia que tem o sabor do ateísmo prático; do ponto de vista midiático, nas últimas décadas, as fisiológicas “forças centrífugas” recebem a atenção e a inoportuna amplificação dos meios de comunicação que vivem, de certa maneira, de contrastes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Deve-se considerar a ordenação sacerdotal das mulheres uma “questão doutrinal”?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Certamente, como todos sabem, a questão já foi enfrentada por Paulo VI e pelo beato João Paulo II e este, com a Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis de 1994, fechou definitivamente a questão.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>De fato afirmou: “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. Alguns, justificando o injustificável, falaram de uma “definitividade relativa” da doutrina até esse momento, mas francamente esta tese é tão pouco comum que carece de qualquer fundamento.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Então, não há lugar para as mulheres na Igreja?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Pelo contrário, as mulheres têm um papel importantíssimo no Corpo eclesial e poderiam ter outro mais evidente ainda. A Igreja foi fundada por Cristo e não podemos determinar, nós seres humanos, seu perfil, portanto a constituição hierárquica está ligada ao Sacerdócio ministerial que está reservado aos homens. Mas, absolutamente nada impede a valorização do gênio feminino em papéis que não estão ligados estreitamente ao exercício da ordem sagrada. Quem impediria, por exemplo, que uma grande economista fosse chefe da Administração da Sé Apostólica? Ou que uma jornalista competente se convertesse na porta-voz da Sala da Imprensa do Vaticano?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Pode-se multiplicar os exemplos em todos os campos não vinculados à ordem sagrada. Há uma infinidade de tarefas nas quais o gênio feminino poderia dar uma grande contribuição! Outra coisa é conceber o serviço como um poder e querer introduzir, como faz o mundo, as “cotas” de tal poder. Considero, além disso, que o menosprezo do grande mistério da maternidade, que se está realizando nesta cultura dominante, tenha um papel muito importante na desorientação geral que existe em relação à mulher. A ideologia do lucro reduziu e instrumentalizou as mulheres, não reconhecendo a maior contribuição que estas, indiscutivelmente, podem dar à sociedade e ao mundo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja, além disso, não é um governo político no qual é justo reivindicar uma representação adequada. A Igreja é outra coisa, a Igreja é o Corpo de Cristo e, nela, cada um é membro segundo o que Cristo estabeleceu. Por outro lado, a Igreja não é uma questão de papéis masculinos ou femininos, mas de papéis que implicam, por vontade divina, a ordenação ou não. Tudo o que um fiel leigo pode fazer, também o pode fazer uma fiel leiga. O importante é ter a preparação específica e a idoneidade; o fato de ser homem ou mulher é secundário.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas pode haver uma participação real na vida da Igreja sem atribuições de poder efetivo e de responsabilidade?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quem disse que a participação na Igreja é uma questão de poder? Se fosse assim se cometeria o grande erro de conceber a própria Igreja não como é, divino-humana, mas simplesmente como uma das muitas associações humanas, talvez a maior e mais nobre, por sua história; e deveria ser “administrada” repartindo-se o poder.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nada mais distante da realidade! A hierarquia da Igreja, além de ser de direta instituição divina, deve ser entendida sempre como um serviço à comunhão. Só um erro, derivado historicamente da experiência das ditaduras, poderia conceber a hierarquia eclesiástica como o exercício de um “poder absoluto”. Que se pergunte a quem é chamado a colaborar com a responsabilidade pessoal do Papa com a Igreja Universal! São tais e tantas as mediações, consultas, expressões de colegialidade real que praticamente nenhum ato de governo é fruto de uma vontade única, mas sempre o resultado de um longo caminho, em escuta do Espírito Santo e da preciosa contribuição de muitos. Acima de tudo dos bispos e das Conferências Episcopais do mundo. A Colegialidade não é um conceito sócio-político, mas deriva da comum eucaristia, do affectus que nasce do alimentar-se do único Pão e do viver da única fé; do estar unidos a Cristo Caminho, Verdade e Vida; e Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre!</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O poder que Roma ostenta não é muito grande?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dizer “Roma” significa simplesmente dizer “catolicidade” e “colegialidade”. Roma é a cidade que a providência escolheu como lugar do Martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo e o que a comunhão com esta Igreja significou sempre na história: comunhão com a Igreja universal, unidade, missão e certeza doutrinal. Roma está a serviço de todas as Igrejas, ama todas as Igrejas e, não poucas vezes, protege as Igrejas que estão em dificuldades pelos poderes do mundo e por governos que nem sempre são plenamente respeitosos com o imprescindível direito humano e natural que é a liberdade religiosa.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja deve ser considerada a partir da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, incluída obviamente a Nota Prévia ao Documento. Ali está descrita a Igreja das origens, a Igreja dos Padres, a Igreja de todos os séculos, que é a nossa Igreja de hoje, sem descontinuidade; que é a Igreja de Cristo. Roma é chamada a presidir na Caridade e na Verdade, únicas fontes reais da autêntica Paz cristã. A unidade da Igreja não é o compromisso com o mundo e sua mentalidade, mas o resultado, dado por Cristo, da nossa fidelidade à verdade e da caridade que seremos capazes de viver.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Me parece sugestivo, a este respeito, o fato de que hoje só a Igreja, como ninguém mais, defende o homem e sua razão, sua capacidade de conhecer a realidade e entrar em relação com isto, em resumo, o homem em sua integralidade. Roma está ao pleno serviço da Igreja de Deus que está no mundo e que é “uma janela aberta” ao mundo. Janela que dá voz a todos aqueles que não a tem, que chama a todos a uma contínua conversão e por isto contribui – muitas vezes no silêncio e com sofrimento, pagando por sua parte, às vezes em impopularidade – para a construção de um mundo melhor, para a civilização do amor.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Esse papel de Roma não cria problemas para a unidade e o ecumenismo?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nem sequer o que se pressupõe. O ecumenismo é uma prioridade na vida da Igreja e uma exigência absoluta que provém da oração do Senhor: “Ut unum sint”, que se converte para todo cristão em um “mandamento da unidade”. Na oração sincera e no espírito de contínua conversão interior, na fidelidade à própria identidade e na comum tensão da perfeita caridade dada por Deus, é necessário comprometer-se com convicção para que não haja contratempos no caminho do movimento ecumênico.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O mundo precisa da nossa unidade e, portanto, é urgente continuar comprometendo-se com o diálogo da fé com todos os irmãos cristãos, para que Cristo seja o fermento da nossa sociedade. Também é urgente se comprometer com os não-cristãos, ou seja, no diálogo intercultural para contribuir unidos na edificação de um mundo melhor, colaborando com as obras do bem e para que uma sociedade mais humana se torne possível. Roma, também nessa tarefa, tem um papel de motivação única. Não temos tempo para divisões; o tempo e as energias devem ser empregados para nos unir.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nessa Igreja, quem são e que papel têm hoje os sacerdotes?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não são nem assistentes sociais, nem funcionários de Deus! A crise de identidade é majoritariamente aguda nos contextos mais secularizados, ali onde parece que não há lugar para Deus. Os sacerdotes, entretanto, são os de sempre, são os de sempre, são o que Cristo quis que fossem! A identidade sacerdotal é cristocêntrica e, portanto, eucarística. Cristocêntrica porque, como recordou tantas vezes o Santo Padre, no sacerdócio ministerial “Cristo nos atrai para dentro de Si”, implicando-se conosco e implicando-nos na sua própria Existência. Esta atração “real” acontece sacramentalmente, portanto, de maneira objetiva e insuperável, na Eucaristia da qual os sacerdotes são ministros, ou seja, servos e instrumentos eficazes.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A lei sobre o celibato é tão insuperável? Não se pode mesmo mudá-la?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não se trata de uma simples lei! A lei é consequência de uma grande realidade que se toma só na relação vital com Cristo. Jesus disse: “quem puder entender, entenda”. O sagrado celibato não se supera nunca, é sempre novo, no sentido de que através dele, a vida do sacerdote se “renova”, porque se dá sempre em uma fidelidade que tem em Deus, sua própria raiz e no florescer da liberdade humana, o próprio fruto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O verdadeiro drama está na incapacidade contemporânea de realizar as escolhas definitivas, na dramática redução da liberdade humana que se transformou em algo tão frágil que não persegue o bem nem quando se reconhece ou se intui como possibilidade para a própria existência. O celibato não é o problema, nem podem constituir, as infidelidades e debilidades de sacerdotes, um critério de juízo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Além disso, as estatísticas nos dizem que mais de 40% dos matrimônios fracassam. Entre os sacerdotes a desistência é de menos de 2%, portanto, a solução não está na opcionalidade do sagrado celibato. Não será, quem sabe, que se deva deixar de interpretar a liberdade como “ausência de vínculos” e de definitividade, e iniciar a redescoberta de que na definitividade a doação ao outro e a Deus consiste na verdadeira realização e felicidade humana?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>E as vocações? Não aumentariam caso se abolisse o celibato?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não! As confissões cristãs, onde não existindo o sacerdócio ordenado não existe a doutrina e a disciplina do celibato, encontram-se em um estado de profunda crise em relação às “vocações” de guia da comunidade. Da mesma maneira que há crise do sacramento do matrimônio uno e indissolúvel.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A crise da qual se está saindo lentamente, na realidade, está ligada fundamentalmente à crise da fé no Ocidente. É preciso se comprometer com o crescimento da fé. Esse é o ponto. Nos mesmos ambientes está em crise a santificação da festa, está em crise a confissão, está em crise o matrimônio, etc. A secularização e a consequente perda do sentido do sagrado, da fé e de sua prática, determinaram e determinam também uma importante redução do número de candidatos ao sacerdócio.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A estas razões teológicas e eclesiais, se acrescentam algumas de caráter sociológico: a primeira de todas foi a notável diminuição da natalidade, com a conseguente diminuição de jovens vocacionados. Também este é um fator que não se pode ignorar. Tudo está relacionado. Talvez se coloca premissas e depois não se quer aceitar as consequências, mas estas são inevitáveis.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O primeiro e irrenunciável remédio para a diminuição das vocações foi sugerido pelo próprio Jesus: “Rezem ao dono da messe para que mande mais operários à sua messe” (Mt 9, 38). Este é o realismo da pastoral vocacional. A oração pelas vocações, uma intensa, universal, ampla rede de oração e Adoração Eucarística que implique todo o mundo, é a verdadeira e única resposta possível à crise da falta de vocações. Ali onde o comportamento orante é vivido de forma permanente, pode-se afirmar que se leva a cabo uma real recuperação.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>É fundamental, além disso, atender à identidade e à especificidade na vida eclesial, de sacerdotes, religiosos – estes na peculiaridade dos carismas fundacionais dos próprios Institutos de pertença – e fiéis laicos, para que cada um possa, verdadeiramente e em liberdade, compreender e acolher a vocação que Deus pensou para ele. Mas, cada um deve ser autêntico e deve diariamente se comprometer para se converter no que é.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eminência, nesse momento histórico, se fosse dizer uma palavra para resumir a situação geral, o que diria?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Nosso programa não pode ser influenciado por querer estar acima de qualquer custo, por querermos ser aplaudidos pela opinião pública. Nós devemos servir apenas por amor e com amor o nosso Deus no nosso próximo, quem quer que seja, consciente de que o Salvador é só Jesus. Nós devemos deixar que ele passe, que fale, que aja através das nossas pobres pessoas e do nosso compromisso cotidiano. Nós devemos colocar o “nosso, mas também o “dele”. Nós, diante das situações aparentemente mais dramáticas, não devemos nos assustar. O Senhor, na barca de Pedro, parece que dormia, parece. Devemos agir com energia, como se tudo dependesse de nós, mas com a paz de quem sabe que tudo depende do Senhor.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Portanto, devemos recordar que o nome do amor, no tempo é “fidelidade”! O crente sabe que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e não é “um” caminho, “uma” verdade, “uma” vida. Portanto, a coragem da verdade às custas de receber insultos e desprezos é a chave da missão em nossa sociedade; é esta coragem que se une com o amor, com a caridade pastoral que deve ser recuperada e que torna fascinante hoje mais do que nunca a vocação cristã. Queria citar o programa que sinteticamente formulou em Stuttgart o Conselho da Igreja Evangélica em 1945: “Anunciar com mais coragem, rezar com mais confiança, crer com mais alegria, amar com mais paixão”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Verdade ou meia-verdade?  </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em regime de urgência urgentíssima, o projeto que institui a _ Comissão da Verdade_ no Brasil deve ser aprovado ainda nesta semana pela Câmara dos Deputados. Sem passar por Comissões Parlamentares, o comitê para discutir os crimes cometidos durante o período da ditadura militar responde à determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil em 2009 por não ter esclarecido violações ocorridas nesse período, como a guerrilha do Araguaia.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de Clara Roman e publicada pelo portal da Carta Capital, 20-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas, se aprovada da maneira como foi formulada, essa Comissão corre o risco de se tornar um teatro “para inglês ver”.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Enquanto a decisão se aproxima, a deputada federal _ _Luiza Erundina_ (PSB-SP) trava uma luta para reverter o quadro, mas assume que se sente solitária na Câmara. Segundo a deputada, que encabeça o processo junto aos familiares, a Comissão não terá condições materiais para efetivamente revisar os episódios e violações da ditadura militar. A deputada participou do evento “Quanta verdade o Brasil suporta?” para discutir a efetividade e implantação dessa Comissão. Organizado pelo departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e patrocinado pela editora Boitempo, o evento discute a validade da Comissão da Verdade nos dias 19 e 20 de setembro.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Serão sete membros a avaliar a documentação com data estendida de 1946 a 1988, ao invés de cobrir somente o período da ditadura militar, de 1964 a 1985. Não haverá autonomia orçamentária e nem transparência. As verbas para a realização das viagens e demandas exigidas por um trabalho dessa complexidade dependerão da Casa Civil. Os trabalhos das Comissão não serão expostos ao público. “Para a gente resolver as questões, a Comissão tem que ser escancarada”, afirma a deputada. O resultado final serão apenas recomendações, sem que a Justiça seja envolvida no processo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Erundina comenta que, junto com Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi escolhida para presidir uma Comissão Especial para analisar o projeto. No entanto, os trabalhos ficaram quase dois anos parados, sem que mudanças fossem discutidas. E agora, prestes a completar o prazo estebelecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para cumprir a sentença, a Câmara colocou o projeto em regime de urgência, pulando etapas de discussão. Nem mesmo a Comissão de Contituição, Justiça e Cidadania avaliou a proposta.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo o filósofo Vladimir Safatle_, outro participante do evento, as consequências da implantação dessa Comissão no modelo previsto serão trágicas para a memória brasileira. Isso porque, liquidados os trabalhos, estarão enterradas as possibilidades para o País rever sua história. O assunto se dará por encerrado, impossibilitando resgates futuros.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para Safatle, características próprias da ditadura militar brasileira – responsáveis pelo apelido “ditabranda” – conferem ao regime um aspecto ainda mais cruel. Ao contrário de vizinhos latino-americanos como Chile e Argentina cujos governos militares quebraram completamente com as instituições legais, a ditadura brasileira rompeu com a legalidade para depois travestir-se de um aspecto lícito. Além disso, não havia apenas um centro decisório – as arbitrariedades eram dispersas em vários órgãos. Processo que o filósofo denominou de contradição organizada, presente nos piores governos totalitários, como no nazismo na Alemanha.  “Você nunca sabe quando a lei vai cair em você”, diz ele. “O Brasil levou isso ao seu extremo.”</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Enquanto no Chile, Argentina e Uruguai foi necessária uma nova quebra para regressar à legalidade, no Brasil, a democracia voltou capenga, aos poucos, mantendo tradições do regime militar. “Os atores não desapareceram por completo”, diz Safatle. E continuam por aí, ocupando cargos decisórios, dirigindo empresas. É por isso, diz ele, que não conseguimos aprovar uma verdadeira Comissão da Verdade. Resquícios da ditadura ainda estão presentes. Um exemplo disso é a Polícia Militar, uma das mais violentas do mundo e responsável por torturar no período democrático mais pessoas que durante todo o governo militar.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para a deputada Erundina, os trabalhos estão travados pelo que chamou de dogma da governabilidade. Segundo ela, o governo possui uma base de sustentação heterodoxa, submetida a jogos de poder e negociação de cargos. “Qualquer problema nessa relação é visto como grave e deve ser evitado”, pontua Erundina. Em entrevista a CartaCapital, Erundina apontou áreas do setor militar e da própria base aliada do governo como responsáveis por grande parte da pressão que recai sobre Dilma Roussef para a aprovação de uma comissão infrutífera.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Essas pressões fizeram com que a “comissão da meia-verdade” fosse colocada em pauta de votação às pressas. Erundina já afirmou que fará voto declaratório em favor da Comissão. Mesmo com todos os defeitos, diz ela, ainda é melhor que seja aprovada como está. Ainda que ineficaz, a criação do comitê manterá a discussão em debate durante seus dois anos de duração.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>5ª Semana Social Brasileira: do Estado que temos ao Estado que queremos</strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A preparação para a 5ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está em pleno andamento. O articulador nacional da 5ª Semana, padre Nelito Dornelas, fez uma rápida exposição dos grandes desafios que se apresentam neste momento ao plenário da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral, o Consep, reunido desde hoje, 20, e segue até a próxima quinta-feira, 22, na sede da Conferência, em Brasília.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A informação é do Boletim da CNBB, 20-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo o articulador, a Igreja no Brasil tem uma sólida tradição na realização desse tipo de movimento, especialmente em níveis regionais e locais. “Já em 1936, o cardeal Sebastião Leme, do Rio de Janeiro, realizava uma Semana Social. Portanto, as quatro primeiras Semanas simbolizam também um número significativo de pequenas iniciativas do mesmo tipo, isso sem esquecer que cada Semana Nacional se desdobra em eventos locais. Depois da 4ª. Semana, por exemplo, cerca de 280 encontros foram feitos para o repasse do conteúdo da Semana Nacional”, disse o padre Nelito.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O padre também acenou para o tema central da 5ª Semana e recomendou a atenção ao documento 91 da CNBB (Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática) que dá os elementos centrais da reflexão que é proposta a ser feita até o final de junho de 2013.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O papel do estado e sua urgente reforma serão os grandes desafios norteadores do estudo, do debate e da oração tanto no período preparatório quanto da realização do evento”, disse o articulador.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A data e local serão definidos no correr do processo preparatório com ampla divulgação por parte da Comissão.  </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Papado de Bento XVI: uma análise da atual configuração da Cúria Romana</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em apenas seis anosBento XVI_ moldou a Igreja através das suas nomeações de clérigos-chave para os altos cargos de Roma. A inclinação eslava do seu antecessor polonês, entretanto, foi embora, como esta análise revela. Bento XVI não a substituiu por uma tendência alemã – mas sim pela costumeira tendência italiana. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A análise é de Robert Mickens, publicada na revista católica britânica The Tablet, 17-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A Igreja Católica, pelo menos em nível universal, está sendo liderada de forma esmagadora por europeus ocidentais (e norte-americanos) que são &#8220;romanos&#8221; em seus pontos de vista e formação teológicos e eclesiológicos, em vez de pessoas do mundo em desenvolvimento onde a Igreja está crescendo. Essa é a característica mais clara da Cúria Romana que surge a partir de uma análise detalhada da revista The Tablet das nomeações que o Papa Bento XVI fez nos seis anos no cargo.<a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/09704880-ex00.jpg"><img class="alignright" title="09704880-EX00" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/09704880-ex00.jpg?w=273&#038;h=170" alt="" width="273" height="170" /></a></strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O papa bávaro deu mais de 76% das posições do mais alto escalão do Vaticano para pessoas a partir do &#8220;Velho Continente&#8221; e outros 10,2% para os homens da América do Norte. Mesmo que a América Latina seja o lar de cerca da metade de todos os católicos do mundo, o papa ofereceu apenas 5,1% dos cargos do topo da Cúria (cinco postos) para pessoas dessa parte do mundo. Essa é a mesma cota para os africanos. Enquanto isso, ele convidou apenas três asiáticos para trabalhar em Roma.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mais significativamente, cerca de 90% dos nomeados por Bento XVI realizaram estudos teológicos em Roma e apenas um deles nunca estudou na Europa ou na América do Norte.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A análise da The Tablet examinou as nomeações daqueles que lideram cerca de 50 escritórios de alto nível da Cúria Romana – o aparato administrativo da Santa Sé e o órgão de toda a Igreja – ou daqueles intimamente ligados a ela. Estes incluem a Secretaria de Estado, as congregações (os departamentos mais poderosos com jurisdição para questões como a doutrina, o culto e as nomeações de bispos), os conselhos pontifícios (em sua grande maioria, agências de médio porte com preocupações pastorais) e escritórios do Sínodo, assim como tribunais, escritórios econômicos e administrativos da Cidade do Vaticano, a Biblioteca do Vaticano, diversas comissões pontifícias, as quatro principais basílicas papais, duas ordens equestres &#8220;lideradas&#8221; tradicionalmente por cardeais, e as três principais academias pontifícias (grupos de trabalho sobre ciência, ciências sociais e vida).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O estudo se concentrou apenas nos escritórios &#8220;superiores&#8221; – isto é, os três ou quatro principais níveis administrativos que vão desde o presidente ou prefeito até os subsecretários. Dos possíveis 127 cargos de chefia, o atual papa preencheu aproximadamente 99 durante o seu tempo no ofício, ou 80% do total desde que ele se tornou bispo de Roma em abril de 2005. Mais notavelmente, sua equipe escolhida a dedo compreende os altos oficiais da Secretaria de Estado, um escritório liderado pelo cardeal italiano Tarcisio Bertone, SDB, seu assessor de maior confiança.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O papa de 84 anos também nomeou novos prefeitos para oito congregações de um total de nove, e novos presidentes para 11 conselhos pontifícios de um total de 12. As únicas exceções são a Congregação para a Educação Católica, em que o cardeal Zenon Grocholewski está no comando desde 1999, e o Pontifício Conselho para os Leigos, liderados pelo cardeal Stanislaw Rylko, de 66 anos, desde 2003. Esses dois cardeais poloneses e o secretário-geral croata do Sínodo dos Bispos (desde 2004), o arcebispo Nikola Eterovic, são os únicos &#8220;chefes de escritório&#8221; significativos remanescentes do pontificado de João Paulo II.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quarenta e sete italianos foram nomeados para cargos administrativos por Bento XVI. Com poucas exceções, há italianos &#8220;superiores&#8221; em quase todos os escritórios que fazem parte do estudo. Eles figuram de forma especial em diversos departamentos administrativos do Estado da Cidade do Vaticano. Muitos desses escritórios do estudo são, provavelmente, desconhecidos e não muito significativos para muitos católicos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mais essenciais, especialmente para os bispos e outras autoridades diocesanas, são as políticas e as decisões que vêm da Secretaria de Estado, das nove congregações, dos 12 conselhos pontifícios e dos três tribunais. Nessa constelação menor de gabinetes, metade dos 22 homens que o Papa Bento indicou para as altas posições vem da Itália, quatro são de outras partes da Europa, três da América do Norte e dois da África e da Ásia. O papa também nomeou cerca de 22 pessoas para os cargos de número dois desses dicastérios; 15 deles são europeus (cinco da Itália), dois da América do Norte, dois da África e dois da Ásia, e um da América Latina.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Internacionalização</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Se João Paulo II foi acusado de criar uma &#8220;máfia&#8221; polonesa ou eslava durante seu longo reinado, a mesma tendência nativa não pode ser afirmada sobre Bento XVI. O papa alemão não nomeou uma única pessoa do seu país natal a um alto cargo da Cúria. E ele nomeou apenas uma pessoa de fala alemã para um cargo desse nível – o cardeal suíço Kurt Koch_, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Mas os esforços limitados para ampliar a composição da Cúria Romana, cuja &#8220;internacionalização&#8221; foi um desejo expresso dos Padres do Concílio Vaticano II, são apenas uma parte da imagem. Tão importante quanto ter uma representação geográfica das Igrejas locais em Roma, também é a necessidade de experiência e competência administrativas, culturais, pastorais e teológicas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O fato de o Papa Bento ter escolhido a maioria dos seus oficiais dentre aqueles que têm um linhagem romana assegura uma lealdade a um antigo sistema teológica e de governo. Mas isso também tende a reforçar a insularidade e a bloquear outras correntes legítimas de pensamento eclesiológico. Obviamente, as pessoas como o professor Hans Küng_ são a prova de que alguém pode ter uma &#8220;formação romana&#8221; e ainda assim ser crítico do sistema romano. No entanto, é extremamente difícil encontrar muitas autoridades da Cúria que sejam abertamente &#8220;romanos antirromanos&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A lealdade pessoal também é importante. Como a maioria dos líderes, o Papa Bento teve o cuidado de selecionar pessoas que ele acredita que pode confiar, como a nomeação – contra a opinião de muitos que temiam que ele não tivesse a experiência necessária em assuntos diplomáticos – do cardeal Bertone como secretário de Estado. Ele é apenas uma das várias figuras-chave da Cúria que têm a distinção de ter trabalhado diretamente para o ex-cardeal Joseph Ratzinger quando ele era prefeito (1981-2005) da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Outras dessas figuras incluem o atual prefeito da CDF (o cardeal William Levada dos Estados Unidos), o chefe da Congregação para as Causas dos Santos (o cardeal italiano Angelo Amato, SDB), o secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (o arcebispo dos EUA Augustine Di Noia, OP), o presidente e subsecretário do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde (o arcebispo polonês Zygmunt Zimowski e o padre italiano Augusto Chendi) e o secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (o arcebispo colombiano José Octavio Ruiz Arenas).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O Papa Bento escolheu outras altas autoridades do Vaticano entre os membros ou consultores da CDF ou entre aqueles que estavam em uma das várias comissões que ele já havia dirigido. Entre estes estão o prefeito da Congregação para o Culto Divino (o cardeal espanhol Antonio Cañizares), o secretário da Congregação para a Educação Católica (o arcebispo francês Jean-Louis Bruguès, OP) e presidente do escritório para a Nova Evangelização (o arcebispo italiano Rino Fisichella_). O cardeal canadense _ Marc Ouellet, PSS_, prefeito da Congregação para os Bispos, foi um colega da revista teológica internacional Communio, que o ex-cardeal Ratzinger cofundou.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A atuação dos bispos</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Uma tendência notável é a seleção do Papa Bento XVI de homens com experiência na Igreja para além de Roma – como bispos diocesanos – para dirigir vários escritórios, incluindo a Secretaria de Estado. Os prefeitos de quatro das nove congregações são ex-ordinários diocesanos – os cardeais Ouellet, Levada e Cañizares, juntamente com o arcebispo brasileiro João Braz de Aviz_, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os presidentes de cinco dos 12 conselhos pontifícios também já dirigiram dioceses – juntamente com o cardeal Koch e o arcebispo Zimowski, estão o cardeal italiano Ennio Antonelli, presidente da Congregação para a Família, o cardeal ganês _ Peter Turkson_, prefeito da Congregação para a Justiça e Paz, e o cardeal da Guiné Robert Sarah, prefeito do Cor Unum, que promove o desenvolvimento humano e cristão. O prefeito da Signatura Apostólica, o cardeal dos EUA Raymond Burke, deve ser incluído nessa lista, assim como o bispo indiano Joseph Kalathiparambil, secretário do Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o arcebispo Bruguès e o arcebispo Ruiz Arenas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Educação católica e Concílio</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Um dos principais objetivos que o Papa Bento apresentou em seu pontificado é a revitalização da educação católica. Mas ele ainda precisa moldar totalmente a direção da congregação que lida com essa preocupação vital. Sua única alta nomeação nessa congregação foi a do arcebispo Bruguès, de 67 anos. O prefeito e cardeal polonês Grocholewski tem apenas 71 e está em Roma desde a década de 1960. Até agora, o papa tem resistido a toda a tentação de movê-lo ou de mover o seu compatriota, o cardeal Rylko, embora o papa tenha um assessor de confiança no Conselho para os Leigos – o seu ex-secretário privado, o alemão Josef Clemens, de 64 anos, que foi feito bispo-secretário desse dicastério em 2003.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Desde que se tornou papa, Bento XVI criou dois novos departamentos de alto nível – o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização mencionada acima e uma &#8220;autoridade financeira&#8221; exigida pela União Europeia para garantir que todos os escritórios do Vaticano cumpram com os padrões financeiros internacionais, especialmente os que dizem respeito às regulações contra a lavagem de dinheiro.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Outro objetivo que o papa alemão tem buscado durante seus seis anos de mandato é oferecer uma interpretação definitiva do Concílio Vaticano II. Um dos principais temas que surgiram a partir do Concílio, que muitos teólogos acreditam que não foi suficientemente desenvolvido e implementado, é a colegialidade episcopal. Sob essa luz, será muito revelador ver o que o papa vai decidir fazer com o Sínodo dos Bispos e quem ele nomeará como seu secretário-geral. Esta poderá estar entre as nomeações iminentes que vão continuar a mostrar para onde Bento XVI pretende conduzir a Igreja.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>A Igreja da Áustria a um passo do cisma  </strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O risco existe e foi denunciado pelo cardeal de Viena, _ Schönborn_, em rota de colisão com o clero dissidente que quer o casamento dos padres e a comunhão aos divorciados.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 19-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Áustria infelix. Ainda há confrontos entre o cardeal Christoph Schönborn e os dissidentes. No último final de semana, o arcebispo de Viena denunciou publicamente o risco de cisma na Igreja austríaca. O líder do episcopado reiterou ao movimento de oposição interna do clero que violar a regra do celibato eclesiástico e admitir os divorciados em segunda união à comunhão coloca os sacerdotes dissidentes fora da Igreja.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Os promotores do manifesto reformador Apelo à desobediência_, advertiu o cardeal, não conseguirão fazer com que a arquidiocese de Viena entre em rota de colisão com a Santa Sé. &#8220;Todas as possibilidades estão abertas, e eu conto com o diálogo e a cooperação&#8221;, afirmou o arcebispo, que, porém, exclui a ruptura com Roma. Os dissidentes, liderados pelo pároco Helmut Schüller, invocam uma série de reformas radicais ao Vaticano, em estreita colaboração com o movimento ultraprogressista Nós Somos Igreja, de Hans-Peter Hurka.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O Nós Somos Igreja é o verdadeiro motor propulsor da dissidência na Áustria. É um movimento importante em número e influência no país. O movimento nasceu das cinzas do caso de Hans Hermann Groër, o antecessor de Schönborn em Viena. Foi depois das acusações de pedofilia contra Groër que, em Innsbruck e em Viena, alguns católicos quiseram reagir e lançar o célebre Apelo do Povo de Deus, uma agenda para a hierarquia da Igreja composta de pontos específicos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Desde 1995 até hoje, o Apelo foi assinado por mais de dois milhões e meio de pessoas. Inicialmente, também houve o apoio de muitos bispos austríacos. Depois, os prelados foram chamados à ordem pelo Vaticano e retiraram sua adesão. A partir desse dia, com as hierarquias, pelo menos oficialmente, não houve nenhum contato. E é provável que ainda hoje Roma tema que, de algum modo, tudo aquilo que lembra esse apelo se manifeste e se evidencie hoje em todas as suas formas. É um sinal claro de que o cardeal e aluno predileto do papa dá para a Áustria e também para Roma.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O conflito nas dioceses austríacas é uma constante dos últimos anos, entre abusos litúrgicos (como o &#8220;Corpus Domini&#8221; espetado e içado em procissão, na foto), irregularidades disciplinares, violações do celibato eclesiástico. Em junho de 2009, Bento XVI chamou a Igreja austríaca novamente à ordem, indicando &#8220;a urgência do aprofundamento da fé e da fidelidade integral ao Concílio Vaticano II e ao magistério pós-conciliar da Igreja&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Dois anos atrás, o papa se confrontou com os bispos austríacos, que, nos últimos meses, haviam protestado no Vaticano contra a revogação da excomunhão aos lefebvrianos e contra a nomeação em Linz do intransigente Gerhard Wagner_, que havia definido a saga de Harry Potter de &#8220;satânica&#8221;, o furacão Katrina de &#8220;castigo divino&#8221; e os gays de &#8220;doentes psiquiátricos&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O catolicismo austríaco está passando por uma grave crise: queda das vocações e de fiéis, forte polarização entre conservadores e progressistas, crescente sentimento antirromano. Mais de uma vez, os ministros vaticanos contestaram a Igreja austríaca por causa de uma série de escândalos nas dioceses, dos padres concubinos aos fracassados procedimentos de bispos progressistas contra a rebelião dos sacerdotes que tinham reivindicado a convivência com uma companheira.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na primavera de 2009, a nomeação de Wagner quase causou uma revolta contra Roma. O papa foi obrigado a dar &#8220;meia-volta&#8221; ao aceitar a sua renúncia ao cargo, enquanto no Vaticano se multiplicavam as denúncias de casos de concubinato referentes a alguns sacerdotes que se opunham à nomeação. O que aumenta o escândalo é a investigação de 40 mil imagens e filmes de pornografia infantil encontrados no seminário de Sankt Pölten, incluindo paródias nazistas, celebrações de casamentos gays falsos entre seminaristas, atos sexuais de sacerdotes com menores.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Quem havia trazido novamente à ordem do dia, há dois anos, a questão da abolição do celibato eclesiástico havia sido justamente o líder da Igreja austríaca e da associação dos ex-alunos de Ratzinger. De acordo com o arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, o celibato dos padres, &#8220;peculiaridade da Igreja Católica&#8221;, explica em parte os casos de pedofilia cometidos por sacerdotes. Em maio de 2010, o cardeal colocou em questão &#8220;tanto a educação dos padres, quanto as consequências da revolução sexual de 1968, e o celibato no desenvolvimento pessoal&#8221;, convidando a &#8220;uma mudança de visão&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há algum tempo, Schönborn apresentou à Cúria um apelo de proeminentes católicos austríacos pela abolição da obrigação do celibato, pelo retorno à atividade dos padres casados, pela abertura ao diaconato também para as mulheres e pela ordenação dos chamados viri probati. O &#8220;memorando&#8221;, acompanhado de uma nota de Schönborn, foi entregue ao ministério vaticano do Clero, com o pedido de &#8220;lê-lo atentamente&#8221; para que &#8220;alguém em Roma saiba o que uma parte dos nossos leigos pensa sobre os problemas da Igreja&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para os promotores da ação, o cardeal Schönborn havia prometido explicar no Vaticano as suas motivações, &#8220;mesmo não as compartilhando todas&#8221;, junto com os relatórios sobre as consequências que a carência de padres está provocando em 46 paróquias diferentes, sobretudo nas áreas rurais.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>E, no ano passado, o cardeal Schönborn abriu a assembleia diocesana de Viena exigindo um mea culpa geral: &#8220;A Igreja só pode sair dessa crise devastadora purificando-se com um arrependimento verdadeiro, senão tudo será inútil&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>&#8221;Ecumenismo dos mártires&#8221;: uma saída para a unidade cristã  </strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O ecumenismo_, ou seja, o impulso pela unidade cristã, está hoje em uma encruzilhada. De um lado, ele está entre as grandes histórias de sucesso religioso do século passado, varrendo velhos preconceitos e construindo novas amizades em um piscar de olhos histórico. Basta perguntar para a minha avó de 97 anos da zona rural de Hill City, Kansas, onde, há apenas algumas décadas, seus vizinhos protestantes tentaram impedir a venda de uma porção de terras para construir uma paróquia católica, e onde hoje as Igrejas fazem praticamente tudo juntas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A análise é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter, 16-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>No entanto, os ecumênicos (ou, entre aspas, os &#8220;ecumaníacos&#8221;) estão certos quando dizem que o objetivo da unidade plena e estrutural do movimento parece mais longe do que nunca. Os ressentimentos em torno do primado romano ainda impedem a distensão com os ortodoxos; as maciças diferenças eclesiológicas ainda separam os católicos de grande parte dos evangélicos e pentecostais; e as disputas em torno da moral sexual e do clero feminino acrescentaram novas complicações às relações já estremecidas entre católicos e os protestantes da linha principal.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Frente a esse &#8220;inverno ecumênico&#8221;, o que é possível fazer?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para a década desde 2001 até julho do ano passado, quando o lendário cardeal Walter Kasper foi a principal autoridade doutrinal do Vaticano, ele tinha uma resposta pronta: &#8220;Ecumenismo espiritual&#8221;, ou seja, a silenciosa construção de vínculos de amizade entre cristãos de diferentes convicções, enraizados na oração e em um espírito de unidade, que, ao longo do tempo, pode remodelar o contexto em que os problemas teológicos e eclesiológicos são explorados.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Isso é um objetivo nobre, mas também uma tarefa de longo prazo sem o tipo de resultados imediatos que fazem com que o sangue das pessoas se ponha em movimento.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Esta semana, um novo modelo com uma promessa mais efetiva de resultados tangíveis no aqui-e-agora foi posto sobre a mesa pelo sucessor de Kasper: o &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221;, isto é, a preocupação e o ativismo comuns em prol dos cristãos perseguidos em todo o mundo. Ele reflete as realidades do século XXI, em que dois terços da população cristã do mundo vivem no hemisfério Sul, muitas vezes como minorias contra maiorias hostis. De acordo com uma estimativa, 80% dos atos de intolerância religiosa no mundo hoje são voltados contra cristãos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Não estamos falando, aliás, de uma suposta e secular &#8220;guerra contra o Natal&#8221;, ou de uma exposição de arte financiada pelo governo que incomoda algumas almas piedosas. Estamos falando de violência e opressão reais, em uma escala global. O recente e emocionante livro Onde Morrem os Cristãos_, da jornalista italiana Francesca Paci, documenta os ataques sistemáticos contra os cristãos no Iraque, na Terra Santa, no Egito, na Turquia, na Indonésia, no Paquistão, na Coreia do Norte, na Somália, na Nigéria e na Argélia, assim como em regiões da Amazônia – e essa dificilmente é uma lista completa.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eu já disse antes e vou repetir aqui: não é apenas uma bobagem que os cristãos do Ocidente gastem o nosso tempo debatendo sobre pontos específicos da tradução litúrgica, ou sobre o pronunciamento mais recente dos bispos sobre algum livro de teologia, enquanto milhões dos nossos correligionários são forçados a tomar as suas vidas nas mãos todas as vezes que vão à igreja, abrem a sua loja ou simplesmente caminham pela rua. É obsceno.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O chamado para um novo &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; veio do cardeal Kurt Koch_, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, em uma cúpula ecumênica e inter-religiosa_ anual promovida pela Comunidade de Santo Egídio, organizada nesta semana em Munique.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis como Koch o apresentou:</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Como hoje, todas as Igrejas e as comunidades eclesiais cristãs têm os seus mártires, devemos falar de um verdadeiro ecumenismo dos mártires&#8221;, disse ele. &#8220;Enquanto nós, como cristãos e como Igrejas, vivemos sobre esta terra em uma comunhão ainda imperfeita, os mártires, na glória celeste, se encontram desde já em uma comunhão plena e perfeita&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;Hoje, como cristãos, devemos viver na esperança de que o sangue dos mártires do nosso tempo se torne um dia a semente da unidade plena do Corpo de Cristo. Mas devemos testemunhar essa esperança de uma forma credível, na ajuda eficaz prestada aos cristãos perseguidos  no mundo, denunciando publicamente as situações de martírio e empenhando-nos em favor do respeito da liberdade religiosa e da dignidade humana&#8221;, disse Koch.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8220;O ecumenismo dos mártires, portanto, não é apenas o núcleo da espiritualidade ecumênica, hoje tão necessária, mas também é a melhor exemplificação de como a promoção da unidade dos cristãos e o amor pelos pobres são absolutamente indissociáveis&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>(Apesar de Koch não ser a primeira pessoa a refletir sobre essa ideia, suas observações representam a estreia do &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; como uma proposta mais ou menos explícita da autoridade ecumênica do Vaticano. E, embora provavelmente seja algo óbvio, vou dizer mesmo assim: abraçar o &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; não é algo que vem às custas do &#8220;Ecumenismo espiritual&#8221;. É e/e, não ou/ou).</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>* * *</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Um &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; do século XXI tem pelo menos três pontos para recomendar a si mesmo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Primeiro, ele pode dar um novo e forte impulso ao movimento ecumênico. Tertuliano observou uma vez que &#8220;o sangue dos mártires é a semente da fé&#8221;, e algo semelhante poderia ser dito com relação ao ecumenismo: a experiência do martírio é muitas vezes o motor da unidade.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A opressão de católicos, ortodoxos e protestantes sob os nazistas e os soviéticos foi a chave para o impulso ecumênico de meados do século XX. De acordo com o falecido cardeal holandês Johannes Willebrands, pioneiro da causa ecumênica, a &#8220;vida em conjunto&#8221; dos clérigos católicos e protestantes nos campos de concentração nazista foi a chave para o crescimento do movimento depois de 1945. A teoria da unidade, afirmou Willebrands em 2002, &#8220;recebeu a sua vida e o seu propósito desse fato&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Também hoje, as relações ecumênicas tendem a ser mais próximas em algumas partes do mundo onde os cristãos enfrentam uma ameaça comum: o Oriente Médio, o subcontinente indiano, a China e a Coreia do Norte, e partes da África subsaariana. Quanto mais o cristianismo se engaja na resposta a essas crises, mais ganha espaço o sentimento de urgência para pôr de lado antigas rixas.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo, o &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; oferece uma resposta às questões práticas mais importantes que os ativistas em defesa dos cristãos atacados sempre fazem: como podemos construir redes para mobilizar o apoio no Ocidente?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Na verdade, essas redes não precisam ser construídas. Eles já existem, na forma de uma galáxia em expansão de comissões ecumênicas, em órgãos de diálogo, séries de conferências, publicações, escritórios e equipes dedicadas ao trabalho ecumênico, e assim por diante. O truque é assumir essa infraestrutura – que, na verdade, no contexto de paralisia ecumênica de hoje, às vezes parece ser subutilizada – e concentrá-la diretamente sobre o martírio cristão do século XXI.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Em julho, eu participei de uma cúpula conjunta anglicano-católica sobre as ameaças enfrentadas pelo cristianismo na Terra Santa, realizada em Londres, no Palácio de Lambeth, sede da Comunhão Anglicana, e copromovida pelo arcebispo anglicano Rowan Williams e pelo arcebispo católico Vincent Nichols. Foi um caso exemplar do &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; em ação: anglicanos e católicos podem não estar muito próximos acerca da ordenação das mulheres, mas Williams e Nichols pareciam em perfeita sintonia sobre a necessidade de impedir que a terra do nascimento de Cristo se transforme em uma &#8220;Disneylândia espiritual&#8221;, cheia de atrações, mas vazia de uma população cristã nativa.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Terceiro, um &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; serviria ao propósito de lembrar às pessoas que o cristianismo e o Ocidente não são coextensivos. As comunidades cristãs mais dinâmicas e de crescimento mais rápido hoje estão fora do Ocidente, especialmente na África e em partes da Ásia. Elas vão dar o tom para a Igreja global no século vindouro. Se essas comunidades forem reprimidas, e talvez radicalizadas, todo o mundo cristão terá que viver com as consequências.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Esse perigo parece mais agudo hoje no Oriente Médio, onde ninguém ainda sabe qual será o resultado da Primavera Árabe, mas a aposta segura parece estar sobre um papel novo e forte para o Islã militante. No mesmo encontro da Santo Egídio em que Koch falou, o patriarca católico do Egito, Antonios Naguib, advertiu que a revolução egípcia foi &#8220;sequestrada&#8221; por salafistas e por outros grupos islâmicos. Agora, disse, os cristãos estão sendo deixados fora dos postos de governo, tanto no nível nacional quanto regional do país, os conflitos entre cristãos e muçulmanos estão aumentado, e a maioria dos cristãos estão profundamente temerosos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>* * *</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Se o &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; der certo, há duas outras implicações que vale a pena ponderar.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Primeiro, a conversação ecumênica já não seria mais a província quase exclusiva dos teólogos. Ela atrairia uma parcela maior de diplomatas, analistas políticos, ativistas políticos e organizadores de base, que se tornariam, em certo sentido, os principais portadores do progresso ecumênico.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Isso poderia romper a lamentável dinâmica que cresceu ao longo dos últimos 50 anos, segundo a qual o ecumenismo é &#8220;de facto&#8221; considerado como um projeto para um pequeno grupo de especialistas, enquanto o restante de nós é relegado a se sentar à espera da publicação do próximo documento sobre Maria ou sobre a autoridade na Igreja.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Essa mudança também colocaria o acento sobre o que os cristãos compartilham, em vez do que ainda os divide. Enquanto certamente há uma visão católica particular sobre a sucessão apostólica ou a Eucaristia, não há nenhuma parte especificamente católica no chamado a impor a &#8220;sharia&#8221; mediante a lei civil. A esse respeito, católicos, pentecostais, evangélicos, ortodoxos e protestantes da linha principal têm a mesma posição básica: &#8220;Não&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Segundo, um &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; injetaria um equilíbrio nas atitudes cristãs com relação ao secularismo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>No Ocidente, o ressentimento nos círculos cristãos sobre a hostilidade secular à fé religiosa se aprofundou significativamente. Desdobramentos como o fracasso da União Europeia de reconhecer suas raízes cristãs, vários ataques perceptíveis contra o casamento e a vida humana, e uma nova desfaçatez de usar a mídia e o sistema legal para perseguir instituições religiosas (mais notavelmente, na crise dos abusos sexuais enfrentada pela Igreja Católica) produziram um crescente sentimento de guerra cultural.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>As notícias desta semana de que uma fundação legal secular com sede em Nova York, em conjunto com a Rede de Sobreviventes de Abusos Praticados por Padres, pediu que o Tribunal Penal Internacional julgue o papa_ e outras autoridades do Vaticano, irá reforçar essas impressões em alguns meses.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O cardeal italiano Renato Martino, ex-presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, resumiu memoravelmente esse sentimento de antagonismo ainda em 2004, depois que um político católico italiano foi banido de um trabalho com a Comissão Europeia depois de confessar ter aceitado a doutrina da Igreja sobre o aborto e a homossexualidade: &#8220;Parece uma nova Inquisição&#8221;, disse Martino na época. &#8220;É uma inquisição secular, mas é igualmente indecente. Você pode insultar e atacar livremente os católicos, e ninguém vai dizer nada&#8221;.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Há, é claro, preocupações reais sobre uma forma ideológica do secularismo, que é cegamente hostil à Igreja. Há também, no entanto, um perigo igual e oposto em uma psicologia &#8220;nós-contra-eles&#8221; que bloqueia as linhas de comunicação e desperdiça as oportunidades de parceria.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A opção do &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221; agiria como um corretivo nesse sentido. Ele faria do impulso à liberdade religiosa uma pedra angular do esforço ecumênico, o que significa que valores essencialmente seculares como a democracia, a separação entre religião e política, e o estado de direito receberiam um novo e poderoso abraço cristão. Uma prova disso pode ser encontrada hoje no Oriente Médio, onde a pequena minoria cristã da região também é o seu defensor mais apaixonado do secularismo saudável – aberto aos valores religiosos, mas não dominado por uma única visão religiosa.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O &#8220;Ecumenismo dos mártires&#8221;, em outras palavras, quer lembrar os cristãos do Ocidente que o secularismo não deve ser um inimigo. Sob as condições certas, ele é realmente o melhor amigo que temos.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Feliz Dia da Árvore! Mas&#8230; que árvore?!</strong></span></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>No Dia da Árvore é preciso reforçar a luta pela não aprovação do Novo Código Florestal, defende Eveline de Magalhães Werner, pós-graduanda em Gestão e Perícia Ambiental pela UNIC, graduada em Gestão Ambiental pelo IFMT, e acadêmica do curso de Direito da UFMT, integrando o grupo de pesquisa JusClima, em artigo publicado no sítio do Centro Burnier Fé e Justiça de Cuiabá, 21-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Eis o artigo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Árvores&#8230; Árvores que simbolizam nossa riqueza de flora, nossas florestas, cerrado&#8230; Que representam e que abrigam vida, diversidade&#8230; Que têm fundamental importância na regulação climática, na reserva hídrica, na qualidade atmosférica, na reserva de carbono, na prevenção de degradação do solo&#8230; São tantas as funções, os significados&#8230;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O dia 21 de setembro, conhecido em todo o país como Dia da Árvore, foi instituído justamente para trazer presente essa importância da árvore, da vegetação, para a vida no planeta. Aliás, é interessante lembrar que o Brasil comemora o Dia da Árvore desde 1965. Dado interessante, quando se nota que 1965 também foi o ano de edição do atual Código Florestal. Através da Lei 4.771, o Código Florestal de 1965 trouxe uma série de avanços para a proteção do meio ambiente, especialmente por trazer institutos como a área de proteção permanente e a reserva legal. E isto ocorreu em um período onde reinava uma concepção claramente “desenvolvimentista”, durante o golpe militar; um período marcado pela expansão de rodovias de Brasília (para onde havia sido transferida a Capital Federal) às diversas regiões, e pelo início de programas de modernização agrícola. Em síntese, em um cenário geralmente associado à degradação ambiental.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Aliás, o mesmo havia ocorrido com seu predecessor, o Código Florestal editado em 1934. Os anos trinta foram marcados pelas ideias de Vargas de industrialização do país, integração nacional e expansão da fronteira de ocupação para o sertão brasileiro, e ainda assim o Código foi um instrumento avançado para a época, o que significa dizer que, em ambos os momentos históricos mencionados, a idéia de conservar parcela dos recursos estava vinculada à perspectiva de progresso!</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>É espantoso notar que, apesar de todas as notícias veiculadas divulgando relatórios de pesquisa que apontam uma crise ambiental sem precedentes, reconhecida inclusive em diversas convenções internacionais, e apesar de haver muito mais informações científicas disponíveis, demonstrando os efeitos perversos do desmatamento, o Congresso caminha na contramão da história, se propondo a alterar o Código vigente de maneira tão absurda e sem fundamentos, apenas com o intuito de beneficiar a uns poucos, que lucram com a destruição dos espaços naturais.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Ainda que não seja por amor ao meio ambiente, ou por respeito a toda a coletividade que legitimou nossos legisladores a ocupar a função por eles ostentada (que os vincula ao dever de perseguir o bem comum), então que, ao menos por algum senso de racionalidade, percebam que retroceder na proteção já assegurada às nossas florestas implica em perda de qualidade de vida, bem-estar, e mesmo de riqueza, em se tratando de biodiversidade, potencial turístico da paisagem natural, reservas de recursos naturais&#8230;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Neste Dia da Árvore, que nós, enquanto sociedade, co-responsável pela proteção e conservação de um meio ambiente sadio e equilibrado, façamos uma reflexão acerca de como podemos atuar em favor desta flora megadiversa que nos cerca, exercendo, por todos os instrumentos que estiverem ao nosso alcance, todo tipo de pressão e mobilização, capaz de chamar a atenção sobre a problemática envolvida no debate sobre o novo Código Florestal, que não se resume a uma mera oposição entre “ruralistas” e “ambientalistas”, mas que tem implicações muito maiores, abrangendo a dignidade e a durabilidade da vida.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Desejo a todos e todas um Feliz Dia da Árvore!</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Belo Monte &#8221;é uma canoa furada&#8221; e pode levar</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>caos a Altamira</strong></span></span></span><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>, diz procurador</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O procurador Felício Pontes_, do Ministério Público Federal em Belém, é a pedra no sapato dos defensores da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, a mais importante obra do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Defensor de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações amazônicas tradicionais, Pontes assina cinco das 11 ações civis públicas movidas contra a usina. Ele tem dito que 40% das condicionantes impostas pelo Ibama não foram cumpridas &#8211; continuam faltando postos de saúde, escolas e saneamento. O intenso fluxo migratório à região &#8211; seriam 97 mil pessoas seduzidas pela obra -, somado à explosão dos preços de imóveis e terras, e a escassez de infraestrutura, pode criar um caldo com potencial explosivo. &#8220;O caos que pode se instalar em Altamira é maior do que ocorreu em Rondônia, porque a região já é conflituosa&#8221;, diz, lembrando a confusão de março no canteiro de Jirau, no rio Madeira, e os vários assassinatos de lideranças rurais na região de Altamira. &#8220;Sem resolver esses conflitos fundiários, onde isso vai parar?&#8221;, alerta. O índice de violência em Altamira cresceu 28% de 2010 a hoje.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A reportagem e a entrevista é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 21-09-2011.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>O impacto de uma obra com a musculatura de Belo Monte está criando novos desafios aos empreendedores. Na região que será mais impactada pelo projeto, a Volta Grande do Xingu, fazendeiros e agricultores têm obtido renda produzindo cacau combinado a árvores da floresta. Quando Belo Monte chegar, terão que sair. Segundo Pontes, o preço da indenização pelas terras não é o preço de mercado e a nova face do conflito é atual. Um estudo indica que as propriedades da área têm, em média, 53% de cobertura florestal original, mas os empreendedores não vão pagar pela madeira. &#8220;Quem não desmatou e cumpriu a legislação está sendo punido.&#8221;</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Para Pontes, Belo Monte &#8220;é uma canoa furada&#8221; e o desenvolvimento da Amazônia passa por pesquisa em biotecnologia. Procurada pelo Valor para responder às críticas do procurador, a Norte Energia não quis se manifestar. </strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>EIs a entrevista:</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>A usina de Belo Monte é fato consumado?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Belo Monte só será fato consumado quando estiver construída a barragem no Xingu. Não se chega lá tão cedo.</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Porque não?</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Porque é preciso criar uma infraestrutura muito grande na região, vai ser um desafio construir uma hidrelétrica ali. Não há infraestrutura portuária para trazer equipamentos, vai precisar de uma logística enorme para montar o canteiro de obras. Tudo isso leva tempo. O consórcio construtor encontrou uma dificuldade grande este ano com um inverno extremo </strong></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2593/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2593/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2593&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/12/02/ave/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-encontra.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida encontra</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/12/09704880-ex00.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">09704880-EX00</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A VIDA ANDA</title>
		<link>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/11/12/a-vida-anda-11/</link>
		<comments>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/11/12/a-vida-anda-11/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 01:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prenovicos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parabolica2010.wordpress.com/?p=2577</guid>
		<description><![CDATA[ETA, FORÇA DA JUVENTUDE! No dia 30 de Outubro, a Igreja do Brasil reuniu seus jovens para celebrar o 26ª Dia Nacional da Juventude, o DNJ. “É o evento eclesial que reúne mais jovens num único dia, no Brasil”, segundo dados da CNBB. O evento coincidiu com o encerramento da Segunda Conferência  Estadual da Juventude, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2577&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2379" title="a vida anda" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg?w=500&#038;h=152" alt="" width="500" height="152" /></a>ETA, FORÇA DA JUVENTUDE!</strong></p>
<p><strong>No dia 30 de Outubro, a Igreja do Brasil reuniu seus jovens para celebrar o 26ª Dia Nacional da Juventude, o DNJ. <em>“É o evento eclesial que reúne mais jovens num único dia, no Brasil</em>”, segundo dados da CNBB. O evento coincidiu com o encerramento da Segunda Conferência  Estadual da Juventude, na qual a PJ elegeu seis de seus jovens para a delegação estadual na Conferência Nacional da Juventude; na delegação eleita,  a jovem Ana Grecy Carvalho da Silva, delegada da PJ de São Gabriel da Cachoeira. O número de jovens caminhantes superou as previsões: cerca de 2 mil.</strong></p>
<p><strong>O nome SDB  veio à tona nas expectativas da equipe de jovens que preparou o evento: <em>“Com quantos padres vamos contar? Todos eles irão para a Caminhada Missionária da Arquidiocese</em>( evento eclesial que viria acontecer na tarde do mesmo dia, em outro lugar).<em>Talvez nem os salesianos, nossos fiéis parceiros, possam estar conosco”.</em> Uma jovem rebateu: <span style="text-decoration:underline;">”</span><em>Negativo. Aqueles salesianos que me disseram que viriam conosco, eu confio neles. Aqueles, tenho certeza, que virão!” </em>E foram os padres Bené e Daniel, cinco pós-noviços, seis pré-noviços com o assistente Marcelo e oito jovens animadores do Oratório do CESAF.</strong></p>
<p><strong>A caminhada iniciou na Bola do Eldorado, à frente da Delegacia da mulher. Para sintonizar com o tema do DNJ: “o protagonismo feminino”. O jovem assistente Marcelo dizia depois: <em>“Que arrepio eu sentia quando os ônibus chegavam e paravam desembarcando dezenas de jovens alegres e entusiasmados</em>!”. A cada chegada, buzinaços e assobios e palmas e abraços.<em> </em>Dom Mario Antônio, bispo auxiliar, proferiu as palavras de abertura da caminhada e fez uma bela bênção em estilo bem participativo. O contratado carro de som não apareceu e uma chuva ameaçava afugentar os jovens. Mas a animação foi mais forte e o som da Kombi improvisada como carro de som, foi suplantado pela alegria e aclamações dos jovens.  Os Pré-Noviços levaram uma faixa alusiva ao evento. <a href="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/11/dnj2011_miracemato2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2583" title="DNJ2011_miracemato" src="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/11/dnj2011_miracemato2.jpg?w=500" alt=""   /></a></strong></p>
<p><strong>A caminhada terminou em frente ao Ginásio Amadeu Teixeira com um show de bandas jovens. Depois, os jovens entraram no ginásio Amadeu Teixeira para o show do grupo de rap Racionais MCs. Lá se encontraram os jovens da PJ e muitos jovens participantes da Segunda Conferência Estadual da Juventude que concluía naquele mesmo dia. O momento cultural começou com uma batalha( espécie de competição) de grupos de hip-hop e os jovens cercaram o ‘tablado’ aplaudindo exibições malabarísticas. O cenário do ginásio era um mostruário de linguagens juvenis: tênis na quase totalidade,alguma sandália havaiana descontraída, bermudas e bermudões, bonés, cabelos coloridos à la Neymar, jaquetas pretas,  muitas  regatas coloridas exibindo músculos  sarados, grupos de jovens circulando em fila indiana num ritmo de leve balanceado característico das galeras, como que marcando espaço; aqui e ali, uma droga circulando de mão e mão, na surdina. A escolha do rap foi intencional, pois é o gênero musical acolhido por toda uma geração mais informada (“hi-tech”,”online”); música que toca nas feridas das chagas sociais, muitas das quais estão exterminando adolescentes jovens, à vontade. Letras duramente críticas, até agressivas,  mas menos duras do que a realidade.</strong></p>
<p><strong>Mas uma notícia vinha na contramão da alegria juvenil: a morte do jovem Francisco, assessor  da PJ do Setor 10 e que morrera na manhã daquele dia, vítima de uma  bala perdida.</strong></p>
<p><strong>E veio o eco do  Pe. Cuevas falando que <em>“Dom Bosco só  se tornou santo por causa dos jovens, no meio  dos jovens”.</em></strong></p>
<p><strong>Ao reencontrar, entre abraços e muita alegria, antigos maduros assessores, religiosas e leigas, coordenadores da PJ Arquidiocesana com quem trabalhou por cinco anos, o padre Bené refletia: “<em>Depois de tantos anos afastado das estruturas de coordenação</em>, <em> sinto que não sou “um estranho no ninho”. Que felicidade ser salesiano!”. </em></strong></p>
<p><strong>Felizes os jovens que Deus colocou em nossos caminhos para facilitar nosso encontro com Ele!</strong></p>
<p><strong>Reduzida mas expressiva presença salesiana. Pequena, mas notória na alegria e no compromisso da presença entre os jovens. Dos religiosos, só salesianos e  maristas. Das religiosas, muitas, algumas já de cabelos brancos. Neste encontro eclesial-juvenil, lindo, lindo foi sentir o entusiasmo dos seis pré-noviços e dos oitos jovens que estão nos primeiros passos de co-responsabilidade de animação do Oratório do CESAF, entusiasmados do início ao fim, somando com a animação, cantando, suando no meio dos jovens, não fugindo da chuva, empunhando outras faixas além da sua. Para os jovens pré-noviços, esta caminhada no DNJ talvez possa ter sido a melhor aula de salesianidade neste 2011.</strong></p>
<p><strong> Pe. José Benedito Araújo, encarregado do pré noviciado</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/parabolica2010.wordpress.com/2577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/parabolica2010.wordpress.com/2577/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=parabolica2010.wordpress.com&amp;blog=13268873&amp;post=2577&amp;subd=parabolica2010&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parabolica2010.wordpress.com/2011/11/12/a-vida-anda-11/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/aee6a0082c381f9f4351ada0f52cc219?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">prenovicos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/09/a-vida-anda2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a vida anda</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://parabolica2010.files.wordpress.com/2011/11/dnj2011_miracemato2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">DNJ2011_miracemato</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
